Escrever torto em linhas direitas

Acabei um artigo de circunstância. Intitulei-o “A Torto e a Direito”. Andava-me há bastante tempo atravessado na vontade. Tropeçava nele todos os dias sem avançar uma única linha. Motiva-me pouco escrever sem ser por iniciativa própria. Textos telegráficos. Apetece aliviar com música, que admiro e não oiço há décadas. O último intérprete que coloquei, no dia 4 de junho, era italiano: Maria Carta. Continuo na Península, juntando duas figuras icónicas: o compositor e cantor Fabrizio de André e os PFM (Premiata Forneria Marconi), uma das bandas mais célebres do rock progressivo dos anos setenta. Este blogue parece cada vez mais um programa da rádio. Sem mainstream, patrocínios, limites e audiência. Esta emissão dura perto de 42 minutos. No Dia das Comunidades, talvez devesse colocar música portuguesa. Fica para o próximo ano. Se Deus quiser…

Fabrizio Cristiano De André (Génova, 18 de Fevereiro de 1940 – Milão, 11 de Janeiro de 1999) foi um cantor e compositor italiano entre os mais conhecidos e importantes da história. Anarquista, libertário e pacifista, em sua obra, cantou sobretudo histórias de revolucionários. Muitas de suas letras são inclusivamente estudadas como expressão importante da poesia do século XX na Itália. (Wikipedia, 10.06.2026)

Premiata Forneria Marconi, conhecido também como PFM, é um grupo musical de rock progressivo italiano, muito popular desde os anos 1970, dentro e fora da Itália, notadamente no Reino Unido, Estados Unidos, Japão e Brasil, entre outros países (…) Musicalmente, PFM é aparentado com grupos como Genesis, com a linha progressiva do Pink Floyd e com os primeiros trabalhos do King Crimson. Mas a banda soube desenvolver um estilo próprio, ao longo de décadas, graças aos notáveis dotes técnicos e artísticos dos seus componentes. (Wikipedia, 10.06.2026)

Fabrizio De André – La batalla dell’eroe. Single, 1961. Remastered.
Fabrizio De André – La guerra di Piero. Single, 1966, Ao vivo com PFM, Il Concerto ritrovato, Génova, janeiro 1979
Fabrizio De André – Bocca di rosa. Single, 1967. Live dal Teatro Brancaccio 1998
Fabrizio De André – Il Pescatore. Single, 1970. Ao vivo com PFM, Il concerto ritrovatto, Génova, janeiro 1979
Fabrizio De André – Il sogno di Maria. La buona novella, 1970. Ao vivo, Teatro Brancaccio, 1998
Fabrizio De André -L’infanzia di Maria. La buona novella, 1970. Ao vivo, Teatro Brancaccio, 1998
Fabrizio De André – Amico fragile. Volume 8, 1975. Ao vivo, Teatro Brancaccio, 1998
Fabrizio De André – Anime salve. Anime salve, 1996. Ao vivo, Teatro Brancaccio, 1998
Fabrizio De André – Ho visto nina volare. Anime Salve, 1996. Ao vivo, Teatro Brancaccio, 1998

Obliteração

Apple – Clingers. Agência: TBWAMedia Arts Lab. Direção: Ivan Zacharias. USa, junho 2026

Distração Fatal e Smartphone

SMARTPHONE ADDICTION by Arend Van Dam

A WordPress passou a facultar-me a lista dos artigos publicados na mesma data nos anos anteriores. Alguns pedem restauro (e.g. completar o que desapareceu), outros revisão (e.g. aprimorar ou corrigir). Quase todos testemunham que, com o tempo, o blogue foi perdendo qualidade ou, pelo menos, abrangência. Agora limito-me quase a publicar conteúdos (sobretudo, músicas, anúncios, imagens) que me chamam a atenção; outrora, partilhava também pensamentos e sentimentos (pessoais). O que mudou? O auge do blogue coincidiu com os anos de isolamento: o blogue mantinha-me à tona e permitia-me alcançar as pessoas; hoje, regressei ao convívio com os outros. A vida e o papel do blogue mudaram.

