Tag Archive | Portugal

Emigrar. A viagem do silêncio

Fotografia de Gerald Bloncourt. Immigrés portugais, 1965
Emigrar, 03.10.2015

Perceção, afeto e género

Giovanni della Robbia (oficina) – Adão e Eva, c. 1515. Walters Art Museum, Baltimore, Maryland
A beleza que toca o coração, 01.10.2016

Porcos, Famintos e Promíscuos. Memórias de Vilar de Mouros 1971

Festival de Vilar de Mouros, 7 e 8 de agosto de 1971

Proporciona-se juntar os artigos A decomposição da realidade e a recomposição da ilusão, de 24.09.2015, e Porcos, Famintos e Promíscuos, de 25.09.2013. Em agosto de 1971, estreou o álbum Who’s next, dos The Who, e realizou-se o Festival de Vilar de Mouros.

Dia após dia, durante mais de 15 anos, o Tendências do Imaginário foi compondo um arquivo que contribui, ao seu jeito, para a memória coletiva. Porcos, Famintos e Promíscuo consta entre os artigos que considero relevantes.

Trata-se de um arquivo que importa preservar. Seria lamentável perdê-lo na sequência de um sempre possível “acidente digital”. Dediquei os últimos quatro meses à sua restauração. Penso continuar. Mas é uma tarefa que consome demasiado tempo e que colide com outras atividades, porventura mais empolgantes.

Porcos, Famintos e Promíscuos, 25.09.2013

Superação

“O indivíduo estigmatizado pode, também, tentar corrigir a sua condição de maneira indireta, dedicando um grande esforço individual ao domínio de áreas de atividade consideradas, geralmente, como fechadas, por motivos físicos e circunstanciais, a pessoas com o seu defeito. Isso é ilustrado pelo aleijado que aprende ou reaprende a nadar, montar, jogar tênis ou pilotar aviões, ou pelo cego que se torna perito em esquiar ou em escalar montanhas.” (Erving Goffman, Estigma, 1963)

Sede de vencer, 20.09.2016

Virgo Lactans

Workshop of Joos van Cleve – Virgo Lactans, ca. 1520–1530
Senhora do Leite, 18.09.2015

Patas de caranguejo

Imagem de caranguejo numa calçada

Tinha içado a vela, navegava à deriva obliquamente, como um caranguejo; depois, ao chegar ao fim do seu percurso, corrigia a deriva a baixa velocidade, posicionava-se de lado a três quartos do vento e a sua proa robusta abria-lhe caminho. (Roger Vercel, Remorques, 1935).

Apesar de estar com pouco tempo livre, assoberbado a escrever um capítulo intitulado A Senhora da Cabeça, São Bartolomeu e o sagrado em Penso, dei-me ao luxo, com imenso prazer, de revisitar o artigo A canção da morte a passo de caranguejo, colocado em 11 de setembro de 2017. A primeira parte retoma o artigo A passo de caranguejo. A canção da morte, publicado em 24 de abril de 2015. Versa sobre postais ilustrados, embora o mais interessante não seja o conteúdo, mas a indagação e a digressão, ao jeito de um crustáceo. O resultado não é pequeno. As coisas com que me entretinha em tempos adversos! Quando tiver uma folga, recomendo uma espreitadela. Já agora, o meu signo é o caranguejo.

A canção da morte a passo de caranguejo. Tendências do Imaginário, 11.09.2017

Multidão Solitária e Morte Social

Misha Gordin – The New Crowd. Fotografia seguinte: Crowd and Shadows of the Dream.

Nos artigos que seguem, nem a morte ri, nem a velhice pressagia. A massa e a indiferença conduzem a um abismo sem fundo. Lúgubres e insustentáveis, engolem sem regurgitar. Relevo as fotografias de Misha Gordin no vídeo musical de La Solitudine, do Leo Ferré, colocado por TiresiaXX, em setembro de 2013.

A multidão solitária, 01.09.2015
Morte social, 01.09.2015
Teleassistência, 01.09.2012

Com a desigualdade na lapela

William Hogarth – Captain Lord George Graham in his Cabin, ca. 1745

Um artigo para pensar um pouco no muito que já se sabe.

Riqueza vaidosa. Tendências do Imaginário, 29.08.2020

Descentramento

Lorenz Stoer – Geometria et perspectiva Corpora regulata et irregulata, 1567
O café, o tabaco e o futebol. Tendências do Imaginário, 22.08.2015