Refaz algo novo!

Depois de uma mão cheia de artigos com músicas, meia dúzia de artigos com anúncios. Todos diferentes, a maior parte surpreendentes.
As costas também andam

Segue uma mão cheia de artigos publicados no dia 31 de agosto. Com músicas para todos os gostos, muito distintas, no duplo sentido da palavra: The Strypes; Oh Laura; Pink Floyd; The Moody Blues; Dead Can Dance; Astor Piazzola; Mercedes Sosa; Gilbert Bécaud; Sergei Rachmaninov; e Eric Carmen.
Grotesco e Desconcerto do Mundo
O Desconcerto do Mundo é o meu primeiro vídeo. Seguiram-se outros, mas é deste que gosto mais. Foi apresentado no seminário internacional O Trágico e o Grotesco no Mundo Contemporâneo, no Mosteiro de Tibães, em Braga, no dia 19 de Abril de 2005. Dura 38 minutos. Este exagero é compensado pela originalidade, pela variedade e pelo encanto das imagens e dos sons. De espanto em espanto, o tempo passa.

Organizei muitos encontros, mas o seminário O Trágico e o Grotesco no Mundo Contemporâneo destaca-se na minha memória. O Moniz Sodré veio do Brasil, o Michel Maffesoli e o David Le Breton, de França… O vídeo O Desconcerto do Mundo foi concebido para ser projetado durante os intervalos. As pessoas interromperam a saída para assistir. Recordo, em particular, a expressão de espanto e admiração do Michel Maffesoli. No artigo seguinte, para saborear aos poucos.
Lembranças (do blogue Marginália)
O aniversário do Tendências do Imaginário recordou-me um blogue pessoal anterior, de que já nem sequer sabia o nome. Voltei a escavar. Primeiro, confirmei que era blogger do Blogspot desde 2008. Em seguida, procurei o nome do blogue, com a ajuda da IA. Descobri muita coisa, mas não o que pretendia. Decidi pesquisar, pelos meus próprios meios, no caos imenso dos meus discos duros. Utilizei muitas palavras-chave, até que me acudiu “dobras”. Surgiu apenas um documento promissor: um atalho para a Internet datado de 27 de agosto de 2010. Carreguei e… eis-me no blogue Marginália. Era esse o nome do meu blogue. Quem diria? Ignoro a quantidade de artigos que publiquei entre 2008 e 2012. Para já, só consegui aceder a doze. Recoloco Lembranças, de 5 de agosto de 2008. Dedicado a postais ilustrados, resulta uma boa mensagem de parabéns.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Lembranças
Neto de comerciante, foi-me dado assistir à morosa hesitação da escolha dos postais ilustrados. Não deixa de constituir tarefa azada, quase um milagre, conseguir acomodar, num rectângulo tão exíguo, emissor, destinatário, pretexto, mensagem e imagem. Lembro-me, também, da recepção de alguns postais. Ao estremecimento e à comunhão iniciais, com o postal a passar de mão em mão, sucedia-se a exposição num “altar improvisado”e o recolhimento numa gaveta, caixa ou álbum destinado às relíquias memoráveis. Quase todos nós, apesar dos anos e das mudanças, preservamos alguns destes tesouros semiprivados. Compõem uma espécie de bálsamo para a nossa identidade.
Os postais ilustrados comportam uma vertente estética. Podem ainda apresentar uma aura de magia, risco, aliás, próprio de um objecto que se interpõe entre duas pessoas. Absorvem o emissor que neles se inscreve (“estou aqui!”) e convocam o destinatário que neles se adivinha (“Esta menina és tu a pedir à Nª Sª pª vires passar as férias a casa”: postal 1). Podem, inclusivamente, aspirar a uma certa tangibilidade das almas ou, se se preferir, a um magnetismo dos corpos separados: “Se o pensamento fosse visível, ver-me-hias sempre ao teu lado” (postal 2). Muitos postais ilustrados são dádivas. Antes de mais, dádivas de si. São lembranças, “something between a message and a present” ( Andrew Martin: http://blogs.guardian.co.uk/travelog/2008/07/postcards_back_from_the_edge.html).
São prendas! Apreciadas, exibidas e guardadas. Pessoalizadas em sintonia com o outro, pedem criatividade, dedicação e sentido de oportunidade. Confesso nutrir alguma predilecção pelos postais ilustrados anteriores a 1902, aqueles em que “de um lado só se escreve a direcção”. Reduzem o importante ao essencial. E o essencial, como bem sabemos, cabe no buraco de uma agulha. As soluções, variadas, oscilam entre a incontinência de letras que afoga a imagem e o gesto discreto e precioso que lhe acrescenta valor. Mesmo com a possibilidade de escrita no reverso do postal, as marcas e as inscrições na imagem perduraram, como uma espécie de luxo ou de requinte pessoal ( atente-se no postal 3 e, sobretudo, no pormenor do postal 4: estes postais podem ser vistos no blogue Postais Antigos: http://postais.do.sapo.pt/). É certo que, na maioria dos casos, estas prendas são surpresas esperadas, ao sabor das efemérides ou das viagens. Se tardam, sente-se a falta, num misto de frustração e inquietação.
Publicada por Albertino Gonçalves à(s) 09:41 Sem comentários:
Etiquetas: Postais ilustrados
Aniversário: Peso nos ombros

Vi-me grego para recuperar o vídeo com a canção Decades, dos Joy Division, realizado por Anemic Silence. O texto que o introduz é curto, mas promissor. Comecei a procurá-lo à meia-noite, com a ajuda da IA. Recorremos a todos os meios e vias. Às 2 horas, nada! Teimoso como um galego, prossegui a busca do vídeo por minha conta. Após uma hora de escavação nos restos arqueológicos do Tendências do Imaginário e do WordPress, acabei por conseguir. Cansado, mas satisfeito, deitei-me com receio de pesadelos digitais.
Este artigo é uma primeira prenda de aniversário do blogue: um vídeo musical que dificilmente se encontrará noutra página da Internet. Um exclusivo, portanto. Logo seguir-se-á outra prenda, por sinal, mais surpreendente e pessoal.
15º Aniversário do Tendências do Imaginário

Este blogue completa hoje 15 anos. Atendendo aquilo que ao que o tempo representa na Internet, é um ancião, maneira simpática de dizer velho. Para comemorar, coloco o primeiro artigo, “Macabro, mas não tanto!”, publicado no dia 30 de agosto de 2011. Não é, porém, o meu primeiro post. Administrei anteriormente um outro blogspot com início anterior a 2008.
Canções da emigração

Com este tempo, acorda-se da sesta mais pesado do que se adormeceu. Há cerca de uma vintena de anos, selecionamos uma lista de canções francesas, presumivelmente gratas aos emigrantes, para audição num recanto do Espaço Memória e Fronteira, em Melgaço. Escutá-las talvez ajude a recuperar a verticalidade.







