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Tortura e prazer

Rat Torture. Bruges Torture Museum.

Selecciono normalmente anúncios de que gosto. Mas nem sempre. A ideia do anúncio Police é original e surpreendente: a polícia espreme o prisioneiro a modos como o detergente El Kef lava a roupa. Esta ideia é bem explorada. Valorativamente, a polícia, ao contrário do prisioneiro, resulta humilhada e depreciada. É frequente a polícia ser ridicularizada nos media. Acontece também o prisioneiro ser enaltecido. Mas este tipo de cenas de inversão costuma fazer parte de um todo. O anúncio Police, ressalvando o final fugaz dedicado à marca, resume-se a uma caricatura burlesca da polícia contrabalançada por uma imagem de resistência do prisioneiro. Em termos de marketing, o brutesco funciona como (pet)isco.

Para aceder ao anúncio, carregar na imagem seguinte ou utilizar o seguinte link: http://www.culturepub.fr/videos/el-kef-police/.

Marca: El Kef. Título: Police. Agência: Shem’s Publicité. Direcção: El Zayat Mohamed. Marrocos, Dezembro 2018.

Há domínios em que o homem se esmera. Supera o próprio diabo. A tortura é um desses domínios. Atente-se, por exemplo, na tortura “medieval” com ratos.


Rat Torture. “In this slow-death method, a victim is restrained to the ground without a possibility of moving. A rat would then be placed on the victim’s stomach enclosed in an iron cage. The cage would then be heated, causing the rat to panic and to dig a hole through the victim’s stomach. The rat would take hours to find its way out, resulting in hours of torture to the victim” (http://worldpackingcanuck.com/bruges-torture-museum/).


Este tipo de tortura, que conjuga sofrimento físico e fobia aos ratos, ainda foi utilizado no século XX por vários regimes políticos, nomeadamente sul-americanos.
A série Game of Thrones inclui um episódio com a tortura do rato.

Escorropichar

O anúncio Lost in the black forest, da McCafé, lembra-me a palavra escorropichar. Trata-se de uma paródia dos filmes e das séries de terror, devidamente compassada pelo escorropichar dos copos. Bebe-se, até à última gota do café, a náusea, o medo e o susto. Há anos dei o nome de “emoções confortáveis” a uma instalação. Neste anúncio, as emoções mostram-se desconfortáveis. Confortáveis/desconfortáveis. A vida não se pinta a preto e branco. O desconfortável e o estranho podem revelar-se compensadores. Pela excitação da pasmaceira. O nosso mundo é acelerado, coalhado, tribal! Mesmo assim, desejamos mais excitação e mais emoção. O preto deste anúncio pode tornar-se cinzento e até mais branco que o branco. O disgusto pode ser uma delícia.


Marca: McCafé. Título: Lost in the black forest. Agência:TBWA. Direcção: Hungry Beards. França, Dezembro 2018.

A solidão das massas e a agressão introvertida

Francisco de Goya. Procissão de flagelantes. Entre 1812 e 1819.

Francisco de Goya. Procissão de flagelantes. Entre 1812 e 1819.

La sujecion se hace cada vez mas hermetica Y no quiere la comunicacion. Lo contrario del hermetismo es la apertura, pero la mayorfa de las veces lo demoniaco no se expresa, sino que estalla solo de modo atavico. Y no en palabras; su manifestacion mas simple y frecuente, una manifestacion creadora de monstruosidades, no es ni siquiera, como podna pensarse por razon de la interioridad, individual, ni tiene lugar en torno a tales personas singulares, sino que es arrebato de las masas, si bien un arrebato provocado, en la mayoria de los casos, por estas mismas personas. Es un arrebato que va desde el frenesi de las bacantes, de los berserker, hasta los pogromos de los cruzados y hasta la agresion invertida de los flagelantes, desde la embriaguez de la batalla hasta el terror bianco. En todo ello lo demoniaco no hace uso de la comunicacion, ni siquiera cuando penetra en la masa, cuando se hace colectivo. El viejo hermetismo se conserva, mas bien, en su estallido colectivo; lo que aparece como comunicacion es solo contagio, y en el fondo se encuentra la misma soledad como masa. La no-revelacion de lo herme’tico responde en el arrebato demoníco de la masa a la ausencia fundamental de entendimiento, critica, autocontrol y juicio” (Bloch, Ernst, El Princípio Esperanza, 1954. Madrid, Editorial Trotta, 2007, Vol. III, p. 78.)

