Visita à terra


Esta semana vou a Melgaço participar, sexta, nos Serões dos Medos e, sábado, conversar com os meus conterrâneos.
Histórias de Vida – Memória, Comunicação e Envolvimento Comunitário (Encontro)

A produção, a divulgação e a utilização de histórias de vida estão no vento. Mas a quantidade requer qualidade, sob risco de ineficiência, inconsequência e invisibilidade, senão de desperdício. Multiplicam-se, entretanto, iniciativas exemplares, ao nível da produção, edição, comunicação e envolvimento comunitário. O encontro do próximo sábado, 10 de outubro, na Casa da Memória de Guimarães, aposta na respetiva partilha. A cada apresentação, sucede um período significativo de participação da audiência. A entrada é livre. Junto o cartaz/convite, bem como o programa.

Envolvimento e ternura
A perder também se aprende

Os pais vivem mais através dos filhos do que os filhos através dos pais.
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O longe aqui tão perto
O testemunho da diversidade constitui um dos objetivos do Tendências do Imaginário, mas existem ainda muitos tipos de música não contemplados. A música de origem hindu é um exemplo. Não se trata de um nicho. Alguns cânticos alcançam dezenas de milhões de visualizações. Acaba,, porém, ignorados pela nossa tendência mesquinha para diminuir ou diluir os outros.

Passo a colocar uma primeira seleção de mantras hindus em sânscrito. Começo “Jai Mata Kali Mata Durge”, interpretado por Nina Hagen, uma das minhas pontes para este género de música. Nas quatro interpretações seguintes, destaca-se a presença de um mestre espiritual conhecido como Mooji. Para minha surpresa, reside em Portugal e possui um centro de retiro em São Martinho das Amoreiras, no Alentejo.
Imagem: Moji
Mooji (nascido Anthony Paul Moo-Young, 29 de janeiro de 1954) é um professor espiritual jamaicano de Advaita , radicado no Reino Unido e em Portugal. Ele dá palestras (satsang ) e conduz retiros. Mooji vive em Portugal , em Monte Sahaja. (…)
Aos 30 anos, Mooji trabalhava como artista de rua para sustentar sua esposa e filho. (…) Em 1987, Mooji teve um encontro com um cristão que deu início à sua busca espiritual. Mooji continuou a trabalhar como professor de arte até 1993, quando se demitiu e viajou pela Índia, participando dos satsangs do guru indiano Papaji .
Ele retornou à Inglaterra em 1994, quando seu filho morreu de pneumonia. Ele continuou viajando para a Índia, retornando sempre a Brixton, Londres, para vender chá e incenso, bem como distribuir “pensamentos do dia” enrolados em canudos retirados do McDonald’s. Ele se tornou um professor espiritual em 1999, quando um grupo de buscadores espirituais se tornou seu aluno, e começou a produzir livros, CDs e vídeos de seus ensinamentos.
Ele comprou uma propriedade de 30 hectares na freguesia de São Martinho das Amoreiras , na região do Alentejo , em Portugal , e criou um ashram chamado Monte Sahaja. De acordo com Shree Montenegro, o Gerente Geral da Fundação Mooji, há entre 40 e 60 pessoas vivendo em tempo integral no ashram. Um incêndio no ashram em 2017 exigiu a evacuação de cerca de 150 pessoas. O ashram é financiado pela Mooji Foundation Ltd., sediada no Reino Unido, que declarou uma receita de 1,5 milhão de libras em 2018 (incluindo quase 600.000 libras de doações e legados), e por meio de subsidiárias comerciais no Reino Unido (Mooji Media Ltd.) e em Portugal (Associação Mooji Sangha e Jai Sahaja).” (Wikipedia, em inglês; consultada em 20.07.2026).
Flor de Carvalho

A conversa “Com o Filho no Colo” em Prado foi uma iniciativa que não logrou envolver os melgacenses. Afortunadamente, sem repercussão no défice do Município.
Proporcionou-se, assim, um ambiente de intimidade. Valeu o interesse dos presentes e sobrou a vontade de continuar. Agradeço o acolhimento generoso da Junta de Freguesia.
Apetece ouvir música para flautim composta pelo Vivaldi.


Com o Filho no Colo em Melgaço

Tenho colaborado em muitos eventos e projetos no município de Melgaço. Que me lembre, nenhum da minha iniciativa pessoal. Atividades paralelas ou circunstanciais.
“É preciso a chuva para florir”. Esperei pelos 66 anos de idade para apresentar em Prado, freguesia onde nasci, obra da minha lavra e interesse, resultado da minha própria investigação.
Vou retomar, adaptada, uma conferência, bem acolhida, em Braga, em novembro de 2025, e em Guimarães, em março de 2026. Abordarei, com alguma originalidade, as imagens, prodigiosas, da Virgem Maria com o filho no colo, ainda menino ou já morto: o princípio e o fim de Cristo feito homem, da Encarnação. Concentrar-me-ei nos séculos XIV e XV, recuando mais de quinhentos anos. O tema não é caseiro. Abriga-se na alma e ultrapassa a cristandade. A escala é a humanidade e a mensagem sempre atual.
Esperar tem custos. O mundo e a vida não param. Muitos que desejava que assistissem e que penso que gostariam de o fazer já não podem. Vou falar para os conterrâneos contemporâneos. Se conseguir, ao seu jeito.
Deixo o convite para a próxima sexta-feira, 29 de maio, com início às 21 horas, no salão da junta de freguesia de Prado. Mais do que uma conferência, poderá proporcionar-se, também, um reencontro. A promoção de mais iniciativas do género depende do modo como esta semente ou enxerto pegar.
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente (…)
(Almir Sater e Renato Teixeira, Tocando em Frente)
Mimos

De domingo a terça, estive em Melgaço. Reuni com o presidente da junta de Prado, onde vou fazer, no respetivo salão, uma conferência, sexta, 29 de maio, às 21 horas, a cerca de uma centena de metros da casa onde cresci.
De regresso, ocupei-me a não fazer nada, excepto escutar música e afagar memórias. Nem cinco linhas escrevi no blogue. Planei como os paraquedas que outrora construía com um plástico fino, fio do norte e um pedaço de batata; à mínima brisa, em vez de descer, subiam, acabando por se enrolar nos fios de eletricidade. Entretanto, amainada a brisa, começo a aterrar.
Prado – Melgaço. Fonte: https://www.facebook.com/prado.freguesia
Pavlov’s Dog foi uma banda norte-americana, brilhante mas ofuscada, dos anos 70′. Pampered Menial [criado mimado], de 1975, é um dos meus álbuns de eleição. Curiosamente, o Tendências do Imaginário contempla quase todas as canções do álbum seguinte, At The Sound Of The Bell, de 1976 (ver O Sino da Liberdade, 07.01.2022), mas apenas três, por sinal, dispersas, do Pampered. Recoloco duas, “Julia” e “Song Dance”, e acrescento outras trantas, “Episode” e “Of Once and Future Kings”.”.
Quando ofereço algo, sigo dois critérios: eu gostar e o destinatário não conhecer. Pampered Menial foi das prendas que mais ofereci.
Na Sociedade Martins Sarmento


Ontem, 28 de março, conversei sobre as esculturas da humildade e da piedade dos séculos XIV e XV no belíssimo salão da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães.
Fiquei com vontade de regressar, mas duvido que tenham vontade de me receber.
Nas últimas semanas, fiz três conferências diferentes. A próxima terá como título Os Espelhos da Morte e a Boina do Artista, com uma segunda parte dedicada a Albrecht Dürer. Mas vou deixar passar algum tempo. Preciso de uma boa pausa.
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