Archive | Maio 2024

Namoro do rock com a música clássica

“Sábado 5 de abril de 2014, uma exclusividade suíça no Auditório Stravinsky de Montreux. Assista a um concerto de exceção! “Classical Rock” é o encontro magistral entre obras primas do clássico e êxitos rock lendários. Em cena, reúnem-se 100 músicos: um grupo rock e uma orquestra sinfónica. Juntos, congregam talento e energia num casamento espantoso da “Cavalgada das Valquírias” de Wagner com “Iron Man” de Black Sabbath, “Boehian Rhapsody” de Queen com a “Rapsódia Húngara” de Liszt, ou ainda “Stairway To Heaven de Led Zeppelin com a introdução majestosa de “Zaratustra” de Richard Strauss. O maestro americano John Axelrod dirige a Orchestra Giovanile Italiana neste encontro ao mais alto nível, com a participação do Choeur Voix de Lausanne e os solistas Nmon Ford e Patsy Blackstone” (https://www.youtube.com/watch?v=H4gzFSENP1M&t=27s).

Classical Rock à Montreux – Quand Wagner rencontre Black Sabbath. Orchestra Giovanile Italiana. Auditório Stravinski de Montreux, 5 de abril de 2014
Classical Rock à Montreux – Quand Liszt rencontre Queen. Orchestra Giovanile Italiana. Auditório Stravinski de Montreux, 5 de abril de 2014
Classical Rock à Montreux – Quand Wagner rencontre Led Zeppelin. Orchestra Giovanile Italiana. Auditório Stravinski de Montreux, 5 de abril de 2014

A cor do vento

Fabrízio De André

Estou ocupado a escrever um artigo por encomenda. Para não variar, adiei a tarefa até terminar o prazo. Para este post, recorro, assim, à ajuda de uma amiga, fonte inesgotável de partilhas originais e cativantes. Hoje, calha a sorte ao cantautor “histórico” italiano: Fabrizio de André. Nascido em 1940, faleceu em 1999, com 59 anos, vítima de um cancro do pulmão. Seguem três canções interpretadas ao vivo um ano antes da sua morte.

Fabrizio De André – Il sogno di Maria. La buona novella, 1970. Ao vivo no Teatro Brancaccio em 1998
Fabrizio de André – L’infanzia di Maria. La buona novella, 1970. Ao vivo no Teatro Brancaccio em 1998
Fabrizio De André – Ho visto nina volare. Anime Salve. 1996. Ao vivo no Teatro Brancaccio em 1998

Ar inspirado

Sem comentários. Carregue na imagem para aceder ao vídeo. Não esqueça de ligar o som.

Outra música, outras danças

Outra música (ZZ Top, Gimme All Your Lovin, Eliminator, 1983), outros excertos (Who’s Been Sleeping in my Bed?, 1963; The Swinger, 1966; The Oscar, 1966; Flareup, 1969), outras dançarinas (Elizabeth Montgomery, Ann-Margret, Joey Heatherton, Jill St. John; Raquel Welch).

Elizabeth Montgomery, Ann-Margret, Joey Heatherton, Jill St. John and Raquel Welch Dance to ZZ Top. Colocado por RetroTVCentral em março de 2024

Atribulações climáticas

O ambiente e as alterações climáticas estão na ordem do dia. Até rendem simbolicamente como alegoria ou disparate. Por exemplo, na publicidade, como alegoria no anúncio The Tempest, do Grupo Boticário, e disparate, no anúncio The Big Jump, da Gaz Réseau Distribution France (GRDF).

Anunciante: O Boticário. Título: Tempest. Agência: ALMAP/BBDO (Sao Paulo). Direção: Kid Burro. Brasil, maio 2024
Anunciante: GRDF. Título: The Big Jump. Agência: Rosa Paris. Direção: Traktor. França, abril 2024

Duelo de dança

Com a primavera, o bailado digital floresce. Almerinda Van Der Giezen enviou-me um vídeo extraído do filme “Carmen” (1983), de Carlos Saura, acompanhando-o com uma mensagem breve: “Algo diferente mas poderoso”. De Carlos Saura, recordo também os filmes Cria cuervos (1975), Mamá cumple cien años (1979) e Fados (2007). Todos com músicas notáveis.  

Acrescento ao excerto de Carmen outro de Cria Cuervos, com a canção “Por que te vas”, interpretada por Jeanette, bem como o “Fado da Saudade”, interpretado por Carlos do Carmo, original do filme Fados.

Fragmento de la tabacalera, con el duelo interpretativo entre Laura del Sol y Cristina Hoyos. Carmen. 1983
Jeanette – Porque Te Vas. Cria Cuervos OST. 1976
Carlos do Carmo – Fado da Saudade. Fados OST. 2007

Simpatia

Etimologicamente, a palavra simpatia provém “do Latim simpathia, “comunhão de sentimentos”, do Grego sympatheia, “capacidade de sentir o mesmo que outrem, de ser afetado pelos sentimentos alheios (positivos ou negativos)”, formada por syn-, “junto”, mais pathos, “sentimento” (https://origemdapalavra.com.br/palavras/simpatia/).

Pois sinto simpatia pelo anúncio Bus da Fondation France Sclérose en Plaques. Como tudo me lembra algo, acudiu-me a canção “Sympathy” (1970) dos Rare Bird. Tomei conhecimento deste grupo em 1977 na ilha de Hvar (Croácia), “o lugar mais ensolarado da Europa”. Foi-me recomendado por um jovem casal alemão. Regressado a Paris, apressei-me um vinil numa discoteca do Boulevard Saint-Germain. Como a capa tinha um ínfimo defeito, saiu praticamente de graça. Ainda o guardo.

Anunciante: Fondation France Sclérose en Plaques. Título: Bus. Agência: Publicis Conseil. Direção: Jeremi Durand. França, 2024
Rare Bird. Sympathy. Sympathy. 1970

A valsa de Brel em Paris e de Karenina em São Petersburgo

O “bailado digital” funciona. Na sequência do artigo “Passinhos de dança” (https://tendimag.com/2024/05/24/passinhos-de-danca/), Luís Bastos, administrador do blogue Azorean Torpor (https://azoreantorpor.wordpress.com/), partilhou o vídeo oficial da canção “La valse à mille temps”, de Jacques Brel. Uma delícia ternurenta que convoca Brel, Paris e a valsa. Pares de sensibilidade sem idades em vertiginoso rodopio. Que mais desejar?

Porventura a “Valsa nº 2”, composta por Dmitri Shostakovich e dirigida por André Rieu, com imagens do filme “Anna Karenina” (2012).

Jacques Brel – La valse à mille temps (Clip Officiel). La valse à mille temps. 1959
Dmitri Shostakovich – Second Waltz, Op . 99a, pela Johann Strauss Orchestra, com direção de André Rieu. Edição: 2019. Imagens do filme “Anna Karenina”, 2012

Passinhos de dança

Dança! Se não com todos os músculos, pelo menos com alguns sentidos. Existe a palavra e existe a dança. Ousa um passo e deixa-os (a) falar.

Hoje é sexta, dia de pré-aquecimento. Que tentação trabalhar ao fim de semana! Até parece pecado.

Receber links e partilhá-los configura uma espécie de bailado digital. Seguem quatro shorts de Mark van Drunick.

Antes cego que mal iluminado

Já agora, aproveitando o balanço, uma das interpretações preferidas de I’d Rather Go Blind.

Beth & Joe – I’d Rather Go Blind – Live in Amsterdam. Vídeo extraído do DVD “Beth Hart & Joe Bonamassa – Live In Amsterdam”, editado em 2014