Novos dias. O regresso da guitarra

Terminada a tese, o Fernando parece retomar a guitarra. Para eventual treino, seguem 2 interpretações do Jeff Beck (1944-2023), “admirado por colegas de profissão por sua destreza, técnica e inovação, como Jimmy Page, Eric Clapton, David Gilmour, Slash e Joe Perry”, e “eleito, em 2011, o 5.º melhor guitarrista da história pela revista norte-americana Rolling Stone.
Desporto e natalidade: os bebés das vitórias

O desporto influencia a natalidade? Após as grandes vitórias, a procriação aumenta ao ponto de gerar, a devido tempo, picos de nascimentos?
O anúncio francês, com uma ponta de humor belga, “Le sport c’est la vie”, do Canal +, encena uma reportagem conduzida por uma jornalista. Consultada, uma socióloga é taxativa: “A teoria dos bebés das vitórias é sedutora, mas totalmente [estatisticamente] infundada”. Acontece que os demais testemunhos, ilustrados a preceito, defendem o contrário.
O anúncio culmina com a dita socióloga, fã assumida de Moto GP, a evidenciar uma gravidez avançada. Por coincidência, no dia 11 de maio, o francês Johann Zarco conquistou uma vitória lendária no Grande Prémio da França de MotoGP de 2025, disputado em Le Mans. Largou em 17.º e venceu com 20 segundos de vantagem em relação ao segundo. Tornou-se o primeiro piloto francês a vencer o GP de França em casa desde 1954, encerrando um jejum de 71 anos. Para bom entendedor, meia imagem basta!
Um anúncio genial, contanto em francês. Pelos vistos, Portugal, com uma média, em 2023, de 1.44 filhos por mulher dos 15 aos 49 anos, talvez ganhe em ponderar investir mais no desporto
Enoturismo em Melgaço

Graças ao Válter Alves e ao blogue Melgaço, entre o Minho e a Serra, tomei conhecimento da convidativa reportagem da RTP dedicada às múltiplas virtudes do enoturismo do território de Melgaço. Para aceder, carregar aqui ou no vídeo seguinte.
O papel como destino


Há imagens que valem mais do que mil palavras.
Consta que Prometeu trouxe o fogo e o progresso. Pois, parecem insinuar-se espectros de árvores em papel precoce.
Uma espécie de memento mori?
Acode-me um artigo publicado há dez anos, no dia 30 de agosto de 2015, O Abismo, que anexo.
Imagem: Jan Cossiers – Prometeo trayendo el fuego, 1636-1638. Museu do Prado
O abismo (30.08.2015)

Em 2012, participei num documentário dedicado a uma árvore de Guimarães. Competia-me cuidar do simbolismo. A árvore é um ser cósmico vivo que acolhe a vida. Agarra-se à terra, bebe água, eleva-se no ar e consume-se no fogo. É uma ponte vertical entre as profundezas da terra e as alturas do céu. Há quem associe a árvore ao sagrado. E ao demoníaco, também. A árvore ergue-se como um marco da memória individual e colectiva. Quando regresso às origens, visito as árvores: a pereira e a tangerineira partiram sem avisar. Menos dois troncos de memória, menos dois anjos da guarda. Valem-me, para compensar, as rotundas e os semáforos. O anúncio Farewell to the forest, da Unilever, sublinha que, no mundo, a cada minuto, é desarborizado o equivalente a 36 estádios de futebol. Um abismo!
O antropólogo George Condominas publicou, em 1957, o livro Nous avons mangé la forêt (Comemos a floresta; Paris, Mercure de France). Estuda os Mnong-Gar dos planaltos do Vietname. Tinham o seguinte costume: num ano, desbastam uma parte da floresta onde semeiam, por exemplo, arroz; no ano seguinte, cortam outra parte da floresta. Ano a ano repetem a proeza. Até que, volvidos vários anos, regressam ao início onde os espera uma floresta recomposta. E recomeçam “a comer a floresta”… É possível explorar a floresta sem a destruir.
Aleluia
Em qualquer lugar, seja qual for o solo pisado, os pés e os sapatos merecem ser louvados. Resgatemo-los e cuidemos deles! [ver Da excelência dos pés, 06.06.2021].
Ao vivo, que te quero vivo

