Credo da Técnica

Estamos atualmente na fase de evolução histórica de eliminação de tudo o que não é técnico (Jacques Ellul).
Será que um destes dias o monte de Santa Tecla se chamará monte de Santa Técnica?
O longe aqui tão perto
O testemunho da diversidade constitui um dos objetivos do Tendências do Imaginário, mas existem ainda muitos tipos de música não contemplados. A música de origem hindu é um exemplo. Não se trata de um nicho. Alguns cânticos alcançam dezenas de milhões de visualizações. Acaba,, porém, ignorados pela nossa tendência mesquinha para diminuir ou diluir os outros.

Passo a colocar uma primeira seleção de mantras hindus em sânscrito. Começo “Jai Mata Kali Mata Durge”, interpretado por Nina Hagen, uma das minhas pontes para este género de música. Nas quatro interpretações seguintes, destaca-se a presença de um mestre espiritual conhecido como Mooji. Para minha surpresa, reside em Portugal e possui um centro de retiro em São Martinho das Amoreiras, no Alentejo.
Imagem: Moji
Mooji (nascido Anthony Paul Moo-Young, 29 de janeiro de 1954) é um professor espiritual jamaicano de Advaita , radicado no Reino Unido e em Portugal. Ele dá palestras (satsang ) e conduz retiros. Mooji vive em Portugal , em Monte Sahaja. (…)
Aos 30 anos, Mooji trabalhava como artista de rua para sustentar sua esposa e filho. (…) Em 1987, Mooji teve um encontro com um cristão que deu início à sua busca espiritual. Mooji continuou a trabalhar como professor de arte até 1993, quando se demitiu e viajou pela Índia, participando dos satsangs do guru indiano Papaji .
Ele retornou à Inglaterra em 1994, quando seu filho morreu de pneumonia. Ele continuou viajando para a Índia, retornando sempre a Brixton, Londres, para vender chá e incenso, bem como distribuir “pensamentos do dia” enrolados em canudos retirados do McDonald’s. Ele se tornou um professor espiritual em 1999, quando um grupo de buscadores espirituais se tornou seu aluno, e começou a produzir livros, CDs e vídeos de seus ensinamentos.
Ele comprou uma propriedade de 30 hectares na freguesia de São Martinho das Amoreiras , na região do Alentejo , em Portugal , e criou um ashram chamado Monte Sahaja. De acordo com Shree Montenegro, o Gerente Geral da Fundação Mooji, há entre 40 e 60 pessoas vivendo em tempo integral no ashram. Um incêndio no ashram em 2017 exigiu a evacuação de cerca de 150 pessoas. O ashram é financiado pela Mooji Foundation Ltd., sediada no Reino Unido, que declarou uma receita de 1,5 milhão de libras em 2018 (incluindo quase 600.000 libras de doações e legados), e por meio de subsidiárias comerciais no Reino Unido (Mooji Media Ltd.) e em Portugal (Associação Mooji Sangha e Jai Sahaja).” (Wikipedia, em inglês; consultada em 20.07.2026).
Mangueira

Aguardei pelas 22 horas para recolocar o artigo Sugestão (21.07.2018). Não perguntem o motivo que a resposta pode ser delicada. Configura um exemplo de “fetichismo alegórico” (ver O robot emocionado). À primeira vista, o anúncio Aquarium “não tem ponta por onde se peque”.
O busílis está na sugestão: a mangueira, “nó de sentido”, presta-se a interpretações dúbias. No fim, insinua-se a palavra “sex”, que nãos costuma ser invocada em vão. Pelo sim, pelo não, o anúncio ressurge fora de horas, embora para sempre. Lobo bem vestido parece um cordeiro.
Capuchinho Vermelho nas Redes Sociais

O lobo estende o tapete vermelho. Aquilo que resta do Capuchinho Vermelho (Charles de Leusse, Respire, 2004).
“É proibido proibir” era uma das palavras de ordem de Maio de 1968. Hoje, sobram poucas dúvidas, porventura, apenas de grau: “É permitido proibir” ou “proibido permitir”? Apontam nesse sentido os artigos Capuchinho vermelho na era digital (21.07.2012) e É proibido proibir (21.07.2015).
Não vem a propósito, mas entre a floresta musgosa da imagem anterior e o labirinto viscoso dos artigos seguintes, aproveito para introduzir os 10 CC no Tendências do Imaginário.
Negro escuro. Goya

Acontece-me, embora raramente, produzir um ou outro artigo mais sério e encorpado. Afundo-me. É o caso de A cor do abismo, colocado em 20 de julho de 2017, e Um silêncio de morte: Goya, ambos dedicados a Francisco de Goya, artista que muito aprecio. Convém digeri-los sentado, de preferência, com bom audiovisual. Não forçosamente hoje, mas quando se proporcionar.
Imagem: Cartaz de Os fantasmas de Goya. De Miloš Forman, 2006
Velas


Os artigos A ingenuidade e a sátira (20.07.2015) e Velas 820.07.2016) são distintos. O primeiro contém cartoons, o segundo, um vídeo. Só têm em comum a palavra “vela”, no título ou no nome do artista (David Vela). Mas merecem ambos que os acendam.
Gostos bárbaros

“Considero o gosto, o bom e o mau, o maior inimigo da arte”. (Marcel Duchamp)
É difícil evitar comentários humorísticos próprios do gosto dito bárbaro perante a criatividade pura de obras de arte contemporânea.
Segue o artigo Públicos da arte, colocado em 19 de julho de 2016.
Imagem: Marcel Duchamp e a sua Roda de Bicicleta (1913)



