Sereia das dunas
A Almerinda Van Der Giezen sugeriu-me o “Hymn to the Sea” interpretado pela londrina Andrea Krux. Em boa hora o fez porque estou possuído de preguiça e falho de inspiração. Seguem cinco canções, todas de curta duração.
Vida desconectada / Questões

The best thing you can find online is a reason to go offline (A melhor coisa que você pode encontrar online é um motivo para se desconectar da internet).
Eis o mote do anúncio da Pinterest [por quem Deus nos manda avisar] que se ganha em recordar todas as manhãs. Sou, por sinal, utilizador desta rede social que recomendo.
Tão bom que apetece repetir
Retomemos o saboroso e fabuloso anúncio tailandês “The Secret” para continuar a variar a música.
Literatura deitada

Desliga o telemóvel e vai para a cama com Shakespeare, Cervantes, Camões ou, eventualmente, Dante, Poe, Tolstói, Rilke…
Acompanha ou intervala com boa música. Por exemplo, a Dança Macabra (1874) de Camille Saint-Saëns bem interpretada pela Kamerton Orchestra from Koszalin Music School, da Polónia.
Eros ou Thanatos sobre ou sob os lençóis.
Imagem: Edvard Munch. Dança da Morte (Autorretrato). 1915
O Fio de Ariadne e o Portal de Perséfone


“Este impactante filme da MullenLowe London ilustra (…)como, desde cedo em sua educação, as crianças já definem as oportunidades de carreira como masculinas e femininas. Quando solicitadas a desenhar um bombeiro, um cirurgião e um piloto de caça, 61 desenhos retratam homens e apenas 5 mulheres.”
“Os estereótipos de géneros são definidos entre os 5 e os 7 anos de idade”. Muitos outros, também!
Imagem: Estátua Perséfone. Mármore. Séc. II
Existirá um fio de Ariadne ou um portal de Perséfone que permita aceder a uma nova visão?
Ariadne e Perséfone recordam-me Lisa Gerrard, em particular as canções “Ariadne” e “Persephone (The Gathering of Flowers). O Tendências do Imaginário já contempla 13 canções de Lisa Gerrard. Segue mais meia dúzia.
Invasões, revoluções e involuções
Invasões. Disse invasões? Bizarro, como é bizarro! Revoluções ou involuções. Disse revoluções ou involuções? Confuso, muito confuso, senão trágico! Coisas próprias de novos Tyrannosaurus Rex.
Trágico foi o fim de Marc Bolan. Fundador da banda T. Rex e pioneiro do glam rock, morreu em setembro de 1977 num acidente de automóvel um dia antes de fazer 30 anos. Mais um caso da extensa lista de artistas precocemente falecidos nos anos setenta. Compôs a canção “Children of Revolution” adotada no anúncio “Italian Invasion” da Fiat. Será que a escutamos hoje como filhos “deslizantes” da involução?
Em memória de Marc Bolan, acrescem três música ainda não colocadas no Tendências do Imaginário: “Hot Love”; “The Slider” e “Buick Mackane”.
Lunáticos

Com um pouco de anacronismo e boa vontade, pode vislumbrar-se no anúncio “Beam”, da empresa japonesa de beleza e cuidados pessoais Esthe Wam, uma sugestão a propósito da inspiração da capa emblemática do álbum The Dark Side of the Moon, de 1973, dos Pink Floyd. Provavelmente, as recentes observações da Artémis II não desmentirão.
Entre Babel e Toronto

Desde que não se castre a curiosidade, uma diferença costuma entreabrir outra. Os franceses Orange Blossom conduzem aos Light in Babylon de origem turca. Nesta perdição, reencontramo-nos, algures, sem surpresas absolutas nem estranhamentos excessivos. Raízes, vísceras ou outra coisa qualquer… Um namoro do mesmo com o outro numa folia sem princípio nem fim. A Terra é redonda, mas imensa. Com ou sem nomes em inglês, não existe mainstream que a resuma.
À semelhança dos Orange Blossom, os membros dos Light in Babylon, fundados em Istambul em 2010, têm nacionalidades diversas: Michal Elia Kamal (voz e djembe) é israelita de pais iranianos; Julien Demarque (guitarra), francês; Metehan Çiftçi (santur), turco; Jack Butler (baixo), britânico; e Stuart Dikson (percussão), escocês. “Além do árabe, turco e farsi (persa), Michal canta também em hebraico antigo (…) As composições são originais e misturam estilos balcânicos e flamencos. A sua música étnica está catalogada como World Fusion, entrelaçando as culturas do Médio Oriente com a música europeia” (Wikipedia, 18.04.2026).
Ouvidos vadios

Continuemos a (a)variar. A banda francesa Orange Blossom presta-se. Fundada em Nantes em 1993, combina trip hop e rock, progressivo e eletrónico, com música oriental. Os membros principais são o francês PJ Chabot, violino, o mexicano Carlos Robles Arenas, percussão, e a egípcia Hend Ahmed, voz. Os demais têm origem argelina, marfinense e turca. “Multiculturais”, cantam em árabe, francês, inglês, turco, espanhol e português (Meu amor se foi).
Anónimo, ca. 1500. Univ. de Liège

