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Ryuichi Sakamoto

Não é quando temos força que precisamos ser fortes.

Ryuichi Sakamoto é um músico, compositor, produtor e ator japonês radicado em Tóquio e em Nova Iorque. Colaborou com Rodrigo Leão.

Ryuichi Sakamoto. Put your hands up. Ryuichi Sakamoto: Playing The Piano 2009 Japan.

Ryuichi Sakamoto. energy flow. BTTB 20th Anniversary release. 1999.

Rodrigo Leão. Rosa. Cinema. 2006. Com Rosa Passos e Ryuichi Sakamoto.

Calexico e Gisela João

Gisela João.

Nas horas perdidas, costumo pesquisar publicações recentes de músicos de que perdi o rasto. Chegou a vez dos Calexico, uma banda do sudoeste americano caracterizada por uma postura de fronteira. Cruzam géneros, culturas, línguas e intérpretes. Num álbum recente, Seasonal Shift (2020), convocam o “fado”, com a participação Gisela João (Barcelos):

  1. “Tanta Tristeza” (feat. Gisela João)
    At the end of every year we tend to look back at what we’ve done or where we’ve gone. There is a lot of reflecting and a lot of celebrating, too. But it’s in that reflecting and remembering that matches beautifully with the winter layers we burrow ourselves in. Musically I had no idea when I mapped out these chords on my piano that instead I would be recording them on my nylon guitar that goes on every tour with me. On my guitar, whose nickname is “Manny,” there is an image of Portuguese Fado singer Amália Rodrigues. She is my patron saint of the minor blues and the path that leads from my musical door to the heart of the world.
    I recorded this tune late at night, and while listening upon playback Sergio suggested I sing a few Spanish lines of his that dealt with saying goodbye to a friend who had tragically died. They became the chorus, but still the song had no verses and finally I asked our friend Raúl to help translate some verses into Portuguese and see if Gisela João would be willing to collaborate. When we heard her vocals come back and placed in with the song, I knew this was a full-circle kind of moment. The song came about in the most unusual way, and it showed me to remember to trust the process and not worry about anything else. Keep following the heart of the musical idea that is there in front of you (Joey Burns: https://floodmagazine.com/83244/calexico-seasonal-shift-track-by-track/).

Segue a canção “Tanta tristeza”, dos Calexico, com Gisela João. Acrescento Crystal Frontier (Hot Rail, 2000) na versão original e na versão acústica, por sinal, bastante diferentes.

Calexico (Feat Gisela João). Tanta Tristeza. Seasonal Shift. 2020.
Calexico. Crystal Frontier. Hot Rail. 2000. Versão original.
Calexico. Crystal Frontier. Hot Rail. 2000. Versão acústica.

Mãos de tesouras

Cadillac. ScissorHandsFree. 2021.

O anúncio Super Bowl ScissorHandsFree, da Cadillac, inspira-se, assumidamente, na figura do Eduardo Mãos de Tesoura, de Tim Burton (1990). O novo Mãos de Tesoura é, seja qual for o contexto, um desastre. Ressalve-se o All-Electric Cadillac LYRIQ, um automóvel sem mãos. Mais uma fábula.

Marca: Cadillac. Título: ScissorHandsFree. Agência: Leo Burnet Detroit. Direção: David Shane. USA, Fevereiro 2021.

O diabo apaixonado. A mulher e o diabo

Jacques Le Grant. – Le livre des bonnes moeurs. XVe siècle. Musée Condé de Chantilly.