Segundo o meu rapaz mais novo, os Monty Python têm um humor actual. Como argumento, envia-me vários excertos, entre os quais o episódio da caça à bruxa no filme Em Busca do Cálice Sagrado (1975).

Tenho o vício de visitar os clássicos. São os clássicos, a cerveja e o tabaco. Pensaram as mesmas coisas que nós pensamos. Com mais serenidade. Com tanta velocidade, o cérebro, hoje, estampa-se. Para Ernst Bloch, a submissão contemporânea é  hermética e avessa à comunicação. Não aposta na pessoa e a na subjectividade mas no arrebatamento  colectivo. A explosão colectiva não convoca a comunicação mas o contágio. “A solidão das massas” (Hannah Arendt, As origens do totalitarismo, 1951) é caracterizada pela “ausência fundamental de entendimento, crítica, autocontrole e julgamento”. Assim sucede com os flagelantes e os “caçadores de bruxas”. Nos primeiros, o ritmo, o coro e a “agressão introvertida” exilam a reflexividade e a originalidade. Outrora como agora. Nos segundos, o arrebatamento da besta colectiva nem sequer precisa da intervenção do diabo para julgar e matar a bela feiticeira (ver A cadeira de patinhar). Comparar é uma tentação. No presente, também existem colectivos semelhantes: a praxe, as claques, os concertos musicais, os deputados durante a votação do orçamento e, não sei porquê, os coletes amarelos, tão diferentes dos coletes salva-vidas.

O humor dos Monty Python persiste porque é único. Numa cascata de absurdos, atropelam-se duas formas de grotesco: o cómico regenerador e o sinistro corrosivo. As nossas bocas abrem-se de riso e fecham-se de desconforto. Neste exercício de maxilares, os neurónios escaldam e gelam quase ao mesmo tempo.

Monty Python. Em busca do cálice sagrado. 1975

Pauzinhos

Descarga de uma carraca portuguesa. Pannels attributed to Kano Naizen, 1570-1616 (detail)

Descarga de uma embarcação portuguesa. Biombos atribuídos a Kano Naizen, 1570-1616 (detail). Museu Nacional de Arte Antiga.

Na semana passada eclodiu um imbróglio internáutico. Um anúncio e um desfile da Dolce & Gabbana foram boicotados. Um excerto de uma notícia do Público Online narra os acontecimentos. Cinjo-me a acrescentar alguns apontamentos.

  • O sentido de humor parece não ser universal. Se quiser fazer humor, assegure-se que domina a arte. Existem cordas muito sensíveis em que convém não tocar, a não ser com luvas de seda estilizadas. Na actualidade, duas dessas cordas são o sexismo e o racismo.
  • A Internet é um espaço de poder, um lugar onde pontificam vontades hierarquizadas. Apesar de a Internet ser imaterial, há pessoas que pesam mais do que outras. Por exemplo, a indignação das celebridades Zhang Ziyi, Li Bingbing e Wang junkai surte tanto efeito que até é notícia mundial. A universalidade e a igualdade da Internet são um logro.
  • É possível retirar, de um momento para o outro e à escala global, conteúdos da Internet. Revela-se, deste modo, difícil aceder aos anúncios boicotados. Precise-se que o cidadão comum não tem quase nada de seu na Internet. Num ápice, podem desaparecer-lhe conteúdos, por exemplo, do seu blogue ou das suas páginas nas redes sociais.
  • Os responsáveis pela marca italiana pediram desculpa à China. Intrometeu-se uma mensagem polémica de Stefano Gabbana que este garante ser falsa. Alguém teria pirateado a sua conta de Instagram. Verdade ou mentira, que alguém aceda a uma conta e fale em nosso nome é um risco real. Esta situação é mais complexa do que o boato tradicional. Os procedimentos de partilha e adulteração do boato são conhecidos (ver Edgar Morin, La rumeur de Orléans, 1969). Contudo, neles não consta esta usurpação ou este aluguer da identidade alheia. Daqui se depreende que a Internet pode ser uma árvore de enganos e um jogo de máscaras.
  • As proibições e os boicotes a anúncios podem resultar numa espécie de maná para as marcas. No caso do anúncio da Dolce & Gabbana, duvido. Notoriedade, já a conquistou. Falta saber o que acontece à imagem.

