Pausa para duas folias

Spinola Hours – Ms Ludwig IX 18, fol. 125v – Master of James IV of Scotland & others (detail) – Getty Museum – 1510-20
Trabalhar até doer a vontade, 24.09.2019

Extensões ou intrusões do humano?

As novas ferramentas — a teleconferência, os telemóveis, a IA — são extensões que nos capacitam, mas que também nos podem possuir, por vezes sem passar pelo filtro da consciência. Não esconjuradas, mas desejadas, relevam mais da maçã do que da serpente. Estreados este mês, os três anúncios que se seguem oferecem-se como pretexto para pensar essa ambivalência.

Imagem: Marshall McLuhan – Understanding Media The extensions of Man. 1ª ed 1964

Whoscall – We’re Begging You. Agência: Sour Bangkok. Direção: Komsan Yamchuen. Tailândia, setembro 2026
OpenAI – But Now. Agência: Special US. Direção: Angelo Cerisara. USA, setembro 2026
Zoom – Zoom Gets It Done. Agência: No Notes Production. Setembro 2026

Shreks e Barbies

A shrekização do mundo, 24.09.2011

Cuidar sem retaguarda

“Dispõe de seis minutos para comover o coração e expor a consciência? Promovida por uma cadeia de distribuição tailandesa, C.P. Group, esta curta metragem sobre o cuidado dedicado a uma mãe vítima de Alzheimer talvez configure uma boa oportunidade” (07.01.2023). / “O anúncio tailandês Gratitude ajusta-se ao gosto oriental: longo, lento e emotivo. Uma história muito bem contada. Era uma vez um professor que levava a mãe para a sala de aula…” (24.09.2018).

Amor de filho, 24.09.2018

O mensageiro da nova morte

Convém não esquecer. São tantas os episódios que importa não esquecer. A pandemia da Covid-19, destaca-se. O artigo Sem salvação, de 23 de setembro de 2020, constitui uma memória. Dediquei, então, à pandemia os textos “Nem a morte nos reúne” e “A morte infeciosa”, compilados no ensaio “Covid-19: o mensageiro da nova morte”. Embora não muito mal escritos, abusam do sociologuês, seguindo o meu ritmo de pensamento sem cuidar do leitor. Na verdade, já tinha perdido o treino do diálogo muito antes da pandemia. Anexo o texto.

Ajudar ou assumir. O valor das palavras

Eugène Delacroix – Jeune orpheline au cimetière, ca. 1824
Não me ajudes!, 23.09.2019

A (re)visão das alturas

La figura de un gato de unos 37 metros descubierta recientemente, reposa sobre una colina arenosa en la Pampa de Nazca, Perú (Foto EFE Ministerio de Cultura)

Nem tudo o que parece bem é bom. Prezo tanto a responsabilidade que estranho o respetivo espartilho e a proliferação de comissões de ética e exames prévios. Nem tudo requer ser visto de cima, como os gigantescos geoglifos do deserto de Nazca, no Perú.

Visto de cima, 23.09.2015

Sociologia sem palavras 3 (retoma)

Charles Chaplin – O Grande Ditador, 1940

O bailado do ditador com o globo terrestre, cena famosa do filme O Grande Ditador, de Charles Chaplin, é um desafio ao pensamento. Ocorre-me, por exemplo, que, graças à globalização, alguns, quase nenhuns, têm a capacidade de dar pontapés no planeta e muitos, quase todos, têm o direito de recebê-los. (23.09.2014)

Sociologia sem palavras 3. Globalização, 23.09.2014

O (re)canto dos animais

Em fevereiro de 1977, assisti ao concerto dos Pink Floyd no Pavilhão de Paris na Porte de Pantin. Tinha acabado de sair, em janeiro, o álbum Animals. Um espetáculo memorável.

Cães, porcos e carneiros, 22.09.2015

Incontinência digital

Inconveniência amigável, 22.09.2013