Archive | Pintura RSS for this section

Desgravitar com Chagall

Marc Chagall – Esboço da cortina para o bailado O Pássaro de Fogo em Nova York, 1945
Levitação, 01.10.2011

Oração às avessas. Vida de esqueleto II

Em 2017, sentia a morte rondar-me. Os três anos seguintes foram de aproximação paulatina, mas iniludível. Em vez de a esconjurar, optei por me familiarizar com ela. Vida de esqueleto II. O espelho, como muitos outros textos que escrevi nesse período, nasceu desse exercício. Volvidos nove anos, leio-o hoje como uma espécie de oração às avessas.

Imagem: William Cheselden. Esqueleto rezando. 1733

Vida de esqueleto II. O espelho, 30.09.2017

“Com os meus tamanquinhos. Socos quinhentistas

Trachtenbuch, de Christoph Weiditz, Germanisches Nationalmuseum Nürnberg, década de 1530
Dois dedos acima da lama, 30.09.2016

Pesadelos acordados

A próxima edição dos Serões dos Medos em Melgaço está programada para a noite de 23 de outubro. Entretanto, convém exercitar os neurónios. Assistindo, antes de deitar, a imagens de pesadelo, com música a condizer. Recomendo as pinturas grotescas, corrosivas e perturbadoras dos expressionistas alemães Otto Dix e Georg Grosz.

Imagem: Georg Grosz – Battalion of the Hole, 1948

A Falha Humana, 30.09.2012

morvida

Para os antepassados, a morte e a vida são contrários. Mas contrários muito próximos. Tão próximos que se entrelaçam. Ao extremo de a vida ter morte e a morte ter vida. Esta sabedoria exprime-se em esculturas, pinturas, gravuras e rosários. Por exemplo, nos quadros e nos pingentes em que metade do ser humano é pele e carne e a outra metade, esqueleto.

Imagem: Giuseppe Arcimboldo, Alegoria da Vanitas. 1580

Vida de esqueleto I: A carne e o osso, 26.09.2017

O mesmo e o outro. Sujeitos e homjetos

M.C. Escher, Bond of Union, 1956, Courtesy Bruce Silverstein Gallery

De vez em quando, acontece-me inventar palavras. Na maioria dos casos, já alguém o tinha feito. Por exemplo, “ninguenização”, palavra freia já cunhada no Brasil. Homjeto não significa nada. Nem sequer virando o dicionário do avesso. Mas não dizendo nada, diz o que parece: um misto de homem e coisa. Com a devida sonoridade. Que conste, não existe na internet. Por enquanto, a aberração é minha. Para quê homjeto quando já se diz homem objeto? Porque a expressão “homem objeto” continua a cavar uma dicotomia e a dar primazia ao homem. Não interessa! Seja como for, andamos rodeados, pelo menos desde a Idade Média, de homjetos. (Homjetos, 23.09.2012)

Ternura virtual, 26.09.2011
Homjetos, 23.09.2012
Pinguinhas, 26.09.2014
Pela diferença, 24.09.2014

Vamos brincar aos pensadores com imagens do inferno

“O que perturba a mente dos homens não são os eventos, mas os seus julgamentos sobre os eventos. Por exemplo, a morte não é nada horrível ou então Sócrates a teria considerado como tal. Não, a única coisa horrível sobre ela está no julgamento dos homens de que ela é horrível.”
(Epicteto, Manual: 5)

Imagem: Marten de Vos. Juízo Final. 1570. Detalhe

A ressurreição da imagem: Marten de Vos, 19.09.2017

Puzzles com corpos humanos

Philippe Halsman – Photo of salvidor dali In voluptate mors, 1951
Jogos de legos humanos, 15.09.2026

Artes

James Ensor. Esqueletos disputando um arenque fumado. 1891
O Louco e a Morte. Tendências do Imaginário, 12.09.2013
Dentro e fora da imagem. Tendências do Imaginário, 14.09.2011

Imaginação a dois

O mundo da realidade tem os seus limites; o mundo da imaginação não tem fronteiras (Jean-Jacques Rousseau)

A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro. (Albert Einstein)

Autodestruição. Tendências do Imaginário, 11.09.2018