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Cheers

Saúde! De preferência, com cerveja.

Antecipando-se ao Dia Internacional da Cerveja, em 7 de agosto, a cervejaria AB InBev lançou a “Cheers to Beer”, uma nova campanha global que celebra o papel atemporal da cerveja na cultura e nas comunidades de todo o mundo. A campanha inclui um filme que celebra as muitas ocasiões para brindar proporcionadas pela cerveja, transcendendo fronteiras geográficas e gerações.

Ab inbev – Cheers to Beer. Agência: Wieden + Kennedy, New York. USA, agosto 2026

Cheers, Aquele Bar é uma sitcom americana (…) transmitida pela primeira vez a 30 de Setembro, 1982, até 20 de Maio, 1993, sendo uma das séries de televisão mais longas, com 11 temporadas e 273 episódios (…) Cheers tornou-se uma das séries mais populares de todos os tempos, chegando a estar no topo da audiência durante sete de suas onze temporadas. O programa ganhou 26 Emmy Awards (Wikipedia, 15.08.2026).

Cheers, Aquele Bar. Abertura. Sitcom americana. De 30.09.1982 a 20.05.1993

Ilusionismo e controlo

Ilustração: Joelle L., in The Camera Panopticon (https://ar.al/notes/the-camera-panopticon/, acedido em 25.07.2026)

Os artigos Jogo viciado e Pós-modernidade vitoriana abordam temas recorrentes no Tendências do Imaginário: o ilusionismo social e a vigilância disciplinar.

O primeiro, algo extenso e denso, incide sobre a eufemização da dominação e das desigualdades sociais. O segundo, mais leve e breve, ilustra a censura pública. Viral, conhecido ou ignorado, o anúncio “Alexandria Morgan run strapless”, da Tom Tom, foi proibido de aparecer na TV. Por uma qualquer conveniência. Não interessa aqui qual. Todas as censuras se justificam para quem as promove e visam poupar danos aos vulneáveis, que nem sequer se dão conta de semelhante zelo. Não recordo, na história da humanidade, de tamanha abrangência, concentração e eficiência de meios de controlo e censura. Tão pouco, tanta exposição e acomodação por parte dos visados. Talvez nos tempos de maior obsessão com o diabo e suas extensões.

Boa noite, amor

Boa noite, amor
Vou voltar a ver-te nos meus sonhos
Boa noite
Boa noite para ti, que estás longe

“Buona notte amore
Ti rivedrò nei miei sogni
Buona notte
Buona notte a te che sei lontano”
(Nini Rosso – Il Silenzio)

Imagem:
Sandro Botticelli, Vénus. Detalhe, ca. 1484 -1490. Galleria Sabauda. Turin

Nas nuvens

Quase todos os anos escrevo um artigo a agradecer os votos de bom aniversário. Hoje, com a ida a Melgaço, não sobrou tempo. Não faz mal: aumentam os anos e diminuem os artigos e a estatura. Mas continua a vontade de voar e de comunicar. E de sonhar, também. A amizade ajuda. Recoloco, tardiamente, dois artigos que convocam este espírito: “Memória reincidente” (2020) e “Novidade e originalidade” (2017).

Mensageiros da Gratidão

BBC – A Very Special Delivery. Produção: BBC Studio. Direção: Rob Hifle. UK, maio 2026

O meu carro é barroco

A pretexto das aulas de Sociologia da Arte e do Imaginário, tenho refeito, aumentado e melhorado, alguns materiais de apoio. É o caso do vídeo O Meu Carro É Barroco que contempla os anúncios a automóveis mencionados no texto “Dobras e fragmentos: a turbulência dos sentidos na publicidade de automóveis”, publicado em 2009, no livro Vertigens. Para uma sociologia da perversidade (Coimbra: Grácio Editor, p. 47-63). Após tantos anos, resulta possível a leitura do texto acompanhada pelo visionamento dos anúncios. Graças às novas ferramentas, com maior nitidez e resolução. Porventura, um regalo para a vista, o ouvido e a mente.

