Preguiça

James Ensor – Preguiça, 1902
Micro Esforço, 02.09.2014

Canto das flores

Flores cantantes, 02.09.2012

Aveillan na Índia

Guerlain. La legende de Shalimar Guerlain. Bruno Aveillan. USA, Agosto 2013
Belo, demasiado belo. Tendências do Imaginário, 02.09.2013
Les Carnets De Route De Tintin ; L’Inde. Casterman, 2000

Pausa para espairecer

Sapporo Beer. Legendary Biru. Canadá. Junho 2010

Não é só de pensamento que vive a mulher ou o homem. Divertir-se também faz falta. Alguns anúncios publicitários ajudam. Segue um sortido vintage para depenicar.

Carro curtido, 01.09.2011
No topo está a virtude, 01.09.2011
A Bola e o Avião, 01.09.2013
Beijo cremoso, 01.09.2013
Armadilha, 01.09.2014

Multidão Solitária e Morte Social

Misha Gordin – The New Crowd. Fotografia seguinte: Crowd and Shadows of the Dream.

Nos artigos que seguem, nem a morte ri, nem a velhice pressagia. A massa e a indiferença conduzem a um abismo sem fundo. Lúgubres e insustentáveis, engolem sem regurgitar. Relevo as fotografias de Misha Gordin no vídeo musical de La Solitudine, do Leo Ferré, colocado por TiresiaXX, em setembro de 2013.

A multidão solitária, 01.09.2015
Morte social, 01.09.2015
Teleassistência, 01.09.2012

A velha grávida e o riso da morte

O artigo O riso da velha grávida (revisto), colocado em 29 de janeiro de 2023, não surgiu por geração espontânea. Uma primeira versão homónima remonta ao do dia 13 de março de 2016. um intervalo de reincubação de quase sete anos. E ainda não está fechado. Hoje, volvidos três anos, introduzir-lhe-ia bastantes alterações. Mas assinei-o, e continuo a identificar-me com ele.

Imagem: Terracota com Baubo sentada num porco. British Museum.

O riso da velha grávida evidencia alguns defeitos e virtudes de uma forma de pensamento e de um estilo de escrita. Não são uniformes, nem lineares: adotam o desvio e a fragmentação como roteiro e arquitetura. Atardam-se nos detalhes e nas margens para aceder ao todo e ao núcleo. Como os vitrais, convocam uma variedade de pedaços não transparentes que aspriram a configurar-se juntos proporcionando uma nova luz. Pelo meio, esquecem a arte de ir direito ao assunto, de procurar sem se perder e de argumentar sem complicar. Empenham-se em seduzir o interlocutor, mas não ao ponto de lhe facilitar a recepção, um risco de preguiça mental e anestesia criativa.

Ontem, 31 de agosto, os artigos incidiram sobre a música e a publicidade. Hoje, será questão de imagens e pensamentos.

O riso da mulher grávida (revisto). 29.01.2023
A princela noiva e a velha grávida. 01.09.2022

Refaz algo novo!

Depois de uma mão cheia de artigos com músicas, meia dúzia de artigos com anúncios. Todos diferentes, a maior parte surpreendentes.

A Cadeira de Fechar. 31.08.2013
A dança do cabo de vassoura com a zarapilheira. 30.08.2014
O gosto de gostar. 30.08.2015
O abismo. 30.08.2015
Escravos das Trevas, escravos da Luz. 30.08.2017
Telhas solidárias. 30.08.2018

As costas também andam

Segue uma mão cheia de artigos publicados no dia 31 de agosto. Com músicas para todos os gostos, muito distintas, no duplo sentido da palavra: The Strypes; Oh Laura; Pink Floyd; The Moody Blues; Dead Can Dance; Astor Piazzola; Mercedes Sosa; Gilbert Bécaud; Sergei Rachmaninov; e Eric Carmen.

A Publicidade e a Música. Tendências do Imaginário, 31.08.2013
Primeiro single dos Pink Floyd. Tendências do Imaginário, 31.08.2014
Dead Can DAnce e Pina Bausch. Tendências do Imaginário, 31.08.2016
Turismo mágico e radical. Tendências do Imaginário, 31.08.2018
Querido mês de Agosto. As costas também andam. Tendências do Imaginário, 31.08.2019

Grotesco e Desconcerto do Mundo

O Desconcerto do Mundo é o meu primeiro vídeo. Seguiram-se outros, mas é deste que gosto mais. Foi apresentado no seminário internacional O Trágico e o Grotesco no Mundo Contemporâneo, no Mosteiro de Tibães, em Braga, no dia 19 de Abril de 2005. Dura 38 minutos. Este exagero é compensado pela originalidade, pela variedade e pelo encanto das imagens e dos sons. De espanto em espanto, o tempo passa.