Gosto de me lembrar da Patti Smith, a “musa do punk”, a encher o palco, nos anos 70 encher o palco, nos anos 70. Uma magricelas que me recorda outros magricelas: o Mick Jagger e a Linda Perry, das 4 Non Blondes, que reconhecidamente inspira. Seguem 3 interpretações da Patti Smith: Gloria, 25th Floor e Free Money. Because The Night e Mother Rose já estão contempladas nos artigos Três em um e Infância. Acrescento What’s Up, das 4 Non Blondes.
Pietà colorida

Hoje, adquiri uma Pietà. Andava à procura de uma boa versão colorida há muito tempo.
Aliás, também estou a preparar há anos uma “aula poética” sobre as esculturas da Pietà desde inícios do século XIV até finais do seculo XV. O título principal será “Com o Filho no Colo”.
Acontecerá lá para outubro ou novembro, se entretanto não me estimar demasiado ignorante.
Os leilões online são um dos meus passatempos preferidos. Normalmente, sei o que pretendo e não descanso até encontrar a bom preço.

A proprietária teve a gentileza de me trazer a escultura a casa.
De pedra, com 40 cm de altura, é deveras pesada.
Conduzi a senhora, sempre com a escultura no seu colo, até à sala onde já estava um lugar vago reservado na lareira, um dos santuários domésticos.
Pedi-lhe para ser ela a colocá-la. Apaguei-me enquanto permaneceu um bom momento a contemplá-la como quem se despede:
“Sabe, já a tenho comigo há mais de 20 anos. Mas fica bem entregue!”
Anúncios de arrepiar
Brinquemos aos disparates!
Se existem profissionais cuja capacidade de aprendizagem admiro são os médicos. Mas, até entre os mais dotados e afoitos, a aprendizagem pode enredar-se num qualquer nó. Talvez seja o caso do “sistema” [informático], mais mecânico do que orgânico. Por trágica ironia, quando se começa a dominar o “sistema”, logo o dito cujo cuida de mudar.

Por seu turno, os sociólogos comprazem-se a desatar nós. Desconstroem-nos, “reformando ilusões”. No conhecimento sociológico proliferam, portanto, as pontas soltas. Entre enlaces e desenlaces, o diálogo entre médicos e sociólogos pode ser edificante. Mesmo quando é questão do senso comum sábio acerca dos malefícios mais que evidentes do tabaco.
Imagem: Kamal Gurung, Lalitkala Fine Art Campus. Kathmandu, Nepal
Tenho sugerido que a publicidade de consciencialização varia geograficamente. O Ocidente tende a apostar no sério realista assustador, o Oriente, no humor delirante persuasivo.
O anúncio português “Heavy Silence”, sobre o risco de afogamento, segue a regra; já o anúncio tailandês “Park”, sobre os perigos do cigarro eletrónico, afasta-se da tendência oriental. A fantasia e o riso congelam dando lugar ao drama. Pelos vistos, a adesão dos jovens ao cigarro eletrónico assevera-se particularmente alarmante.
Contra infestação

Cautela! Os intrujões andam imparáveis. A pretexto do nosso bem! Não apenas na Internet. Só vejo televisão quando a “atualidade” se presta: “cimeira decisiva”, “guerra aos incêndios”… Importunam-ne os comentadores residentes omniscientes ou os painéis que descambam em propaganda. Semelhantes intrometidos, estranhos ou conhecidos, são mais difíceis de identificar do que os vírus” bloqueados pela Telstra.
George Grosz, O Agitador. 1928
A nova campanha da Telstra, “Blocking Villains”, apresenta (…) um imperador intergaláctico que tenta aplicar golpes nos australianos, mas seus planos são frustrados pela segurança da rede da Telstra. A campanha (…) visa destacar os esforços da Telstra para bloquear ameaças cibernéticas e proteger os clientes de golpes. (…) A campanha utiliza a narrativa de uma invasão alienígena por meio de crimes cibernéticos para demonstrar a capacidade da rede da Telstra de bloquear golpes. (IA)
Carregar na imagem para aceder ao próximo vídeo

A união faz a resistência

Perante inclemências tão intempestivas e adversas, estar juntos protege-nos! Um anúncio extraordinário como este só vindo de longe, do Japão. Obrigado Almerinda Van Der Giezen, pela inesperada viagem no espaço e no tempo.
