Tag Archive | UK

Uma trinca no chocolate

Print Chocolat Fondant Kolher. By John Onwy 1930
O Chocolate e a Capuchinho Vermelho. Tendências do Imaginário, 11.09.2014

Anúncios extraordinários

Paolo de Matteis (1662-1728). Triunfo de Neptuno e Anfitrite. Barroco, Itália, Escola de Nápoles, Villa Margherita, Bordighera

Saiu um novo anúncio da Guinness: Made of Black (Gana). Um anúncio da Guinness costuma ser um acontecimento no mundo da publicidade. Por tradição, constam entre os melhores dos melhores. Recordo Sapeurs (2014), World (2009), Tipping Point (2007), Noitulove (2005), Lava (2002) e Surfer (1999). Este último somou prémios e foi considerado, em 2002, o melhor anúncio de sempre pelo Channel 4 e pelo Sunday Times. Os rankings valem o que valem, mas não deixam de valer o que valem.

O preto não é uma cor, é uma atitude!, 03.09.2014

Seguem três anúncios, todos com pós-produção da agência alemã Sehsucht. O primeiro, The Ultimate Visual Stimulant, é uma auto-promoção. Predominam as sensações, com uma exacerbada excitação dos sentidos. A agência pretende evidenciar a sua competência no domínio multimédia. / O anúncio Sounds of Summer, da Mercedes-Benz, convoca, através das sensações, emoções. No seu despojamento, os sons e as imagens despoletam sentimentos no espectador.  / O terceiro anúncio, Coop Evolution, do Swiss Bank Coop, apesar da criatividade visual ou graças a ela, mas com algum risco de distracção, apela à razão: prepara e promove uma ideia, um entendimento.

Sentidos, Emoção e Razão, 03.09.2013

O extraordinário é feito de pequenos nadas

O que há de comum entre um desodorizante, Axe, e uma bola de ténis, de Wimbledon? Ambos fazem voar: o desodorizante, uma mulher; a bola de ténis, um falcão de olho real.

Comprove no artigo A vida é feita de pequenos nadas, colocado no dia 22 de agosto de 2014.

A vida é feita de pequenos nadas. Tendências do Imaginário, 22.08.2014

Nascer na publicidade hipermoderna

MTS. Internet Baby. Creativeland Asia. Índia, 2014

Comparando as imagens do parto medieval com os vídeos actuais, constata-se uma mudança do olhar. As iluminuras medievais são sérias e realistas, os vídeos são fictícios e cómicos. Na Idade Média, o parto não dava vontade de rir. O parto bem-disposto é apanágio da Modernidade Avançada (…) Na Idade Média, tinha-se medo de não ter filhos e temia-se a morte durante o parto. Na modernidade, tem-se receio de ter filhos e os riscos de mortalidade durante o parto são ínfimos…

Seguem quatro anúncios deveras delirantes no artigo O parto na Modernidade Avançada, colocado no dia 18 de agosto de 2015.

O parto na Modernidade Avançada. Tendências do Imaginário, 18.08.2015

Cash, Nash e Nescafé

Nescafé. Sunrise. 1988

Ao resgatar os artigos Golpe de Misericórdia e Amanhecer, ambos colocados no dia 1 de agosto de 2015, aspiro prestar homenagem aos cantores Johnny Cash e Johnny Nash, bem como ao anúncio “Sunrise”, da Nescafé. Cada um à sua maneira, foram e são marcantes.

Pneus a toda a prova

Guardei para depois da meia noite a publicação do artigo Pneus Surrealistas (30.07.2015) com dois anúncios prodigiosos para os pneus Dunlop (1993): Tested for the Unexpected I e II, com música dos Velvet Underground e dos Doors.

Comer com os olhos na cama de Shakespeare

Lurpak. Adventure awaits. 2014

Tenho que ser mais comedido na recolocação de artigos antigos. Vou passar a fazer uma seleção da seleção. Hoje, cinco artigos merecem resgate. Retenho apenas dois, ambos de julho de 2014. Os restantes ficam à espera de ser, eventualmente, colocados em 2027, se os deuses quiserem! Os anúncios “Adventure awaits”, da Lurpak, no artigo Comer com os olhos, e ” There’s no bed like home”, da IKEA, no artigo A cama de Shakespeare, são ambos espetaculares, sobretudo do ponto de vista estético.