No imaginário cristão, o diabo seduz, preferencialmente, a mulher. Tudo indica que está mais exposta à tentação demoníaca. O destino começa no início: foi Satanás, Arimane, sob a figura de serpente, quem tentou a primeira mulher e esta, o primeiro homem. O Martelo das Feiticeiras (Heinrich Kraemer & James Sprengerm, 2004, O Martelo das Feiticeirass, Rio de Janeiro, Editora Rosa dos Ventos, 1ª edição 1486) assegura existir um “maior número de mulheres supersticiosas do que de homens” (p. 114). “Por serem mais fracas na mente e no corpo, não surpreende que se entreguem com mais frequência aos atos de bruxaria” (p. 113). São mais crédulas, socorrem-se mais de poderes maléficos e passam a palavra, prestam-se ao contágio. Com estas e outras sentenças,

“Só em 1485, apenas no distrito de Worms, 85 feiticeiras foram entregues às chamas. Em Genebra, em Basileia, em Hamburgo, em Ratisbona, em Viena, e em muitas outras cidades, ocorreram execuções do mesmo género. Em Hamburgo, entre outros, queimou-se vivo um médico que salvou uma mulher em trabalho de parto abandonada pela parteira. No ano 1523, em Itália, após uma bula contra a feitiçaria aprovada pelo papa Adriano VI, só a diocese de Como assistiu à queima de cem bruxas” (Albert Réville. Histoire du Diable, ses origines, sa grandeur et sa décadence, à propos d’un récent ouvrage allemand. Revue des Deux Mondes, Paris, 2e période, tome 85, 1870, pp. 101-134: III).

Francisco Goya. El Aquelarre. 1797–1798.

“Passaram anos e anos / Sobre esta roda da vida, / Farinha que foi moída, / Vai-se a ver são desenganos” (Fernando Assis Pacheco, Pedro Só). Passaram anos e anos e o imaginário mudou. O Martelo das Feiticeiras tornou-se símbolo de um pesadelo histórico. No anúncio Match Made in Hell, o diabo não só seduz como é seduzido. Por intermédio de uma agência de encontros, Match, o diabo e a donzela envolveram-se num namoro aprazível. Um par, à partida, improvável, uma nova forma de amor. Já no século XVIII, se discorria sobre a figura do “diabo apaixonado” (Cazotte, Jacques, Le diable Amoureux, Paris, 1772; traduzido para português por Camilo Castelo Branco; na imagem, capa da edição de 1845, da autoria de Edouard de Beaumont).

Marca: Match. Título: Match Made in Hell. Agência: Maximum Effort. Direção: Ryan Reynolds. Estados-Unidos, Dezembro 2020.

ADN e relações internacionais

México. Fronteira. Muro.

Como sublinhava Claude Lévi-Strauss (L’Identité, 1977), a identidade forja-se face aos outros. Frequentemente, é conflitual (Georges Balandier, Sens et Puissance, 1971). A relação entre o México e os Estados-Unidos tem sido problemática. Os anúncios da AeroMexico comprovam-no. Quando os teus vizinhos são preconceituosos, aproxima-os e dá-lhes um desconto (vídeo1). Quando são uma ameaça, firma posição e denuncia (vídeo 2). Dois anúncios geniais.

Marca: AeroMexico. Título: “Descuentos de ADN, no hay fronteras entre nosotros”. Agência: Ogilvy Colombia y Ogilvy México. México, Janeiro 2019.
Marca: AeroMexico. Título: Fronteras. Agência: Ogilvy & Mather Mexico. Edição: David Arruga. México, 2016.

Masculinidades. Toxicidades.

O homem oscila entre o mole e o duro, percorrendo toda a escala de Mohs. Depende dos momentos e das perspectivas. Os anúncios We Believe: The Best Men Can Be, da Gillette, e What is a man? A response to Gillette, da Egard Watches, constituem casos ilustrativos. O primeiro compraz-se com o lado negativo do homem, o segundo, com o lado positivo. Que lhes preste! Afigura-se-me que a ambos falta ironia, a faculdade de estar dentro e de estar fora, de falar sabendo que se pode estar calado.

Marca: Gillette. Título: We Believe: The Best Men Can Be. Estados-Unidos, Janeiro 2019.
Marca: Egard Watches. Título: What is a man? A response to Gillette. Estados-Unidos, Janeiro 2019.

