Histórias de Vida – Memória, Comunicação e Envolvimento Comunitário (Encontro)

A produção, a divulgação e a utilização de histórias de vida estão no vento. Mas a quantidade requer qualidade, sob risco de ineficiência, inconsequência e invisibilidade, senão de desperdício. Multiplicam-se, entretanto, iniciativas exemplares, ao nível da produção, edição, comunicação e envolvimento comunitário. O encontro do próximo sábado, 10 de outubro, na Casa da Memória de Guimarães, aposta na respetiva partilha. A cada apresentação, sucede um período significativo de participação da audiência. A entrada é livre. Junto o cartaz/convite, bem como o programa.

Novas sensações tecnicamente assistidas

A técnica dá a mão à estética. Ocorrem-me, por exemplo, as serigrafias de Andy Warhol. As novas tecnologias audiovisuais permitem ver a realidade como ninguém, pelo seus próprios meios, alguma vez viu. É o caso dos movimentos de dança no anúncio Feel Something New, da Royal Opera House, de Londres.
Blues. Ana Popovic e Cee Cee James


Uma realidade puxa outra, que entra sem pedir licença. A associação espontânea é um dos processos mentais que menos controlamos. Ana Popovic lembrou-me Janis Joplin. Por quê? À partida, não sei. Talvez o blues feminino. Talvez a raiva de cantar. Não sei! Lembrou, e isso é que interessa. Não se trata de uma comparação. É uma centelha na bonança. Um relâmpago de sentido. Tudo me lembra alguma coisa. O luxo do subterrâneo. (O luxo do subterrâneo, 05.10.202)
Mas não é apenas a Ana Popovic que, por momentos, lembra a Janis Joplin. Existem outras vozes, por exemplo, a Cee Cee James, conhecida como o “vulcão vocal”.
À canção “Bues For M”, do artigo Ana Popovic, acrescento duas interpretações ao vivo, ambas de 2010, de Cee Cee James: “House Of The Blues” e “Done Love Wrong”. Termino com a versão de estúdio da canção “Slow Dance” de Ana Popovic.







