Enlevo
Compositor e cantor britânico, Harry Styles revelou-se, com 15 anos, no programa de “caça-talentos” The X- Factor. No mesmo ano, cofundou a boy band One Direction. A partir de 2017, iniciou a carreira a solo. Conquistou um sucesso notável tanto a solo como com a banda. Seguem as canções “Sign Of The Times” e “Falling”, primeiro, as interpretações ao vivo, em seguida, os vídeos musicais oficiais, ambos notáveis.
Luzes
Acontece fazer incursões no passado do Tendências do Imaginário, principalmente para verificar se determinado anúncio, música ou imagem já foi colocado. Hoje, ao deparar com o artigo Luz, não consigo evitar constatar que o blogue já teve mais qualidade. Menos sôfrego, entre outras virtudes, privilegiava a maturação e a criatividade. Devo pensar em langar o vício de publicar um artigo por dia.
Recoloco a artigo Luz (25/11/2012) pelo vídeo que combina, algo inesperadamene, as pinturas do William Turner com a música dos Creedence Clearwater Revival. Acrescento os vídeos com as canções a que o texto alude: “Blinded By The Light”, dos Manfred Mann’s Earth Band; e “Light My Fire”, dos Doors.
Pensar! Pensar em quê? No presente pixélico dos formulários electrónicos? No futuro? Na luz ao fundo do túnel que nem ilumina, nem aquece? No passado? Nas luzes que embalaram “a criação do mundo”? Luzes que cegam, da Manfred Mann’s Earth Band, luzes que incendeiam, dos Doors, luzes que rasgam caminhos, dos Creedence Clearwater Revival. Pelo menos, estas luzes enchiam os olhos, não eram falácias políticas. Não eram luz de vela invertida… Eram faróis de cabo de mar que enchiam os céus de luz como nos quadros de William Turner. Carregar em HD.
Memorial

Existem momentos em que é muito importante recordar; nos outros, também! Agradeço à Almerinda Van Der Giezen a partilha deste dois links respeitantes ao espiritual “Wade in the Water”.
Imagem: Peter Lely. Elizabeth Murray (1626–1698)with a Black Servant. C. 1651
“Wade in the Water” é um dos espirituais afro-americanos mais conhecidos e carregados de significado histórico, cultural e religioso. A canção remonta ao século XIX e está profundamente ligada à experiência dos escravizados nos Estados Unidos e ao movimento de libertação por meio da Underground Railroad (Rede de Fuga). (…)
Interpretação religiosa:
• Faz alusão ao episódio bíblico de João 5:4, onde um anjo “agitava as águas” e quem entrasse primeiro seria curado. A ideia é que Deus está presente e ativo, oferecendo livramento e cura.
• O uso da palavra “trouble” (perturbar/agitar) sugere que algo milagroso está prestes a acontecer.
Interpretação codificada:
• Acredita-se que essa música também tinha função prática na fuga de escravizados. “Wade in the water” era um conselho literal: entrar na água para mascarar o rastro e confundir os cães farejadores dos caçadores de escravos.
• Harriet Tubman, uma das principais líderes da Underground Railroad, teria usado canções como essa para comunicar rotas e perigos de forma velada. (…)
Legado
“Wade in the Water” é mais que uma canção: é um símbolo de resistência, fé e inteligência coletiva dos povos escravizados. Faz parte de um legado musical e cultural que influenciou o gospel, o blues, o jazz e o soul, sendo até hoje cantada em contextos religiosos, educacionais e artísticos. (ChatGPT, 29/05/2025)
A reincidência do grotesco

A publicidade parece desinibir-se, revisitando uma vocação excêntrica algo esmorecida. Seguem 4 anúncios exemplares: uma metamorfose (Bing your saturday to live), uma disformidade (Chocolate Like Nobody’s Watching), uma paródia (Beers To Come True) e uma alegoria (Care You Can Count On).

O Rei da “Música da Alma”
Acabei de dar uma aula à Academia Sénior de Braga. Duas horas de pé sem vacilar.

Nas sociedades contemporâneas, designadamente nas cidades, insinuam-se duas ameaças que assombram os mais velhos: a solidão e o sentimento de inutilidade. As academias seniores oferecem-se como uma forma de lhes fazer face. O efeito da idade consta entre os mais negligenciados pela Sociologia.
Sem descurar a interação entre gerações, as pessoas tendem a apreciar o convívio com os da mesma idade. Os jovens, certamente; mas os mais velhos, também.
Prosseguindo a viagem pelo outro lado da América, ao ouvir Percy Sledge acode Otis Redding. Dois grandes da soul music. Otis Redding faleceu, com 26 anos. O seu avião pessoal caiu em dezembro de 1967 num lago gelado a cerca de 5 Km do destino. Acabara de gravar a canção “(Sittin ‘On) The Dock of the Bay” lançada postumamente em janeiro de 1968, “o único single de Redding a alcançar o número um na Billboard Hot 100 e o primeiro single póstumo número um na história das paradas dos Estados Unidos”.
Sem precipitações
Amanhã, vou dar uma aula respeitante à iconografia da Virgem Maria. Por outro lado, continuo às voltas com os Estados Unidos. De passagem pelos anos sessenta dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon B. Johnson, desemboquei na figura do Percy Sledge e na canção “My Special Prayer”.
Corações ao alto
A história é uma galeria de quadros onde há poucos originais e muitas cópias (Alexis de Tocqueville, L’Ancien Régime et la Révolution, cap. VI, 1ª ed. 1856).
Hegel observa algures que todos os grandes fatos e pessoas da história mundial acontecem, por assim dizer, duas vezes. Esqueceu-se de acrescentar: uma vez como tragédia, a outra como farsa” (Karl Marx, O 18 Brumário de Luís Bonaparte, 1ª ed. 1852).
A propósito dos Estados Unidos, onde é que já vi algo semelhante como tragédia? Importa, no entanto, não esquecer aqueles que nos enriqueceram
Pelos vistos, tenho o coração em estado razoável! Reconheceu-o ontem a cardiologista após semanas de exames. Para saborear, deu-me para ouvir os Pearl Jam. Títulos como “Alive” (1991), “I Am Mine” (2002), “Just Breath” (2009) e “Future Days” soavam de feição.