Macacos me mordam! Surpresas e sustos

Ao Daniel N.

São amoras, senhor/a, amoras! Maduras e negras, prontas a ser devoradas, com picadas e nódoas nos dedos. Não paro de recuperar e gravar vídeos. Fabulosos, por sinal! Por esta altura, em julho de 2013, andava, provavelmente, virado do avesso. Torrado em Braga à espera de Moledo, a escrita resultava retorcida e afiada, carregada de cinismo e ironias sarcásticas.

Imagem: Frida Kahlo – Autorretrato con Changuito,Frida, 1945. MuseoDolores Olmedo,

Mas, senhor/a, se o texto é silvestre, os vídeos contemplados nos artigos seguintes são uma maravilha: um amor de amoras. A pedir por mais. Se emagrecer… e Anomalia foram colocados no mesmo dia, 13 de julho de 2013; Apanhados, esquecido, no dia 11 de julho de 2015.

Abrenúncio

Estas leituras estão-me a dar nó em cima de nó. Sem entrançar! Demasiada luz alheia e escuridão própria. E não há lua que me alivie. Nestes casos, importa digerir lentamente, mas, mística e labiríntica, esta absorção não é pera doce. Sinto-me ignorante e sem discernimento. Se não considerasse necessária a penitência, diria que estou a ficar masoquista. Assim, temo as consequências. Abrenúncio! Talvez seja a falta de coca-cola…

Este estado de desgraça conduziu-me a experimentar a visualização de uma amostra de progressivo. O Tendências do Imaginário contempla apenas três canções dos Genesis: a primeira, “I know What I Like”, num artigo de 2014 (https://tendimag.com/2014/08/27/genesis/).; as seguintes, “Dancing with the Moonlit Knigh” e “The Carpet Crawlers”, noutro, de 2016 (https://tendimag.com/2016/07/05/genesis-2/). O link das duas primeiras foi, entretanto, desativado. Recoloco duas, por sinal, excelentes interpretações ao vivo.

Genesis – Dancing with the Moonlit Knigh. Selling England by the Pound. 1973. Live at Shepperton Studios 1973
Genesis – I know What I Like. Selling England By The Pound. 1973. Live at Shepperton Studios 1973

Às voltas. O Ouroboros

Desenho de Ouroboros de um manuscrito alquímico grego bizantino do final da Idade Média . Cópia de 1478. Original atribuído a Estéfano de Alexandria, data do século VII

A propósito da folia, música e dança de origem portuguesa (ver A folia portuguesa), comentou-se que continuava a inspirar novas versões, aludindo a Rita Ribeiro a um grupo célebre, sem, contudo, se lembrar do nome. Tão pouco consigo adivinhar.

Posteriormente, acudiu-me que a Rita talvez estivesse a pensar nos britânicos Penguin Cafe Orchestra. Por acaso, dias antes, ao escutar o álbum Ummagumma (1969), dos Pink Floyd ,tinha-me ocorrido que a música “The Narrow Way, Part I” prenunciava um pouco o estilo dos Penguin, cujo primeiro álbum, Music from the Penguin Cafe, foi lançado em 1976.

Pink Floyd – The Narrow Way (Part 1). Ummagumma, 1969

Às voltas com a noção de circularidade na teoria do imaginário do Gilbert Durand, a música Perpetuum Mobile, dos Penguin, acabou, também, por ressoar nos meus ouvidos.

Enfim, penso ilustrar, numa próxima comunicação, a referida noção de circularidade com a gravura do M. C. Escher “Um Encontro” (1944), que, por sinal, é capa do livro da Rita As lições dos aprendizes (2001)…

M.C. Escher – Um Encontro, 1944

Tantas voltas que a serpente, o Ouroboros, dá! Até acaba por morder a própria cauda, renovando o ciclo.

Penguin Cafe Orchestra – Perpetuum Mobile. Signs of Life, 1987. Ao vivo TivoliVredenburg. Colocado em 2020
Penguin Cafe Orchestra – Prelude and Yodel. Broadcasting from Home, 1984.
Penguin Cafe Orchestra – Air à Danser. Music from the Penguin Cafe, 1981. On Tue 25 February 2014 at The Queen’s Hall, Edinburgh