Os anúncios boicotados da Dolce & Gabbana, com uma chinesa a comer comida italiana com pauzinhos, são difíceis de encontrar. Foram sistematicamente “apagados”. Encontrei uma cópia que passo a colocar. Não sei por quanto tempo.

Dolce & Gabbana. Anúncios a um desfile em Shangai. Novembro 2018.

Notícia no Público Online:

“Dolce & Gabbana cancela desfile em Shanghai por causa de um anúncio que envolve pauzinhos

A Dolce & Gabbana cancelou nesta quarta-feira um desfile de moda nem Shanghai, depois de uma polémica online em torno de um dos seus anúncios. Em causa está um anúncio onde uma mulher chinesa luta para conseguir comer pizza ou esparguete com pauzinhos. Os chineses não gostaram.

A controvérsia foi o tópico número um na plataforma Weibo, com mais de 120 milhões de leituras, já que celebridades, incluindo Zhang Ziyi, estrela de cinema de Memórias de uma Geisha, publicaram comentários críticos à marca. Celebridades, como a actriz Li Bingbing e a cantora Wang Junkai, disseram que boicotariam o desfile da marca italiana.

Alguns dos que viram os anúncios, ao todo são três, ficaram incomodados com o que consideram o tom paternalista do narrador, oferecendo lições sobre como comer com pauzinhos. Além disso, uma alegada troca de mensagens de Stefano Gabbana surgiu nas redes sociais que viriam a confirmar que o designer é racista. Este veio desmentir na sua conta de Instagram.

“Lamentamos o impacto e o prejuízo que essas observações falsas tiveram sobre a China e o povo chinês”, disse a marca de moda de luxo italiana, num pedido de desculpas online em chinês no Weibo, acrescentando que a conta do Instagram de Gabbana foi pirateada”.

(Público Online. https://www.publico.pt/2018/11/21/culto/noticia/dolce-gabbana-cancela-desfile-shanghai-criticas-anuncio-envolve-pauzinhos-1851859 (Reuters  21/11/2018). Acedido02/12/2018)

O prazer dos mortos

Solon

Desde há alguns anos, a Mercedes alterou radicalmente a orientação da publicidade: onde vigorava a sobriedade e a segurança, vinga agora a irreverência e o humor. No anúncio The Last Wish, ir para o cemitério num mercedes é antecipar o paraíso. Existem vários anúncios congéneres. Retomo dois: A um morto nada se recusa, da Funalcoitão, e Staying Alive, da Kenwood.

Título: The Last Wish. Escola: Filmakademie Baden-Württemberg. Direcção: Raphael Ghobadloo. Alemanha, 2018.

Funalcoitão. Tema: A um morto nada se recusa. Agência: BAR. Direcção criativa: Diogo Anahory e José Carlos Bomtempo. Portugal, 2014.

Marca: Kenwood. Título: Staying Alive. Itália, 2008.

Lágrimas do Paraíso

Tears Dry

Porto Lágrima

Vinho do Porto “Lágrima de Cristo”.

Um anúncio brilhante não precisa de palavras nem sequer da nossa cooperação. Está muito além. Quem se lembra de colher lágrimas no paraíso para as beber na terra? Graças a uma cebola que faz chorar o divino. Sublime!