My Car Is Baroque, by Albertino Gonçalves. 1st edition: 2007. Expanded edition: January 22, 2026

Tudo bem?

Em Portugal, uma média de três pessoas morrem por suicídio todos os dias. No entanto, sendo um dos tabus mais profundos da sociedade, a morte (especialmente a autoinfligida) raramente é discutida. Não se fala sobre ela.
O suicídio existe na nossa realidade quotidiana, muitas vezes despercebido, enquanto nos esquecemos de que criar espaço, iniciar conversas e prestar atenção é uma responsabilidade partilhada.
Todos os dias, depois de um simples olá, perguntamos “Tudo bem?” – sem esperar pela resposta. É neste breve e quotidiano momento que devemos aprender a parar, a ouvir e, finalmente, a fazer as perguntas difíceis – aquelas que podem mudar vidas.
Este foi o ponto de partida da campanha: criar espaço para um tema fragmentado e desconfortável na conversa do dia a dia. Com o lançamento do 1411 (a primeira linha de apoio nacional de prevenção do suicídio em Portugal, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana), a campanha reformulou a prevenção como uma responsabilidade social coletiva. (https://www.adsoftheworld.com/campaigns/esta-tudo-bem).

Carregar na imagem seguinte para aceder ao vídeo do anúncio.

SNS24 / Linha Nacional de Prevenção do Suicídio – Está tudo bem? Agência: Tangity. Direção: Augusto Fraga. Portugal, dezembro 2025

Enoturismo em Melgaço

Vinha em Melgaço. Fonte – Voz de Melgaço, 9 de Novembro, 2023

Graças ao Válter Alves e ao blogue Melgaço, entre o Minho e a Serra, tomei conhecimento da convidativa reportagem da RTP dedicada às múltiplas virtudes do enoturismo do território de Melgaço. Para aceder, carregar aqui ou no vídeo seguinte.

Programa “A Essência” da RTP de 13-09-2020 dedicado a Melgaço

Do belo Horrível

Segue um artigo oportuno e lúcido sobre algumas tendências atuais do “processo civilizacional” estudado por Norbert Elias. Se o Luís Bastos não se importar, subscrevo. [Pode também aceder ao artigo carregando na imagem precedente]

A Harpa, o Rouxinol e a Rosa

Para alguns, a vocação do ser humano é trabalhar; para outros, explorar ou dominar. No que me respeita, partilhar. De preferência, dar. Antes de mais, prazer. Mas para dar, não basta querer. É preciso alguém para receber. Acontece não conseguir… (AG).

O Tendências do Imaginário já dedicou um artigo a Deborah Henson-Conant, versátil e surpreendente harpista e compositora norte americana, célebre pela autoria da música “The Nightingale” (O Rouxinol). Segue o original instrumental, bem como a versão, com violoncelo, interpretada pelo duo romeno Cell’Arpa (Roxana Moisanu e Mladen Spasinovici, da orquestra da Ópera Nacional de Bucareste.

Para complementar a música, talvez se proporcione a leitura do conto, com subtis ressonâncias eróticas, “O Rouxinol e a Rosa”, do Oscar Wilde, que uma amiga virtuosa e oportunamente me sugeriu.

Pode também acompanhar a leitura com outras músicas. Por exemplo, as canções “The Nightingale” (1989), da série Twin Peaks, com interpretação de Julee Cruise, ou a “Cantilena” (1969), do Padre Francisco Fanhais.

Ilustração de P. J. Lynch, 1990

Deborah Henson-Conant – The Nightingale. Altered Ego [harpa e voz], 1998. Invention & Alchemy [instrumental], 2006
Deborah Henson-Conant – The Nightingale. Interpretação: Duo Cello’Arpa, programa Garantat 100% da TVR 1, maio 2011
Julee Cruise – The Nightingale. Soundtrack From Twin Peaks, 1989
Padre Fanhais – Cantilena. Single, 1969. 25 Abril 30 Anos – Canções de Luta e Liberdade, 2004