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Sufjan Stevens. O mistério do amor

Sufjan Stevens.

Sufjan Stevens foi uma grata descoberta dos meus quarenta e tantos anos. Nascido em 1975, no Michigan, é um compositor, multi-instrumentista e cantor difícil de catalogar: “indie folk, indie pop, pop barroco, eletrónica”. Possuo dois álbuns: Seven Swans (2004) e Come on Feel the Illinoise (2005). Escolhi, com alguma dificuldade, três canções: Seven Swans, Chicago e The Seer’s Towers. Acrescento, como primeiro vídeo, a canção Mystery of Love, nomeada para o Óscar de melhor canção original, para a banda sonora de Call Me by Your Name, em 2017.

Sufjan Stevens. Mystery of Love. Call Me by Your Name: Original Motion Picture Soundtrack. 2017. Ao vivo no programa Here with Chris Thile, em 2018.
Sufjan Stevens. Chicago. Come on Feel the Illinoise. 2005.
Sufjan Stevens. Seven Swans. Seven Swans. 2004.
Sufjan Stevens. The Seer’s Tower. Come on Feel the Illinoise. 2005.

A música que vem do frio

Sigur Rós. Takk. 2005.

E se nos afastássemos um pouco dos calores da Califórnia para nos aproximar dos rigores da Islândia. O país possui anfitriões notáveis: não apenas a Björk, mas também outros como os Sigur Rós. Também se toca, canta e dança no gelo.

Sigur Rós. Dauðalagið. Valtari. 2012. Ao vivo em Seyðisfjörður..
Sigur Rós. Hoppípolla + Með Blóðnasir. Takk. 2005. Ao vivo em Best Kept Secret 2013.
Sigur Rós. Varúð. Valtari. 2012.

Canção da morte do século XXI

Charlotte Gainsbourg.

Charlotte Gainsbourg sai ao pai: surpreende. Melodias viscerais. A primeira canção, Le chat du Café des Artistes, parece um testamento fúnebre, com momentos de arrepiar. A segunda,  Heaven Can Wait, também se perde nas profundezas do outro mundo.

Charlotte Gainsbourg. Le chat du Café des Artistes. IRM. 2009.
Charlotte Gainsbourg. Heaven can wait. IRM. 2009.

A cabeça e o coração.

The Head and The Heart.

The Head And The Heart são uma banda indie formada em 2009 e muito conhecida na terra deles: Seattle (EUA). Ouve-se com agrado. Para variar!

The Head And The Heart. Gone. Let’s Be Still, 2013.
The Head And The Heart. Another Story. Let’s Be Still. 2013.

Caroline Dale, uma violoncelista versátil.

Man Ray. Le Violon d’Ingres. 1924.

Caroline Dale, “a masterly exponent of the cello” (Daily Mail), nascida em 1978, é uma compositora e violoncelista britânica com formação e repertório clássicos. Não desdenha, porém, participar em músicas e concertos rock. Colaborou com os Led Zepplin, os Oasis, Nigel Kennedy, Robert Wyatt, Sinéad O’Connor e os U2. Acrescem David Grey e David Gilmour. Aparece, por exemplo, no concerto ao vivo de David Grey em Dublin em 2011 (ver o primeiro vídeo do artigo David Grey: Alma e Coração). Atuou em vários concertos com David Gilmour (ver vídeo 4); a música Babbie’s Daughter (vídeo 3) foi composta por David Gilmour que a acompanha na guitarra. Seguem três músicas do álbum Such Sweet Thunder, publicado em 2002, e o vídeo de David Gilmour, Shine on Crazy Diamond, ao vivo em 2001.

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Caroline Dale. Elevazione. Composição de Domenico Zipoli (1688-1726). Such Sweet Thunder. 2002.
Caroline Dale. Vivaldi concerto in G minor for two cellos: Allegro Non Molto. Such Sweet Thunder. 2002.
Caroline Dale. Babbie’s Daughter. Composição de David Gilmour. Such Sweet Thunder. 2002.
David Gilmour. Shine on Crazy Diamond. Ao vivo: Meltdown Concert Royal Festival Hall, Londres, Junho 2001.

David Grey: Alma e Coração

David Grey.

Depois de vários dias absorto com a escrita do artigo O Espelho da Morte sabe bem regressar à música. Por que não David Grey, cantor britânico, nascido em 1968, com cerca de uma dúzia de álbuns publicados e um enorme sucesso com a canção Babylon?

David Grey. Sail Away. White Ladder. 1998. Ao vivo em Dublin, em 2011.
David Grey. The Year’s Love. White Ladder. Vídeo oficial.
David Grey. Heart and Soul. Skellig. 2021.

Música triste

Red House Painters

Regresso aos Red House Painters (ver Pintores de casas vermelhas). Ativos entre 1988 e 2001, são, como diria um meu colega, muito conhecidos na sua terra, a Califórnia. Costumam associá-los aos subgéneros slowcore e sadmusic. Seguem duas canções, lentas e melancólicas, do álbum Ocean Beach (1995):

https://www.youtube.com/watch?v=FHxyy7bvH6w

O protagonismo do traseiro

G-Star Raw & Snoop Dogg. Say It Witcha Booty. 2021.