Michel Maffesoli, José da Silva Lima e José Bragança de Miranda. Seminário O Trágico e o Grotesco no Mundo Contemporâneo, Mosteiro de Tibães, 2005

Organizei muitos encontros, mas o seminário O Trágico e o Grotesco no Mundo Contemporâneo destaca-se na minha memória. O Moniz Sodré veio do Brasil, o Michel Maffesoli e o David Le Breton, de França… O vídeo O Desconcerto do Mundo foi concebido para ser projetado durante os intervalos. As pessoas interromperam a saída para assistir. Recordo, em particular, a expressão de espanto e admiração do Michel Maffesoli. No artigo seguinte, para saborear aos poucos.

O Desconcerto do Mundo. Tendências do Imaginário, 31.08.2012

Lembranças (do blogue Marginália)

O aniversário do Tendências do Imaginário recordou-me um blogue pessoal anterior, de que já nem sequer sabia o nome. Voltei a escavar. Primeiro, confirmei que era blogger do Blogspot desde 2008. Em seguida, procurei o nome do blogue, com a ajuda da IA. Descobri muita coisa, mas não o que pretendia. Decidi pesquisar, pelos meus próprios meios, no caos imenso dos meus discos duros. Utilizei muitas palavras-chave, até que me acudiu “dobras”. Surgiu apenas um documento promissor: um atalho para a Internet datado de 27 de agosto de 2010. Carreguei e… eis-me no blogue Marginália. Era esse o nome do meu blogue. Quem diria? Ignoro a quantidade de artigos que publiquei entre 2008 e 2012. Para já, só consegui aceder a doze. Recoloco Lembranças, de 5 de agosto de 2008. Dedicado a postais ilustrados, resulta uma boa mensagem de parabéns.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Lembranças


Postais 1 e 2

Neto de comerciante, foi-me dado assistir à morosa hesitação da escolha dos postais ilustrados. Não deixa de constituir tarefa azada, quase um milagre, conseguir acomodar, num rectângulo tão exíguo, emissor, destinatário, pretexto, mensagem e imagem. Lembro-me, também, da recepção de alguns postais. Ao estremecimento e à comunhão iniciais, com o postal a passar de mão em mão, sucedia-se a exposição num “altar improvisado”e o recolhimento numa gaveta, caixa ou álbum destinado às relíquias memoráveis. Quase todos nós, apesar dos anos e das mudanças, preservamos alguns destes tesouros semiprivados. Compõem uma espécie de bálsamo para a nossa identidade.


Postal 3

Os postais ilustrados comportam uma vertente estética. Podem ainda apresentar uma aura de magia, risco, aliás, próprio de um objecto que se interpõe entre duas pessoas. Absorvem o emissor que neles se inscreve (“estou aqui!”) e convocam o destinatário que neles se adivinha (“Esta menina és tu a pedir à Nª Sª pª vires passar as férias a casa”: postal 1). Podem, inclusivamente, aspirar a uma certa tangibilidade das almas ou, se se preferir, a um magnetismo dos corpos separados: “Se o pensamento fosse visível, ver-me-hias sempre ao teu lado” (postal 2). Muitos postais ilustrados são dádivas. Antes de mais, dádivas de si. São lembranças, “something between a message and a present” ( Andrew Martin: http://blogs.guardian.co.uk/travelog/2008/07/postcards_back_from_the_edge.html).


Postal 4

São prendas! Apreciadas, exibidas e guardadas. Pessoalizadas em sintonia com o outro, pedem criatividade, dedicação e sentido de oportunidade. Confesso nutrir alguma predilecção pelos postais ilustrados anteriores a 1902, aqueles em que “de um lado só se escreve a direcção”. Reduzem o importante ao essencial. E o essencial, como bem sabemos, cabe no buraco de uma agulha. As soluções, variadas, oscilam entre a incontinência de letras que afoga a imagem e o gesto discreto e precioso que lhe acrescenta valor. Mesmo com a possibilidade de escrita no reverso do postal, as marcas e as inscrições na imagem perduraram, como uma espécie de luxo ou de requinte pessoal ( atente-se no postal 3 e, sobretudo, no pormenor do postal 4: estes postais podem ser vistos no blogue Postais Antigoshttp://postais.do.sapo.pt/). É certo que, na maioria dos casos, estas prendas são surpresas esperadas, ao sabor das efemérides ou das viagens. Se tardam, sente-se a falta, num misto de frustração e inquietação.

Publicada por Albertino Gonçalves à(s) 09:41 Sem comentários: 

Etiquetas: Postais ilustrados