O anúncio Tears in Heaven, da Tears Dry Gin, tem a marca da agência alemã Filmakademie Baden-Wuerttemberg, uma escola do inimaginável.

Marca: Tears Dry. Título: Tears in Heaven. Agência: Filmakademie Baden-Württemberg. Direcção: Bernd Fass. Alemanha, 2018.

Os óculos do Pai Natal

noel-slip

Estamos na estação da generosidade. Começa lá para o Halloween e acaba com o S. Brás, senão com o Carnaval. Quanto o calendário se pautava pelos trabalhos agrícolas, este era, com escassas colheitas, um período de alguma miséria, logo de partilha. As sociedades camponesas quase desapareceram, mas continuamos a trocar prendas. O Pai Natal continua incansável a cruzar a noite com o seu trenó de renas. Mas acontece confundir-se para desconcerto das crianças e dos adultos. O Pai Natal não envelhece, mas está a perder a visão. Baralha os pedidos. Precisa de usar óculos. A Générale d’Optique oferece os óculos. A ele e a mais 25 000 pessoas. Mas o Pai Natal não tem óculos? Uma pesquisa relâmpago sugere que quando é uma pessoa, como no anúncio, costuma usar óculos. Sucede o contrário quando é um desenho. Não percebo.

Marca: Générale d’Optique. Título: Un Noël presque parfait. Agência: La Chose. Direcção: Hugues de la Brosse. França, Novembro de 2018.

Oração II

Reza-se de joelhos e de pé, de cabeça baixa ou erguida, de pé atrás ou à frente, de olhos fechados ou abertos, de cor ou de improviso, em silêncio ou não. Nem sequer é fácil saber quando se está ou não a rezar (Marcel Mauss, “La prière”, 1909). Nina Simone, Don’t Let me Be Misunderstood, ao vivo.

Nina Simone. Don’t Let Me Be Misunderstood. 1964. Live 1968.

As virtudes do funil

01. Unknown, Inuentio sanctae Crucis, Illumination from the Passionary of Weissenau (Weißenauer Passionale) (1170-1200), Codex Bodmer 127, fol. 53v

01. Unknown, Inuentio sanctae Crucis, Illumination from the Passionary of Weissenau (Weißenauer Passionale) (1170-1200), Codex Bodmer 127, fol. 53v.

Com menos anos do que dedos nas mãos, pasmava na feira a ver o vendedor de banha da cobra. Numas bancas, alguns recipientes de vidro com uma espécie de massa longa (mafaldine) a que chamava “bicha solitária”. O seu vozeirão dava exemplos dos pavores que estes parasitas provocavam nos intestinos. Para alimentar o monstro, as vítimas sentiam fome e definhavam a olhos vistos. Para grandes males, pequenos remédios. Bastam dois frascos com uma poção milagrosa para matar o bicho e a fome. Duas pessoas apressam-se a comprar, secundadas por parte da assistência. Naquele tempo, eram mais as pessoas com fome do que com fastio. Talvez fosse da bicha solitária. Este é um dos esquemas básicos da publicidade. Criar necessidades, pelo imaginário mas com fio de terra. Como diria Karl Marx, a oferta produz a procura. Não digo que os anúncios actuais são herdeiros dos charlatões das feiras, mas também não desdigo.

Marca: SodaScream. Título: It’s time for a change. Estados Unidos, Novembro 2018.

Afirmam que existe uma nova ilha composta por lixo. Os oceanos e os rios estão atafulhados de lixo, os lugares onde as pessoas residem, também. Como combater a catástrofe? O anúncio It’s time for a change, da SodaStream, sugere deixar de beber água engarrafada em embalagens de plástico e passar a beber soda. Com mais de 6 milhões de visualizações no site da marca, o anúncio está a alcançar um enorme sucesso.