Com o anúncio Say It Witcha Booty, a marca de jeans G-Star RAW aposta no magnetismo do traseiro de todos os géneros. Atendendo às personagens e à exposição, predomina o feminino. Quanto aos olhares, não sei! A atração dos homens pelo traseiro das mulheres é proverbial. O inverso é menos evidente. A atenção ao traseiro masculino parece em vias de rivalizar com o foco no rosto, nos olhos e nas mãos. Pelo menos, um número significativo de mulheres confessa, na Internet, a sua fixação no traseiro masculino.

“Recentemente vi uma entrevista de uma actriz, que recordava o momento em que conheceu o noivo. Dizia ela que tinha ficado a olhar fixamente para o rabo dele. Disse também que preferia, mil vezes, ver um homem afastar-se do que aproximar-se de si, só para poder olhar para o rabo. Isto, para realçar a importância que dá ao rabo de um homem.” (https://www.homemsemblogue.pt/2014/01/elas-e-os-rabos-deles.html).

Marca: G-Star RAW & Snoop Dogg. Título: Say It Witcha Booty. Agência: The Family Amsterdam. Direção: Ismaël ten Heuvel. Holanda, setembro 2021.

Que acrescentar? Nada. Talvez que a cotação estética, sensual e sexual do homem está em alta. Certo é que esta convicção se tornou viral, na rede e no público. Mantenho-me prudente. A experiência ensinou-me que quanto maior é o disparate maior é a credulidade. Quanto mais uma mensagem não se encaixa nos esquemas de perceção dos destinatários menores tendem a ser as suas defesas e o seu ceticismo. Por vezes até parece que se pretendes “pregar uma peta”, o mais avisado não é envolver o boato, a farsa, num manto de plausibilidade mas ofuscá-lo com um farol de improbabilidades. Quanto mais estapafúrdia for a mentira maior tende a ser a adesão.

Eric Clapton. Have you ever loved a woman. E.C. was here. Ao vivo. 1975.

Um homem singular

A Single Man. 2009.

O Tendências do Imaginário não inclui nenhuma música da excelente banda sonora do filme A Single Man (2009), composta por Abel Korzeniowski e Shigeru Umebayashi. Escuto o disco com bastante frequência. Por isso mesmo, convenci-me que já o tinha colocado. Mais vale tarde do que nunca. É difícil escolher esta ou aquela faixa. Nenhuma se destaca. Todas possuem respiram qualidade. Das 19 músicas, seguem quatro: três de Korzeniowski (Stilness of the Mind; Daydreams; e Swimming) e uma de Umebayashi (George’s Waltz).

A Single Man. Stilness of the Mind. Compositor: Abel Korzeniowski. 2009. Festiwal Muzyki Filmowej 2017.
A Single Man. Daydreams. Compositor: Abel Korzeniowski. 2009.
A Single Man. Swimming. Compositor: Abel Korzeniowski. 2009. Festiwal Muzyki Filmowej 2017.
A Single Man. George’s Waltz (2). Compositor: Shigeru Umebayashi. 2009.

Gianna Nannini e a tribo dos PIGS

Gianna Naninni. Giannabest. 2007.

Gianna Nannini, a “rainha do rock Italiano”, nasceu em 1954 e continua ativa. Uma voz única, na música, no pensamento e na intervenção política. Lembra Janis Joplin, mas à italiana. A música italiana possui uma identidade forte, no ritmo, na melodia, no canto e na performance. Ainda não se afogou no oceano. Berço da Europa, a Itália oferece uma música, viva e melancólica, que empolga e embala. Reconforta. Como é bom pertencer à tribo dos PIGS!

Gianna Nannini completou em 2019, com La Differenza, uma trintena de álbuns publicados, o primeiro, homónimo, Gianna Nannini, em 1976. Quarenta e cinco anos de carreira! Resulta difícil selecionar cinco dedos de canções. Limitei a escolha ao CD, que seguro na mão, Giannabest – 1 (2007): uma música de estúdio, Io senza te, e três ao vivo, Meravigliosa creatura,  Sei nell’anima e Radio baccano. Como extra, acrescento o vídeo oficial de La differenza, nome de batismo do álbum mais recente de originais (2019).

Gianna Nannini. Io senza te. X forza e X amore. 1993.
Gianna Nannini. Meravigliosa creatura. Dispetto. 1995. Ao vivo com Il Volo, no programa House Party, em 2017.
Gianna Nannini. Sei nell’anima. Grazie. 2006. Ao vivo com Laura Pausini, em San Siro. DVD Amiche Per L’Abruzzo (2010).
Gianna Nannini. Radio Bacano. X forza e X amore. 1993. Ao vivo, convidada de radioItaliaLive. 2013.
Gianna Naninni. La differenza. La differenza. 2019.