Coro de bocejos. Dumb waiters

É um desconsolo terminar a leitura de um artigo muito referido sobre um tema de interesse com a impressão de não ter aprendido nada. Uma experiência deveras rotineira.
A alergia está a tornar-se fisiológica: abro a boca e fecho os olhos.
Ninguém morreu; apenas poesia
Pouco ou nada parece passar-se. Entretanto, o YouTube entende sugerir, de St. Vincent a Saint Saviour, músicas menos estreladas.
Fogo, Fumo e Cinzas

Fumar é atividade que ganha cada vez mais em ser relegada para a intimidade. Em público, acenam com a morte. O cigarro tornou-se o memento mori do século XXI: “mais um prego no caixão”; “fumar mata!”. Trata-se de uma sentença ritual bem-intencionada. Aliás, penso que se acredita que com boas intenções não se enche o inferno, mas se sobe a escada de Jacob. Apetece pedir também com amizade: “Já que vou morrer, deixem o prazer”. Mas contenho-me e agradeço com um sorriso penitente. Não me tenta incomodar os outros.
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Número e proporção de óbitos por algumas causas de morte, Portugal, 2023 e 2024 (Fonte INE)




Incontinência da violência

Se precisar da entrega ao domicílio de um volume de tabaco resulta difícil. Tenho que me deslocar, até numa cadeira de rodas, a espaços cada vez menos acessíveis. É pormenor de somenos consideração. Os missionários do bem entendem tutelar-me. Mas já a intrusão da violência, esteja onde estiver, dispensa qualquer pedido. Copiosa, insinua-se por todos os canais.
Com o anúncio / videoclip “Reward The Scars”, concluo esta incursão centrada no tema da violência. Temo enfartar! Não viro a página, apenas me disponho a saltar algumas.
A propósito, conhece o Renaud? Ainda vamos a tempo…
Vamo-nos deixando

Marianne Faithfull, nascida em dezembro de 1946, faleceu faz um ano, em janeiro de 2025. Continua a agradar-me, sem qualquer sombra de pecado.
Estranhamente, o Tendências do Imaginário contempla apenas duas canções dela: “As tears go by”, de 1964, e “This littel bird”, de 1965 (Marianne Faithfull). Acrescento “It’s All Over Now Baby Blue”, “Scarborough Fair”, “The Ballad Of Lucy Jordan”, “Guilt” e “She Moved Thru’ The Fair”.
Sereia das dunas
A Almerinda Van Der Giezen sugeriu-me o “Hymn to the Sea” interpretado pela londrina Andrea Krux. Em boa hora o fez porque estou possuído de preguiça e falho de inspiração. Seguem cinco canções, todas de curta duração.
Vida desconectada / Questões

The best thing you can find online is a reason to go offline (A melhor coisa que você pode encontrar online é um motivo para se desconectar da internet).
Eis o mote do anúncio da Pinterest [por quem Deus nos manda avisar] que se ganha em recordar todas as manhãs. Sou, por sinal, utilizador desta rede social que recomendo.
Tão bom que apetece repetir
Retomemos o saboroso e fabuloso anúncio tailandês “The Secret” para continuar a variar a música.
Literatura deitada

Desliga o telemóvel e vai para a cama com Shakespeare, Cervantes, Camões ou, eventualmente, Dante, Poe, Tolstói, Rilke…
Acompanha ou intervala com boa música. Por exemplo, a Dança Macabra (1874) de Camille Saint-Saëns bem interpretada pela Kamerton Orchestra from Koszalin Music School, da Polónia.
Eros ou Thanatos sobre ou sob os lençóis.
Imagem: Edvard Munch. Dança da Morte (Autorretrato). 1915