Maçã electrónica. A publicidade é uma arma

A Apple é um gigante com apetite gigantesco. O que é polémico e gera conflitos. Por exemplo, a “revolta dos 30%” da Epic Games, empresa exímia em lucros, tão chinesa como se fosse chinesa. Em causa está a partilha dos lucros. O anúncio Nineteen Eighty-Fortnite é uma reacção à reacção da Apple: Epic Games has defied the App Store Monopoly. In retaliation, Apple is blocking Fortnite from a billion devices. Visit https://fn.gg/freefortnite and join the fight to stop 2020 from becoming “1984”. Uma paródia de um dos anúncios mais icónicos da Apple: 1984 (ver https://tendimag.com/2017/10/30/o-martelo-da-revolta/). Trata-se de uma boa paródia passível de lograr os efeitos desejados: denegrir e combater a Apple recorrendo aos seus próprios argumentos. A paródia como estilo pode ser hilariante, crítica, popular e, por vezes, criativa. Não costuma ser muito subtil. A publicidade, à semelhança da cantiga de José Mário Branco, é uma arma.

Marca: Epic Games / Fortnite. Título: Nineteen Eighty-Fortnite. Agosto 2020.
José Mário Branco. A cantiga é uma arma. Ao vivo. Paris, 1973. Dir. Dominique Dante.

Mãos de eternidade. Poética do macabro

Figura 1. Death Clasp Your Hands on the Tombstone of the Oakland Cemetery, in Iowa City

O envelhecimento agrava a dependência física, mas, demência à parte, propicia a autonomia de espírito. Dedicar-se, por exemplo, a assuntos que não interessam aos outros. O interesse alheio esmorece como critério de relevância e oportunidade. O próprio interesse pessoal pode adquirir feições estranhas. Interesses fortuitos. Durante a quarentena, o Álvaro Domingues tem-se dedicado a desenhar pássaros (ver Galeria 1). Um por dia!

No que me respeita, salto de imagem em imagem, “percorro” centenas de cemitérios no ecrã. Qual o interesse? Do Álvaro, não imagino, o meu, admito que seja nenhum. Parece emergir a idade da reflexão desinteressada Não se trata, porém, do “interesse no desinteresse”, de que fala Pierre Bourdieu. O interesse no desinteresse é duplamente interessado: pressupõe o interesse mais o seu disfarce. Distinto é o lustro da idade da reflexão desinteressada. Recordo a infância, fase da vida pautada por alguma “distância à necessidade”. As palavras cruzadas, a descoberta das diferenças e o enigma policial eram desafios quase compulsivos. Para quê? Talvez para exercício mental, como a semiótica das sepulturas. Esta autonomia requer desprendimento e indiferença face às conveniências e à ética da responsabilidade. Releva do capricho lunar.

Figura 6. Cemitério Judeu de Remiremont.

O cemitério é um labirinto de símbolos minuciosamente codificados. Desconcerta um mentecapto. As sepulturas compõem “uma cultura material [que] cria, comunica e preserva sentido. Os artefactos e as sepulturas oferecem-se como evidências tangíveis de relações sociais que sancionam atitudes e comportamentos” (Rainville, Lynn,  1999, Hanover Deathscapes: Mortuary Variability in New Hampshire, 1770-1920, Ethnohistory Vol. 46, No. 3, pp. 541-597. p. 543). As esculturas tumulares são caracterizadas pela diversidade. Algumas revestem, inclusivamente, um cariz pessoal. Regra geral, adivinha-se o que visam e o que significam. Alguns símbolos são antigos, milenares. Assim sucede com as mãos entrelaçadas, motivo frequente nos cemitérios (ver figuras 7 a 10). Mas não único. Abundam outros motivos funerários com mãos: em oração, que apontam para cima ou para baixo, que abençoam, que tocam em argolas ou seguram ramos de plantas, artísticas ou pessoalizadas.

