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Entre a Vida e a Morte. O Galo

O Galo e a morte. A arte de morrer, 13.10.2017

O Amor da Morte

O amor da morte pela vida, 13.10.2016

O híbrido e o triunfo sobre a morte

DVEIN. El 3D que respira, 2016
O triunfo sobre a morte: San Martin de Artaíz, 05.10.2017

Oração às avessas. Vida de esqueleto II

Em 2017, sentia a morte rondar-me. Os três anos seguintes foram de aproximação paulatina, mas iniludível. Em vez de a esconjurar, optei por me familiarizar com ela. Vida de esqueleto II. O espelho, como muitos outros textos que escrevi nesse período, nasceu desse exercício. Volvidos nove anos, leio-o hoje como uma espécie de oração às avessas.

Imagem: William Cheselden. Esqueleto rezando. 1733

Vida de esqueleto II. O espelho, 30.09.2017

Uma vida por viver

Angel. Brompton Cemetery, London, England, UK

No final da Idade Média, acreditava-se que, na hora da morte, os moribundos reviviam os momentos mais marcantes de suas vidas. Esta crença não desapareceu. O anúncio Una vida por ver, da Movistar, operadora de telemóveis ibero-americana, é distinto. Não se trata de uma “revisão do passado” mas de uma “visão do futuro”, da vida que a morte amputou. Não é um rewind nem um forward, mas um retrocesso do futuro para o presente. (A família, um valor tradicional, 27.09.2018)

A família, um valor tradicional, 27.09.2018

Gozar com coisas sérias

Peço desculpa por abusar do vosso tempo e da vossa atenção, mas existem dias em que me custa deixar alguns artigos a marinar até ao próximo ano. Por exemplo, os quatro seguintes.

Dei-me ao cuidade de recuperar os respetivos anúncios e gravar três deles. Podem não acreditar, mas representa algum trabalho. No caso de um deles, não hesitei um segundo. Conseguem adivinhar qual?

Caça Palavras, 26.09.2012
Gozar até morrer, 27.09.2013
A arte de escolher as cadeias, 27.09.2014
Banho a dois, 27.09.2015

morvida

Para os antepassados, a morte e a vida são contrários. Mas contrários muito próximos. Tão próximos que se entrelaçam. Ao extremo de a vida ter morte e a morte ter vida. Esta sabedoria exprime-se em esculturas, pinturas, gravuras e rosários. Por exemplo, nos quadros e nos pingentes em que metade do ser humano é pele e carne e a outra metade, esqueleto.

Imagem: Giuseppe Arcimboldo, Alegoria da Vanitas. 1580

Vida de esqueleto I: A carne e o osso, 26.09.2017

Libertação da lei da morte

Ao ritmo a que são publicados, os artigos do Tendências do Imaginário são flashes de palavras e imagens, fruto aparente de geração espontânea. Mas acontece um ou outro estar na forja durante dias, senão semanas. Continuam a ser palpites, mas um pouco menos. Nestes casos, gosto de falar em imaginação criativa de médio alcance. O artigo Até que a morte nos separe?, colocado pela primeira vez no dia 22 de setembro de 2018, representa um exemplo.

Até que a morte nos separe? Original: 22.09.2018

Soturnos e noturnos

The Chateau of Neuchatel at dusk, with Jura mountains beyond (1866) by John Ruskin
Um corpo que se perde, 21.09.2012
Suicídio, 20.09.2019
Noturnos, 15.06.2021

Entre mundos. Mortos interativos

Maria Magdalen Langhans faleceu durante o parto. O seu filho recém-nascido faleceu alguns dias depois. Obra do escultor Johann August Nahl, 1775. Igreja paroquial de Hindelbank, perto de Berna

A cabeça na almofada e o corpo na jangada. A cama é um rio. Água, duas águas, águas turvas, águas mil. O mesmo, o outro, os outros a nadar no mesmo. Metecos (…) Todos somos metecos. Vogamos, dentro e fora, em águas incertas. (Entre duas águas , 20.09.2020)

Mortos interativos