Poder e debilidade do riso

Todas as sociedades têm alvos predilectos de riso colectivo. Na nossa, as “loiras” funcionam como pára-raios da toxicidade humorística socialmente aceite. Estou à espera do primeiro anúncio censurado por atentar contra o bom nome das “loiras”. É só para rir! Mas o riso não é inócuo. “O riso é um prazer maligno” (Nietzsche). A única piada que não agride é aquela que se destina a outrem. Enfim, o riso não presta vassalagem à razão, o que deixa mais indefesas as vítimas. No limite, contra o riso não há argumentos. (Loiras sem malte).
Mas esta potência do riso pode também ser sinal de debilidade. Atente-se nos anúncios “Chips” e “Eggs” no artigo Loiras sem malte (18.08.2014).
À maneira do sociólogo. Os públicos da arte


No âmbito da avaliação de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, coordenei dezenas de inquéritos locais. Muitos dos resultados permanecem por explorar.
Segue uma breve reflexão caraterística do sociólogo que cada vez me esforço menos por parecer.
Credo da Técnica

Estamos atualmente na fase de evolução histórica de eliminação de tudo o que não é técnico (Jacques Ellul).
Será que um destes dias o monte de Santa Tecla se chamará monte de Santa Técnica?







