O Animal Político

A democracia é, por(des)ventura, o único regime político que se suicida. Os demais morrem contra a sua própria vontade.
O mensageiro da nova morte

Convém não esquecer. São tantas os episódios que importa não esquecer. A pandemia da Covid-19, destaca-se. O artigo Sem salvação, de 23 de setembro de 2020, constitui uma memória. Dediquei, então, à pandemia os textos “Nem a morte nos reúne” e “A morte infeciosa”, compilados no ensaio “Covid-19: o mensageiro da nova morte”. Embora não muito mal escritos, abusam do sociologuês, seguindo o meu ritmo de pensamento sem cuidar do leitor. Na verdade, já tinha perdido o treino do diálogo muito antes da pandemia. Anexo o texto.
Abençoados

Peia Luzzi é uma colecionadora de canções, escritora e multi-instrumentista nascida nos Estados Unidos, que vive nas montanhas dos Apalaches. Tal como a água de um poço profundo, ela inspira-se nas suas raízes ancestrais da música folclórica irlandesa e do Velho Mundo europeu. A voz de Peia dança com agilidade desde as «Child Ballads» e os lamentos gaélicos do século XVII até às «Waulking Songs» e aos chamamentos das montanhas búlgaras. Ao longo dos últimos 10 anos, viajou e estudou extensivamente para se reconectar com a sua própria tradição musical ancestral. Ao descobrir melodias marcadas pelo tempo e repletas de sabedoria, tendo sempre o cuidado de honrar a sua língua e as suas histórias, Peia traz um pedaço de si mesma para cada canção que interpreta.
Voz influente na crescente comunidade global de pessoas empenhadas em restabelecer uma relação equilibrada com a Terra, Peia expressa a sua visão holística e a sua paixão através da sua música, de workshops educativos e do apoio a grupos de defesa dos direitos sociais e ambientais. (https://peiasong.com/about/bio/)
Chamar a música
A par da imagem e do pensamento, a música constitui, desde o início, uma das apostas do blogue Tendências do Imaginário. Embora crucial, o principal critério de seleção não é nem o meu gosto nem o dos seguidores. O intuito decisivo consiste em mostrar a imensa diversidade de músicas notáveis (não necessariamente notórias) independentemente do género ou da proveniência. Espelha a insatisfação com as paradas, os intérpretes e os críticos que nos são servidos pela comunicação social predominante.
As músicas dos artigos The earth is my grave (de 17 de julho de 2014) e Vozes (de 17 de julho de 2019) são bastante diferentes. Identifico-me com o cantor norte-americano Don McLean e aprecio o compositor belga Nicholas Lens.
Bontade de Biber

Continuo a revisitar, recuando aos primeiros anos do Tendências do Imaginário, designadamente aos artigos “Grotesco imparável” (2012) e “A estranha erótica do álcool” (2013), com dois anúncios memoráveis ao licor Southern Confort, ambos dirigidos por Tim Godsall. Uma conjugação ímpar de (ausência de) narrativa, imagem pasmada e som cadenciado, que logra uma estilização, senão sublimação, massajada, ver erotizada, de uma (in)vulgaridade: homens banais que aparentam saber o que querem: Biber, naturalmente!
Aproveito para acrescentar, por último, um anúncio semelhante, mas mais recente, de Tim Godsall: “It’s not Parkinson’s. It’s Swagger”, de 2024, para a Parkinson Canada.




