Monstros lúdicos, sapos curtidos e túmulos sensuais

Peter Schipperheyn. Asleep. Mt Macedon Cemetery in Victoria, Australia. 1987
Jogos e brincadeiras, 30.10.2012
Festa batráquia, 31.10.2017
Sensualidade tumular, 31.10.2018

Mr Bean e Van Gogh

Mr Bean e a quebra do açúcar, 31.10.2014
Van Gogh animado, 31.10.2016

Ave Maria: De Bach a Michael Quatro

Robert Campin (Mestre de Flémalle) – Centro do Tríptico da Anunciação (Retábulo de Mérode), c. 1427-32
Ave Maria, 31.10.2015

E a bengala se fez espada. Não há longe nem distância

No passado fim-de-semana fui a Melgaço. Há cinco meses que não o fazia. Para os Serões dos Medos, sexta, na Casa da Cultura, e para uma conversa, no sábado, na sede do Agrupamento de Freguesias de Prado e Remoães. A edição dos Serões dos Medos não desmereceu e a conversa, das 21.00 às 23:00, soube prosseguir com uma confraternização até à uma da madrugada.

Ando bastante ocupado, mas com atividades que me dão gosto e prazer.
Enquanto for possível, não me demito de viver, fatalidade que se me afigura envolver demasiadas pessoas e comunidades.
Regressar é uma forma de viver, sobretudo quando se dá azo à revitalização. Regressar, não num caixão de pinho como o soldadinho, mas com a chama do desejo preservada o tempo que for preciso, como Penélope.

Teledesejo, 30.10.2014
Zeca Afonso – Os Bravos. Edição original, 1964

Em Prado e Remoães, 24.10.2026. Fotografia e montagem por Marco Gonçalves

Ignorância satisfeita

Jacob Jordaens – A Mulher, o Louco e seu Gato, entre 1641 e 1645

Quatro artigos, cinco anúncios. “Sandman vs. Waterman” (2011), do Al Kass Sport Channel, e “Stop the bullet Kill the gun” (2007), da Choice FM, merecem particular atenção Mas, se os ignorar, não lhes sentirá a a falta. Feliz ou infelizmente, não costumamos sentir a falta do que ignoramos. Se, na realidade, faz alguma diferença isso é outra questão.

A água contra a areia, 30.10.2011
Preservativo eletrónico, 24.10.2016
A dor da realidade e o bálsamo das aparências, 29.10.2017
Balas, 30.10.2018

Corpo a Corpo

Zendaya, atriz estadunidense (Spider-Man, Euphoria e Dune são exemplos de filmes em que participou), tem desde junho de 2024 uma parceria publicitária e criativa com a marca suíça de calçado e vestuário desportivo On, fundada em 2010.

Há um aspeto particularmente interessante nesta associação: a On procura ultrapassar a imagem de marca exclusivamente desportiva para se afirmar também no universo da moda, da cultura e da criação artística. Zendaya, pela sua relação com a moda e o cinema, constitui uma figura privilegiada dessa transição.
Do ponto de vista da estética publicitária, a colaboração é especialmente interessante: as campanhas recorrem à linguagem cinematográfica, à coreografia, ao surrealismo e à metamorfose visual, transformando a apresentação de produtos em pequenas narrativas artísticas. (ChatGPT).

A campanha Zendaya In Your New Favourite Action Movie, dirigida por Pantera, foi lançada há duas semanas, tendo sido precedida, em abril, pela campanha Shape of Dreams, dirigida por Spike Jonze.

On – Zendaya In Your New Favourite Action Movie. Direção: Pantera, outubro 2026
On – Shape of Dreams. Direção: Spike Jonze, abril, 2026

A potência do martelo

Júlio Pomar – Martelo (e Três Frutos), 1991

Aprecio os anúncios da empresa alemã Hornbach. Pautam-se pelos princípios da potência e da força de vontade em situações extravagantes. O anúncio Wir haben nie gesagt, dass es einfach ist (nunca dissemos que era fácil) não foge à regra. Apresenta, no entanto, a particularidade de a potência ser feminina. Lembra o anúncio 1984, da Apple: uma mulher atlética, com um martelo, combate a opressão. Lembra, também, os corpos das atletas do filme Olympia (1938) de Leni Riefenstahl: o mesmo lastro mitológico.

O martelo da revolta, 30.10.2017

Novos testemunhos

Em Junho de 2016, em Orlando (Florida), um terrorista matou 49 pessoas e feriu 53 numa discoteca frequentada pela comunidade LGBT.  No anúncio Cellphones, The Brady Campaign inspira-se no cenário do atentado para denunciar a violência homofóbica. Os telemóveis insistiam em tocar e funcionar para além da morte. A focagem nos telemóveis constitui uma espécie de assombração convincente.

No passado, a pegada humana era assegurada pelos filhos, pelas obras e pelas missas perpétuas. Hoje, também temos o cellphone, o smartphone, o iPhone, o tablet, o notebook e outros prodígios com nome estranho.

Pegada, 30.10.2016

Lisa Ekdahl

Vontade de sentir, 29.10.2018

Leve, levemente

Giovanni Baptista Tiepolo – Mercúrio de Würzburger (Detalhe), ca. 1753
Libertação, 29.10.2011