Lama, excrementos e porcos (revisto)

Acontece desejar esquecer-me. De mim, claro! Rumo a um grau zero de reflexividade. Com o esplendor da técnica, há tanta mezinha para alívio da consciência interior. Mas é sonho impossível! Há sempre quem se lembre que existo, faço, penso, sinto e quero. Apetece mandar estes despertadores da subjectividade alheia chafurdar no charco da Dança do Cego, da Bugiada de Sobrado, em Valongo. Ou pegar “porcos bravos” no redondel de lama de Covas, em Vila Nova de Cerveira; de Romarigães, em Paredes de Coura (https://www.youtube.com/watch?v=3DPqOsEFfQY; este vídeo foi, entretanto, removido pelo YouTube provavelmente para proteger a imagem dos humanos); ou de S. Julião, em Valença (https://www.youtube.com/watch?v=geibjf60xOE). Temo, porém, que, adubados e enlameados, revigorem o assédio e a impertinência.
Apanha do porco. Covas. Vila Nova de Cerveira.
Nos momentos sedentos de paz interior, costumo trautear uma canção, pouco conhecida, dos Doors: The mosquito (1972)!

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