Há duas semanas, 8 de maio, no concerto da Bridgestone Arena, em Nashville, os Pearl Jam convidaram o Peter Frampton para os acompanhar na canção “Black”. Pois o que se costuma dizer das divindades e dos anjos, parece aplicar-se a determinadas estrelas do rock: “sem idade”. Peter Frampton, embora com 75 anos, mobilidade reduzida e bengala, evidencia a habitual destreza na guitarra.
Proporcionou-se recuar a 1976, ano em que adquiri o Frampton Comes Alive. Naquele tempo, comprar um álbum duplo doía na carteira. Convinha, efetivamente, gostar!
Seguem três vídeos com músicas contempladas no álbum Frampton Comes Alive. Todas ao vivo: “Do You Feel Like We Do”, em 1975, “Show Me The Way”, em 1977, e, finalmente, “Baby I Love Your Way”, em 2019. Acresce o vídeo referido com a interpretação de “Black” com os Pearl Jam, tinha Peter Frampton 75 anos de idade.
A comparação do Peter Frampton em 1975 e 2025 comove. Afortunadamente, o bom coração parece estar bem.
Concha crepuscular
Imagino os anos noventa como uma concha com bastantes pérolas raras, mas de pouco aconchego para a geração vindoura. Mergulhou-a em águas paradoxais e paroxísticas, com a herança por desventura mais complicada desde a Segunda Guerra.

Os Mazzy Star eclodiram nos anos noventa. As suas canções ainda reverberam, sem, contudo, viralizar. Um rio subterrâneo em território sombrio e confuso. Em suma, desconchavado. Em vez de nos ufanar com as riquezas e conquistas que conseguimos, creio revelar-se mais oportuno assumir os desafios e as misérias que criámos e não enfrentámos. Um legado de tanta potência e vulnerabilidade numa vertigem de ansiedade e melancolia.
Os Mazzy Star são uma banda norte-americana de rock alternativo, fundada em 1989, composta, principalmente, pelo guitarrista David Roback e pela vocalista Hope Sandoval. Particularmente ativa até 1997, lançou três álbuns durante esse período: She Hangs Brightly (1990); So Tonight That I Might See (1993); e Among My Swan (1996). O quarto álbum, Seasons Of Your Day, foi editado em 2013, um ano antes de a banda se dissolver. “Fade Into You” (1993), “Into Dust” (1993), “Blue Light” (1993), “Flowers in December” (1996) e “Look On Down The Bridge” (1996) constam entre as canções mais caraterísticas e de maior sucesso.
Uma longa caminhada

A collaboration between two former bandmates. A duo which decided to go solo. After their band Alquin stopped performing, Michel van Dijk and Ferdinand Bakker decided to make their own album, just titled LONE. They embarked on a quest of musical experimentation, a search for the stories and references that inspired them both. It was at these crossroads of mutual inspiration that their journey became most interesting, resulting in six more albums. Their new album is appropriately titled “We came a long way” (release 4-25-25). (http://www.loneproject.nl/).
A banda neerlandesa Alquin conheceu dois períodos de atividade: 1971-1977 e 2003-2012. O seu rock progressivo lembra os Camel, com a ressalva de terem lançado o primeiro álbum, Marks (1972), um ano antes dos Camel (1973) [escutar a faixa “Oriental Journey”].
Após a dissolução da banda, Michel van Dijk e Ferdinand Bakker, criaram o duo Lone (Project). Desde 2013, lançaram 7 álbuns; o mais recente, com mais de 70 anos de idade, We came a long way, no passado dia 25 de abril. Existe pouca informação a seu respeito acessível na Intenet. Regra geral, o número de visualizações dos vídeos resulta ínfimo. Os Lone vêm de longe, mas, provavelmente, não irão tão longe quanto mereceriam.
Tenta-me, às vezes, prestar atenção a “menoridades” aparentes. O percurso do duo Lone recoloca-me uma pergunta que me inquieta: o que contribui para a notoriedade de um autor ou de uma obra? O que vale, portanto, o (in)sucesso?
Dada a “invisibilidade”, retive cinco canções dos Lone: “We came a long way” (2025); “Like a Mountain” (2025); “Wait for me” (2023); “Let it rain on me” (2020); e “The lighthouse” (2020). Acresce “Oriental Journey” (1972), dos Alquin.
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Herança viking
O amigo Joel sugeriu-me a música dos noruegueses Wardruna (c/ Einar Selvik) acrescentando o link para a canção “Snakepit Poetry: “lembro-me que gostava da Lisa Gerrard. É capaz de gostar desta música de 2 cantores que gosto bastante também”. Em boa hora! Abençoada partilha. Obrigado, Joel!
Ressalvando uma ou duas amigas, quase ninguém me música. Talvez devido a um erro de ótica. Pressupõe-se que conhecendo quanto baste, um acréscimo resulta uma minudência. Ora, quanto maior é o conhecimento, maior o valor de uma novidade. Tive a experiência como colecionador de selos. Com a música não é diferente
Passei o dia a ouvir os Wardruna. Segue uma seleção apressada.