As mãos entrelaçadas inscrevem-se num limiar, oscilam entre mundos. Nem este, nem aquele. Entre a vida e a morte, o céu e a terra. O aperto de mãos não é apertado, é frouxo, dando a sensação que as mãos tanto podem permanecer unidas como afastar-se. Não se vislumbra sinal de esforço para contrariar o destino. Trata-se de uma figura trágica.

O enlace das mãos, vulgar nos cemitérios, não é exclusivo de nenhuma religião, cultura ou região. É transversal. Não obstante, esboçam-se algumas afinidades históricas e sociais.

As caveiras, os relógios e as urnas remetiam, outrora, para uma semiótica do medo e da culpa, Durante o romantismo e a era vitoriana, as esculturas tumulares concentram-se no foro pessoal, no amor e na família. As mãos entrelaçadas inscrevem-se nesta nova tendência apostada no reencontro e na salvação. Existem vários grupos religiosos e sociais particularmente propensos ao recurso às mãos entrelaçadas.

Figura 11. Cemitério menonita em Haraucout-sur-Seille.

Os menonitas, anabaptistas dissidentes do protestantismo, perseguidos brutalmente durante séculos, povoam os cemitérios com esculturas de mãos entrelaçadas.

“Os menonitas não tinham, geralmente, direito a inumar os seus defuntos nos cemitérios católicos. Faziam-no nas suas propriedades. Em Haraucourt-sur-Seille, a comunidade deve ter sido suficientemente pujante para fundar o seu próprio cemitério” (Patrimoine: du cimitière mennonite d’Haraucourt-sur-Seille: http://blogerslorrainsengages.unblog.fr/2015/02/02/patrimoine-du-cimetiere-mennonite-dharaucourt-sur-seille/.

A figura 11 proporciona uma noção da “densidade” das mãos entrelaçadas nos cemitérios menonitas: a menos de dez passos de distância, duas sepulturas com mãos entrelaçadas.

Por último, “as mãos entrelaçadas podem, eventualmente, representar a irmandade de uma loja. São motivo frequente nas lápides maçónicas e I.O.O.F. [International Order of Odd Fellows]”(Cemetery Symbolism: https://www.thoughtco.com/cemetery-symbolism-clasped-hands-pointing-fingers-1420808). Um anúncio numa publicação maçónica, revista maçônica de cultura e informação, reproduz como fundo o motivo de duas mãos entrelaçadas ( ver figuras 1 e 12).

Figura 12. G.O.S.P Cultural online. Revista maçônica de cultura e informação. Nº 5, Abril/Maio de 2008. p. 14.

Retomemos a questão da discriminação e da segregação dos mortos. No Cemitério de Het Oude Kerkhof, em Roermond, na Holanda, dois túmulos, separados por um muro, unem-se graças às mãos entrelaçadas (ver figuras 13 a 15). O muro separa os protestantes dos católicos. O coronel protestante J.W.C. van Gorcum casou, em 1842, com a nobre católica J. C.P.H. van Wefferden . Falecido em 1880, foi sepultado na parte protestante do cemitério. A esposa, falecida em 1888, recusou o túmulo familiar. Pediu para ser sepultada junto ao muro, o mais perto possível do marido. Separados pela geometria humana, o coronel protestante e a esposa católica entrelaçam as mãos por cima do muro (ver Unusual Places. Graves of a Catholic woman and her Protestant husband:  https://unusualplaces.org/graves-of-a-catholic-woman-and-her-protestant-husband-2/)

Separados em terra, reencontrados no céu. Promove-se a (re)união na eternidade mediante as mãos entrelaçadas. Os textos que acompanham as mãos sugerem este voto de não separação: “Toujours unis” (Figura 16), “Farewell Dear Husband” (Figura 17) ou outras frases como, por exemplo, “até nos reencontrar”.

O motivo do túmulo do cemitério de Abbeville (Figura 17) surpreende. E intriga. Configura um caso especial: uma mãos entrelaçada aponta, com o indicador, para baixo. O que, atendendo à simbologia da mão que aponta para baixo (ver Figura 18),  pode significar que, ao pedido de união entre os esposos, acresce o pedido a Deus para vir buscar a alma. Uma escultura polifónica.

