Voo sem Asas ou Ecologia do Espírito

Flying Art é uma designação que assenta aos três anúncios fabulosos da Air France no artigo Ecologia do Espírito, de 2011. Conheço muitas obras de artes, da pintura à dança, mui célebres, que ficam aquém tanto ao nível do conceito como da maneira. O oferece-se como um bom sítio para criar. O anúncio “L’Envol”, de 2011, resulta tão extraordinário que não só o recuperei com o gravei com em alta resolução.
Andrómeda, o tabuleiro e o pote
Dei por terminado um texto, de circunstância e por obrigação, que me trouxe ocupado várias semanas. Decidi, há anos, não aceitar orientações e participações em júris. Cumpri! Vou passar a recusar também convites para escrever. Dão trabalho e envelhecem; já estou aposentado e velho.

Posso regressar ao presente e às minhas coisas. A estreia de um trailer a anunciar a continuação, em 2027, de um jogo eletrónico de estratégia como o Humankind é um acontecimento. Coloco a pensar no Fernando, que está na Coreia do Sul onde representou Portugal no 46th World Amateur Go Championship. Houve dez medalhados: os oito primeiros classificados e os dois que se destacaram pelo desportivismo. O Fernando pertence a este último par.
Se o Fernando está na Coreia do Sul, o João chegou da Chéquia. É um investigador nómada. Com porto de abrigo em Roterdão, entretém-se nos intervalos a apontar à noite as lentes para o céu. Se o Fernando traz uma medalha, o João envia uma fotografia.

Por cá, fartei-me de navegar sentado numa cadeira a pingar letras fora do pote. Vale o trailer do Humankind, que está prestes a renascer.
Imaginação a dois


O mundo da realidade tem os seus limites; o mundo da imaginação não tem fronteiras (Jean-Jacques Rousseau)
A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro. (Albert Einstein)
Patas de caranguejo

Tinha içado a vela, navegava à deriva obliquamente, como um caranguejo; depois, ao chegar ao fim do seu percurso, corrigia a deriva a baixa velocidade, posicionava-se de lado a três quartos do vento e a sua proa robusta abria-lhe caminho. (Roger Vercel, Remorques, 1935).
Apesar de estar com pouco tempo livre, assoberbado a escrever um capítulo intitulado A Senhora da Cabeça, São Bartolomeu e o sagrado em Penso, dei-me ao luxo, com imenso prazer, de revisitar o artigo A canção da morte a passo de caranguejo, colocado em 11 de setembro de 2017. A primeira parte retoma o artigo A passo de caranguejo. A canção da morte, publicado em 24 de abril de 2015. Versa sobre postais ilustrados, embora o mais interessante não seja o conteúdo, mas a indagação e a digressão, ao jeito de um crustáceo. O resultado não é pequeno. As coisas com que me entretinha em tempos adversos! Quando tiver uma folga, recomendo uma espreitadela. Já agora, o meu signo é o caranguejo.






