Com o Filho no Colo em Melgaço

Tenho colaborado em muitos eventos e projetos no município de Melgaço. Que me lembre, nenhum da minha iniciativa pessoal. Atividades paralelas ou circunstanciais.
“É preciso a chuva para florir”. Esperei pelos 66 anos de idade para apresentar em Prado, freguesia onde nasci, obra da minha lavra e interesse, resultado da minha própria investigação.
Vou retomar, adaptada, uma conferência, bem acolhida, em Braga, em novembro de 2025, e em Guimarães, em março de 2026. Abordarei, com alguma originalidade, as imagens, prodigiosas, da Virgem Maria com o filho no colo, ainda menino ou já morto: o princípio e o fim de Cristo feito homem, da Encarnação. Concentrar-me-ei nos séculos XIV e XV, recuando mais de quinhentos anos. O tema não é caseiro. Abriga-se na alma e ultrapassa a cristandade. A escala é a humanidade e a mensagem sempre atual.
Esperar tem custos. O mundo e a vida não param. Muitos que desejava que assistissem e que penso que gostariam de o fazer já não podem. Vou falar para os conterrâneos contemporâneos. Se conseguir, ao seu jeito.
Deixo o convite para a próxima sexta-feira, 29 de maio, com início às 21 horas, no salão da junta de freguesia de Prado. Mais do que uma conferência, poderá proporcionar-se, também, um reencontro. A promoção de mais iniciativas do género depende do modo como esta semente ou enxerto pegar.
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente (…)
(Almir Sater e Renato Teixeira, Tocando em Frente)
Purgar ou mandar às urtigas
No artigo de ontem, “Ramo de estrelas maduras”, publiquei uma série de canções da Tanita Takiram. Quando queremos destacar uma, ora a colocamos em primeiro, ora em último, ora à parte. Receando que “Women Who Cheat On The World”, que sobressalta, passasse despercebida ou se perdesse na noite, deixei-a para a manhã seguinte. Sobrou uma pergunta: por que só as mulheres?
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Oh, my
When you are not all together
And you feel your face is a fiery place
For many tears
Who looks upon a picture and really feels a thrill
Oh, not me
Who looks into their past and feels they could leave
And you’d think by looking at his soul
That it really is his woman who’d cheat on the world
Who’d cheat on the world
Oh, my
When you are not really moving
And you feel your feet have been put to sleep
For many years
Who looks into a city
And really feels at home
Oh, not me
Who looks into the dark
And yearns to be free
And you’d think by looking at his soul
That it really is his woman who’d cheat on the world
Who’d cheat on the world
Boy,
A lot of things are very simple
A lot of things are logical
When held into your hands
Boy,
A lot of things are very simple
A lot of things are very simple
And they fall apart
When they fall apart
Oh, my
When you are not really living
And you feel your heart
Is the biggest part of all your fears
Who looks upon a lover and really feels desire
Oh, not me
Who looks into themselves and likes what they see
And you’d think by looking at his soul
That it really is his woman who’d cheat on the world
Who’d cheat on the world
Who’d cheat on the world
Who’d cheat on the world
Who’d cheat on the world
Who’d cheat on the world
“Ramo de estrelas maduras”

Para enquadrar esta fotografia, segue uma mão cheia de canções da viragem do milénio com a voz grave e a guitarra da autora e compositora britânica Tanita Tikaram.
Música para filmes. The Cinematic Orchestra

Mudemos de disco, retomando os britânicos Cinematic Orchestra (ver A Caverna dos Fantasmas de Estimação. The Cinematic Orchestra, 17.01.2023).
En 2001 los organizadores del festival Porto Capital Europea de la Cultura se pusieron en contacto con ellos solicitándoles un nuevo score para la película soviética muda de Dziga Vertov de 1929 Man with a Movie Camera (en castellano, El hombre de la cámara), para ser interpretada en directo durante su proyección. Este trabajo se distinguió de las composiciones habituales de la banda debido a la obligación de ser interpretado en directo, descartando la labor de posproducción que estaba presente en Motion. The Cinematic Orchestra estuvo de gira con esta obra para, a continuación, lanzar el álbum del mismo nombre (Wikipedia em espanhol, 20.05.2026).
Sem palavras
Dia da Mãe
Um imenso e emocionante anúncio peruano para celebrar as mães. Bom dia!
Pintarolas
A criatividade e o absurdo também se consomem. Com humor e gula!
Mimos

De domingo a terça, estive em Melgaço. Reuni com o presidente da junta de Prado, onde vou fazer, no respetivo salão, uma conferência, sexta, 29 de maio, às 21 horas, a cerca de uma centena de metros da casa onde cresci.
De regresso, ocupei-me a não fazer nada, excepto escutar música e afagar memórias. Nem cinco linhas escrevi no blogue. Planei como os paraquedas que outrora construía com um plástico fino, fio do norte e um pedaço de batata; à mínima brisa, em vez de descer, subiam, acabando por se enrolar nos fios de eletricidade. Entretanto, amainada a brisa, começo a aterrar.
Prado – Melgaço. Fonte: https://www.facebook.com/prado.freguesia
Pavlov’s Dog foi uma banda norte-americana, brilhante mas ofuscada, dos anos 70′. Pampered Menial [criado mimado], de 1975, é um dos meus álbuns de eleição. Curiosamente, o Tendências do Imaginário contempla quase todas as canções do álbum seguinte, At The Sound Of The Bell, de 1976 (ver O Sino da Liberdade, 07.01.2022), mas apenas três, por sinal, dispersas, do Pampered. Recoloco duas, “Julia” e “Song Dance”, e acrescento outras trantas, “Episode” e “Of Once and Future Kings”.”.
Quando ofereço algo, sigo dois critérios: eu gostar e o destinatário não conhecer. Pampered Menial foi das prendas que mais ofereci.
Fantasias

Tenho afazeres, mas não me apetece cumpri-los. Ficam para depois. Não sei se esta alergia a obrigações é ónus ou bónus da idade. Entretanto, entrenho-me a ver anúncios, por exemplo da agência de publicidade francesa BETC. Nada como o sonho e a imaginação.
Imagem: Betc – Agence de Publicite, global advertising agency. BIS Publishers. 2008
“Idadismo”. Preconceito etário

Seguem dois anúncios que não abonam a favor do envelhecimento.

