Namoro do rock com a música clássica
“Sábado 5 de abril de 2014, uma exclusividade suíça no Auditório Stravinsky de Montreux. Assista a um concerto de exceção! “Classical Rock” é o encontro magistral entre obras primas do clássico e êxitos rock lendários. Em cena, reúnem-se 100 músicos: um grupo rock e uma orquestra sinfónica. Juntos, congregam talento e energia num casamento espantoso da “Cavalgada das Valquírias” de Wagner com “Iron Man” de Black Sabbath, “Boehian Rhapsody” de Queen com a “Rapsódia Húngara” de Liszt, ou ainda “Stairway To Heaven de Led Zeppelin com a introdução majestosa de “Zaratustra” de Richard Strauss. O maestro americano John Axelrod dirige a Orchestra Giovanile Italiana neste encontro ao mais alto nível, com a participação do Choeur Voix de Lausanne e os solistas Nmon Ford e Patsy Blackstone” (https://www.youtube.com/watch?v=H4gzFSENP1M&t=27s).
A cor do vento

Estou ocupado a escrever um artigo por encomenda. Para não variar, adiei a tarefa até terminar o prazo. Para este post, recorro, assim, à ajuda de uma amiga, fonte inesgotável de partilhas originais e cativantes. Hoje, calha a sorte ao cantautor “histórico” italiano: Fabrizio de André. Nascido em 1940, faleceu em 1999, com 59 anos, vítima de um cancro do pulmão. Seguem três canções interpretadas ao vivo um ano antes da sua morte.
Outra música, outras danças

Outra música (ZZ Top, Gimme All Your Lovin, Eliminator, 1983), outros excertos (Who’s Been Sleeping in my Bed?, 1963; The Swinger, 1966; The Oscar, 1966; Flareup, 1969), outras dançarinas (Elizabeth Montgomery, Ann-Margret, Joey Heatherton, Jill St. John; Raquel Welch).
Atribulações climáticas
O ambiente e as alterações climáticas estão na ordem do dia. Até rendem simbolicamente como alegoria ou disparate. Por exemplo, na publicidade, como alegoria no anúncio The Tempest, do Grupo Boticário, e disparate, no anúncio The Big Jump, da Gaz Réseau Distribution France (GRDF).
Duelo de dança

Com a primavera, o bailado digital floresce. Almerinda Van Der Giezen enviou-me um vídeo extraído do filme “Carmen” (1983), de Carlos Saura, acompanhando-o com uma mensagem breve: “Algo diferente mas poderoso”. De Carlos Saura, recordo também os filmes Cria cuervos (1975), Mamá cumple cien años (1979) e Fados (2007). Todos com músicas notáveis.
Acrescento ao excerto de Carmen outro de Cria Cuervos, com a canção “Por que te vas”, interpretada por Jeanette, bem como o “Fado da Saudade”, interpretado por Carlos do Carmo, original do filme Fados.
Simpatia

Etimologicamente, a palavra simpatia provém “do Latim simpathia, “comunhão de sentimentos”, do Grego sympatheia, “capacidade de sentir o mesmo que outrem, de ser afetado pelos sentimentos alheios (positivos ou negativos)”, formada por syn-, “junto”, mais pathos, “sentimento” (https://origemdapalavra.com.br/palavras/simpatia/).
Pois sinto simpatia pelo anúncio Bus da Fondation France Sclérose en Plaques. Como tudo me lembra algo, acudiu-me a canção “Sympathy” (1970) dos Rare Bird. Tomei conhecimento deste grupo em 1977 na ilha de Hvar (Croácia), “o lugar mais ensolarado da Europa”. Foi-me recomendado por um jovem casal alemão. Regressado a Paris, apressei-me um vinil numa discoteca do Boulevard Saint-Germain. Como a capa tinha um ínfimo defeito, saiu praticamente de graça. Ainda o guardo.

A valsa de Brel em Paris e de Karenina em São Petersburgo
O “bailado digital” funciona. Na sequência do artigo “Passinhos de dança” (https://tendimag.com/2024/05/24/passinhos-de-danca/), Luís Bastos, administrador do blogue Azorean Torpor (https://azoreantorpor.wordpress.com/), partilhou o vídeo oficial da canção “La valse à mille temps”, de Jacques Brel. Uma delícia ternurenta que convoca Brel, Paris e a valsa. Pares de sensibilidade sem idades em vertiginoso rodopio. Que mais desejar?
Porventura a “Valsa nº 2”, composta por Dmitri Shostakovich e dirigida por André Rieu, com imagens do filme “Anna Karenina” (2012).
Passinhos de dança
Dança! Se não com todos os músculos, pelo menos com alguns sentidos. Existe a palavra e existe a dança. Ousa um passo e deixa-os (a) falar.
Hoje é sexta, dia de pré-aquecimento. Que tentação trabalhar ao fim de semana! Até parece pecado.
Receber links e partilhá-los configura uma espécie de bailado digital. Seguem quatro shorts de Mark van Drunick.

Antes cego que mal iluminado
Já agora, aproveitando o balanço, uma das interpretações preferidas de I’d Rather Go Blind.

