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Visita à terra

Esta semana vou a Melgaço participar, sexta, nos Serões dos Medos e, sábado, conversar com os meus conterrâneos.

O híbrido e o triunfo sobre a morte

DVEIN. El 3D que respira, 2016
O triunfo sobre a morte: San Martin de Artaíz, 05.10.2017

O corpo como banco de símbolos

Claude Michel Clodion- La Gimblette (terracotta), sem data
A cabeça entre as orelhas. Paródia de uma semiótica do corpo, 05.10.2011

Oração às avessas. Vida de esqueleto II

Em 2017, sentia a morte rondar-me. Os três anos seguintes foram de aproximação paulatina, mas iniludível. Em vez de a esconjurar, optei por me familiarizar com ela. Vida de esqueleto II. O espelho, como muitos outros textos que escrevi nesse período, nasceu desse exercício. Volvidos nove anos, leio-o hoje como uma espécie de oração às avessas.

Imagem: William Cheselden. Esqueleto rezando. 1733

Vida de esqueleto II. O espelho, 30.09.2017

Pesadelos acordados

A próxima edição dos Serões dos Medos em Melgaço está programada para a noite de 23 de outubro. Entretanto, convém exercitar os neurónios. Assistindo, antes de deitar, a imagens de pesadelo, com música a condizer. Recomendo as pinturas grotescas, corrosivas e perturbadoras dos expressionistas alemães Otto Dix e Georg Grosz.

Imagem: Georg Grosz – Battalion of the Hole, 1948

A Falha Humana, 30.09.2012

Uma vida por viver

Angel. Brompton Cemetery, London, England, UK

No final da Idade Média, acreditava-se que, na hora da morte, os moribundos reviviam os momentos mais marcantes de suas vidas. Esta crença não desapareceu. O anúncio Una vida por ver, da Movistar, operadora de telemóveis ibero-americana, é distinto. Não se trata de uma “revisão do passado” mas de uma “visão do futuro”, da vida que a morte amputou. Não é um rewind nem um forward, mas um retrocesso do futuro para o presente. (A família, um valor tradicional, 27.09.2018)

A família, um valor tradicional, 27.09.2018

Felicidade felina

Iluminura. The Bodley Bestiary (England, 1226–1250)

Os gatos são como a felicidade. Sabe-se quando se afastam, não se sabe quando voltam (Albertino Gonçalves, 2019)

Os gatos são como a felicidade, 27.09.2019

Extensões ou intrusões do humano?

As novas ferramentas — a teleconferência, os telemóveis, a IA — são extensões que nos capacitam, mas que também nos podem possuir, por vezes sem passar pelo filtro da consciência. Não esconjuradas, mas desejadas, relevam mais da maçã do que da serpente. Estreados este mês, os três anúncios que se seguem oferecem-se como pretexto para pensar essa ambivalência.

Imagem: Marshall McLuhan – Understanding Media The extensions of Man. 1ª ed 1964

Whoscall – We’re Begging You. Agência: Sour Bangkok. Direção: Komsan Yamchuen. Tailândia, setembro 2026
OpenAI – But Now. Agência: Special US. Direção: Angelo Cerisara. USA, setembro 2026
Zoom – Zoom Gets It Done. Agência: No Notes Production. Setembro 2026

O lagarto que morde a própria cauda

Ouroboros a envolver um Triskelion
A erados videojogos, 22.09.2019

Libertação da lei da morte

Ao ritmo a que são publicados, os artigos do Tendências do Imaginário são flashes de palavras e imagens, fruto aparente de geração espontânea. Mas acontece um ou outro estar na forja durante dias, senão semanas. Continuam a ser palpites, mas um pouco menos. Nestes casos, gosto de falar em imaginação criativa de médio alcance. O artigo Até que a morte nos separe?, colocado pela primeira vez no dia 22 de setembro de 2018, representa um exemplo.

Até que a morte nos separe? Original: 22.09.2018