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Coisas da idade

Os dias 14 de outubro parecem fadados à reflexão citrina servida com língua bífida.

O seguinte trio de artigos incide sobre a idade e os novos tempos.

Talvez seja necessária mais frescura, sem congelamento…

Imagem: Umberto Boccioni – Três mulheres, 1909-1910

Reforma, 14.10.2016
De pequenino se torce o destino, 14.10.2018
A geração +, 14.10.2018

O paladar da imaginação

Salvador Dalí – Elijah and the Chariot from Our Historical Heritage, 1975, SCAD Museum of Art
Imaginação, 10.10.2017

Crianças e jovens. Riscos e desconexões

FIA Foundation. Save Kids Lives. Luc Besson. Outubro 2015.

Seguem dois anúncios de consciencialização que são outros tantos alertas preocupantes.

Quotidiano de risco, 09.10.2015
Desconectados. Comunicação intergeracional

Anúncios de consciencialização

Publicidade consagrada, 02.10.2017

Questionar a estigmatização

Scope Australia
Dar música à reflexividade, 02.10.2011

Envolvimento e ternura

Andrea Mantegna – Virgin and Child, 1490. Museo Poldi Pezzoli 2

Quelle douce faiblesse
Quel joli sentiment
Ce besoin de tendresse
Qui nous vient en naissant
Vraiment, vraiment, vraiment

Ternura em tempos de epidemia, 29.09.2020
Homenagem ao professor, 29.09.2021

Letra da canção La Tendresse

O Animal Político

Caricatura do Zé Povinho com o rei D. Luís a cavalo em cima dele e Mariano de Carvalho como agulheiro. Litografia de Rafael Bordalo Pinheiro, in António Maria, 9 de Setembro de 1880

A democracia é, por(des)ventura, o único regime político que se suicida. Os demais morrem contra a sua própria vontade.

Abstenção, 29.09.2018

Uma vida por viver

Angel. Brompton Cemetery, London, England, UK

No final da Idade Média, acreditava-se que, na hora da morte, os moribundos reviviam os momentos mais marcantes de suas vidas. Esta crença não desapareceu. O anúncio Una vida por ver, da Movistar, operadora de telemóveis ibero-americana, é distinto. Não se trata de uma “revisão do passado” mas de uma “visão do futuro”, da vida que a morte amputou. Não é um rewind nem um forward, mas um retrocesso do futuro para o presente. (A família, um valor tradicional, 27.09.2018)

A família, um valor tradicional, 27.09.2018

Cuidar sem retaguarda

“Dispõe de seis minutos para comover o coração e expor a consciência? Promovida por uma cadeia de distribuição tailandesa, C.P. Group, esta curta metragem sobre o cuidado dedicado a uma mãe vítima de Alzheimer talvez configure uma boa oportunidade” (07.01.2023). / “O anúncio tailandês Gratitude ajusta-se ao gosto oriental: longo, lento e emotivo. Uma história muito bem contada. Era uma vez um professor que levava a mãe para a sala de aula…” (24.09.2018).

Amor de filho, 24.09.2018

O mensageiro da nova morte

Convém não esquecer. São tantas os episódios que importa não esquecer. A pandemia da Covid-19, destaca-se. O artigo Sem salvação, de 23 de setembro de 2020, constitui uma memória. Dediquei, então, à pandemia os textos “Nem a morte nos reúne” e “A morte infeciosa”, compilados no ensaio “Covid-19: o mensageiro da nova morte”. Embora não muito mal escritos, abusam do sociologuês, seguindo o meu ritmo de pensamento sem cuidar do leitor. Na verdade, já tinha perdido o treino do diálogo muito antes da pandemia. Anexo o texto.