Desde 2016, coloquei cinco artigos no dia 6 de junho. Retomo, restaurado e revisto, “Distracção fatal”. Complemento-o, acrescentado o artigo “Smartphone” do mesmo mês, mas do ano seguinte, 2017.

7 Novas Maravilhas de Portugal

O Mosteiro de São Martinho de Tibães está na corrida às 7 Novas Maravilhas de Portugal, na categoria Património Religião!

Cada voto faz a diferença para dar o merecido destaque a este monumento único, símbolo da nossa história, cultura e identidade.

📞 Vote já: 761 207 011. O custo é de 1€ + IVA por voto.

Para aceder a informação sobre o Mosteiro de Tibães, carregar na imagem ou no link seguinte: https://www.mosteirosanorte.gov.pt/mosteiro-de-sao-martinho-de-tibaes/

De Maria em Maria

Da Virgem Maria, com o filho no colo, à Maria Carta, com a Sardenha na voz, insinua-se um pequeno atalho irresistível.

Maria Carta (Sardenha, 1934; Roma, 1994), foi uma cantora, atriz e poetisa italiana que explorou as múltiplas facetas da música tradicional da Sardenha, em especial o cantu a chiterra (um tipo de canção folclórica). Soube atualizar a tradição, acrescentando um toque pessoal.

Seu belo rosto, o orgulho e a graça de sua postura, mais do que um símbolo, são a personificação da Sardenha intangível e selvagem que sempre amei. Quando a sua voz calorosa e poderosa se eleva e preenche o espaço, horizontes infinitos se abrem, mergulhando na história. Tendo conhecido Maria Carta, afirmo mais uma vez que os únicos grandes homens da Sardenha foram mulheres” (Giuseppe Dessi, Apresentação do LP Delirio, 1974).

Maria Carta – Ave Maria. Ave Maria, 1974. Com Angelo Branduardi, em Paris, 1982
Maria Carta – Diglielo al tuo Dio. Música de Ennio Morricone. Tema do Filme Moisés, de 1975
Maria Carta – A fitzu meu / Fizu, su coro. Sonos de memoria, 1981
Maria Carta – Non potho reposare. Umbras, 1978. Teatro G. Verdi Sassari 30/04/1983
Maria Carta – Attitu. Paradiso in Re, 1971

Internet fatal

Orange. Together We Are Not Defenseless. Abril 2026

Acontece um vídeo produzido para fins publicitários ter duas versões: a adotada pela marca para o respetivo anúncio e a proposta pelo realizador (director’s cut). Normalmente, a segunda resulta mais extensa e interessante. Creio ser o caso de “Together We Are Not Defenseless”, que, a pretexto do Dia Internacional da Internet Segura, aborda a relação entre conteúdos online e saúde mental.

Incorporo em primeiro lugar o vídeo proposto pelo realizador de modo a salvaguardar o suspense e a surpresa do desfecho final.

Together We Are Not Defenseless (Director’s cut). Realizador: Dominik Ströhle. Produção: Stink Prague. Eslováquia, 2026
Orange – Together We Are Not Defenseless. Agência: MADE BY VACULIK. Produção: Stink Prague. Direção: Dominik Ströhle. Eslováquia, abril 2026

Pulsações

Quem escuta os Dire Straits, Mark Knopfler ou John Illsley lembra-se de J.J. Cale, uma idiossincrasia dos anos setenta. As minhas pulsações andavam então nos noventa; desceram, entretanto, para os sessenta.

J. J. Cale – After Midnight. Single de 1966. Naturally, 1971. Paradise Studio Session, 1979
J. J. Cale – I’d Like To Love You Baby. Okie, 1974
J. J. Cale – Sensitive Kind. Live at Cain’s Ballroom, Tulsa, 1975 (FM Radio Broadcast). Retomado em 5, 1979
J. J. Cale – Cocaine. Troubadour, 1976