02. Las tentaciones de San Antonio. obra de Joos Van Craesbeeck, fue realizada en el año 1650

02. Las tentaciones de San Antonio. Obra de Joos Van Craesbeeck, fue realizada en el año 1650.

Como vamos beber a soda? Com palhinhas ou copos de plástico? São o problema. Com copos de madeira ou de papel? São desflorestadores. Com copos de vidro? São de reciclagem rápida, mas requerem detergentes. Tecnologicamente avançada, a nossa sociedade tem a poção mágica para quase tudo. Se existe, digitaliza-se! Por que não beber soda em copos virtuais! A digitalização é amiga do ambiente, apenas polui os neurónios.

03. David Teniers the Younger.The Temptation of Saint Anthony (detail) (c 1650)

03. David Teniers the Younger.The Temptation of Saint Anthony (detail) (c 1650).

Restam duas soluções. A primeira consiste em beber soda diretamente da fonte. Sem copo, nem palhinha. Na aldeia, para beber às escondidas, sorvia-se o vinho da torneira da pipa. Outra solução: não beber nem água engarrafada nem soda. Beber água da chuva, graças a um funil. Aos primeiros pingos, funil à boca e ergue-se a face. Regressado o sol, o funil, assente na cabeça, serve, agora, de chapéu. Esta solução já foi patenteada há, pelo menos, oito séculos (Figura 01).

Os funis de Hieronymus Bosch

 

 

O nariz

The giant tap dancing noses

Dmitri Shostakovich. The Nose (1928). The Royal Opera.

O nariz é um órgão injustiçado. Abaixo dos olhos (ai os olhos!), acima dos lábios (ai os lábios!), o nariz (ui o nariz!) fica entre as orelhas (ui as orelhas!). O nariz é um órgão simbolicamente menosprezado. Não fosse Cleópatra e a humanidade nunca teria um nose turning. Graças ao anúncio da companhia de seguros Geico, deparamo-nos com narizes músicos, o que já se previa. Abusando da imaginação, as trompetas de Jericó foram, na realidade, narizes. No anúncio, o avô adormecido toca com o nariz o Flight of the Bumblebee, de  Rimsky-Korsakov (ver https://tendimag.com/2018/06/12/chuva-dissolvente/). Mas que tem este concerto nasal a ver com uma companhia de seguros? Assim como os cirugiões seguram as mãos, urge meter no seguro o nariz do avô e do cão.

Marca: Geico. Título: Grandpa´s Nose Solo. Estados Unidos, Outubro 2018.

O anúncio Grandpa’s Nose Solo lembra a ópera O Nariz (1928), de Dmitri Shostakovich, inspirada no conto homónimo de Nicolai Gogol, publicado em 1836. Na Metamorfose (1915), de Franz Kafka, Gregor Samsa acorda transformado em insecto. Na ópera de Shostakovich, o Major Kovaliov acorda sem nariz. Para não tentar a desgraça, convém desligar os pesadelos ao acordar.

Dmitri Shostakovich. The giant tap-dancing noses scene. The Nose (1928). The Royal Opera.

Trelas Electrónicas

Tomar uma torre de controlo de um aeroporto por um videojogo pode ser perigoso. O trabalhador e o posto de trabalho devem estar em harmonia. Esta é a preocupação da agência de emprego Keljob: a cada um o emprego para que está vocacionado.

Não há registo na história da humanidade de sociedades com tantos meios de vigilância e controlo como a actual. Os poderes (governo, justiça, finanças, empresas, redes) transbordam de recursos de vigilância e controlo. O mundo alberga paradoxos: A vigilância e o controlo nunca foram tão intrusivos e nós nunca nos sentimos tão livres! Há trelas e trelas! Algumas devem ser confortáveis.

A canção Space Oddity, de David Bowie, vem a preceito. Não é animadora, mas a vida não é um eterno magusto.

Carregar na imagem para aceder ao vídeo.

Packman

Marca: Keljob. Título: Tour de Contrôle. Produção: Byzance. Direcção: Gérôme Rivière. França, 2002.

 

David Bowie. Space Oddity. Ao vivo em 1969, ano de estreia da música.