Macacos me mordam! Surpresas e sustos
Ao Daniel N.

São amoras, senhor/a, amoras! Maduras e negras, prontas a ser devoradas, com picadas e nódoas nos dedos. Não paro de recuperar e gravar vídeos. Fabulosos, por sinal! Por esta altura, em julho de 2013, andava, provavelmente, virado do avesso. Torrado em Braga à espera de Moledo, a escrita resultava retorcida e afiada, carregada de cinismo e ironias sarcásticas.
Imagem: Frida Kahlo – Autorretrato con Changuito,Frida, 1945. MuseoDolores Olmedo,
Mas, senhor/a, se o texto é silvestre, os vídeos contemplados nos artigos seguintes são uma maravilha: um amor de amoras. A pedir por mais. Se emagrecer… e Anomalia foram colocados no mesmo dia, 13 de julho de 2013; Apanhados, esquecido, no dia 11 de julho de 2015.
Formiguinha autocarregada

Hoje, pareço uma formiguinha atarefada a carregar artigos do passado para o presente. Entre 2012 e 2020, publiquei muitos artigos dignos de resgate. Já “despachei” quatro. Seguem mais dois dedicados à música: Contudo, tu moves-te!, de 2013, com os Pink Floyd, e Ler também cansa, de 2018, com Ennio Morricone. Lá para a meia-noite, talvez coloque um derradeiro. O mais sério de todos.
O Poder do Colo

O artigo O Corpo e a Imagem, colocado há doze anos, dispensa comentários adicionais. Apenas o seguinte: o vídeo com o anúncio “The Power of Love”, da Telco Dtac, já não estava disponível; foi, porém, fácil recuperá-lo; gravei-o no disco duro com as relíquias do Tendências do Imaginário; pelo prazer.
Imagem: Guido Reni – São José com o Menino Jesus. Década de 1620. Museu Hermitage
Marcadores e post its

Os marcadores são úteis para relevar detalhes que arriscam permanecer diluídos. Por exemplo, as mulheres notáveis nas fotografias coletivas da campanha “Highlight the Remarkable”, da Stabilo Boss (artigo Mulheres protagonistas, colocado em 10 de julho de 2018).
Por seu turno, os post its prestam-se ao registo de pequenos apontamentos, tais como as lições de “civilidade pueril” publicadas por Erasmo de Roterdão em 1530 (artigo Boas maneiras: os conselhos de Erasmo, colocado em 10 de julho de 2019).
Imagem: Sonia Delaunay – Figurino para “La danseuse aux disques”, 1923
Sopro anímico

Existem situações em que, para nos levantar, não é preciso um guindaste para carregar o corpo; basta uma ligeira aragem que estremeça as asas.
Recoloco, revisto, com as passagens em inglês traduzidas, o artigo ” Momento de felicidade. ‘já me lembrei, já me esqueci'”, publicado há dez anos, no dia 29 de junho de 2016.
Lavar na lama

“Onde há sujidade, há sistema” (Mary Douglas. 1966. Purity and Danger, Frederick A. Praeger, New York, p. 36)
Retomo o artigo desconcertante “Lama, excrementos e porcos” , de 26 de junho de 2016, revisto.
Imagem: Mary Douglas
Pensamento lapidar

Às vezes, peco. Sinto uma ponta de orgulho no que publiquei. Em Música, envelhecimento e desativação, de 14.06.2022, surpreende a frase lapidar: O “envelhecimento” é um processo coletivo. É menos o indivíduo que envelhece e mais a sociedade que o envelhece. Desativa-o! Não surge por acaso: destilação pura de uma preocupação demoradamente incubada.
Vincent Van Gogh – At Eternity’s Gate, 1890