Figura 18. Mão a apontar para baixo. City of Grove. Oklahoma.

“Se as mangas das duas mãos são masculina e feminina, o aperto de mão, as mãos entrelaçadas, pode simbolizar o matrimónio sagrado, ou a união eterna de um marido ou esposa. Às vezes, a mão sobreposta ou o braço posicionado um pouco mais alto indica a pessoa que faleceu primeiro e que está agora guiando seu ente querido na travessia para a próxima vida” (Cemetery Symbolism: https://www.thoughtco.com/cemetery-symbolism-clasped-hands-pointing-fingers-1420808).

Figura 19. Cimetière communal Court. Saint-Étienne.

As esculturas com mãos entrelaçadas respeitam determinados padrões.

“As mãos – quase sempre as mãos direitas – são incrivelmente detalhadas, com unhas e punhos de roupa esculpidos em mármore macio. Um dos punhos tendia a apresentar folhos ou plissados, sugerindo a mão de uma mulher; o outro estava decorado com abotoaduras, sugerindo a mão de um homem. Juntos, representam um marido e uma esposa que compartilham um último aperto de mão. Uma mão manifesta-se, em geral, plana e frouxa, com os dedos estendidos [ver Figura 19]. Pode ser interpretado como o falecido a interpelar os vivos a segui-lo ou a deixá-lo partir (The Cemetery Symbol of Eternal Love: https://daily.jstor.org/the-cemetery-symbol-of-eternal-love/).

Figura 20. Estela funerária de Julia Epicarpia. Fréjus. Séc. I.

As mãos entrelaçadas nas sepulturas remontam, pelo menos, ao império romano. Nas escavações arqueológicas de Fréjus, no Departamento de Var, em França, encontram-se cinco estelas tumulares com mãos entrelaçadas (ver exemplos, nas Figuras 20 e 21). Parece que as mãos romanas têm um significado diferente das mãos contemporâneas. Menos, porém, do que seria de esperar. Para terminar este primeiro percurso pelas mãos nas lápides tumulares,  cedemos a palavra, erudita, aos arqueólogos de Fréjus, localidade onde foram descobertas as referidas estelas datadas do primeiro século da era cristã.

Figura 21. Estela funerária de Petronia Posilia. Fréjus. Séc. I.

“A imagem da dextrarum junctio entre os cônjuges, particularmente bem representada nas estelas de Fréjus, é um motivo recorrente na iconografia funerária. A hipótese de vislumbrar uma esperança no reencontro final dos cônjuges na vida após a morte, após sua morte, não parece fundamentada, sendo hoje abandonada (…) Seu verdadeiro significado original foi analisado por P. Boyancé (…) Começa por sublinhar o valor eminente da mão direita, dedicada à deusa Fides, primeira divindade protectora de tratados e juramentos. A imagem das mãos entrelaçadas não significa, portanto, a salvação moderna (…) significa a harmonia e a boa fé que reinaram entre os cônjuges (…) o casal que celebra a concordia a que permaneceu apegado. A sua vida participa de alguma forma da imortalidade que concede o acordo sob o signo de Fides. Também temos evidências disso em várias representações mitológicas sobre sarcófagos, onde a dextrarum junctio significa que o amor é mais forte que a morte” (Académie des Inscriptions et Belles-Lettres, Sculptures de la Gaule romaine : Fréjus – https://www.aibl.fr/seances-et-manifestations/expositions-virtuelles/article/sculptures-de-la-gaule-romaine?lang=fr).

Acerca da dextrarum junctio, de Fides e da Concordia, retenha-se o seguinte: o casal que celebra a concordia acede à imortalidade sob o signo da deusa Fides. Em vários casos, a dextrarum junctio admite que o amor supera a morte. Como nas mãos entrelaçadas contemporâneas.

Com palavras se fazem coisas (J. L. Austin. How to do things with words, 1962) e com coisas se dizem palavras, de amor e eternidade.