Vida desconectada / Questões

The best thing you can find online is a reason to go offline (A melhor coisa que você pode encontrar online é um motivo para se desconectar da internet).
Eis o mote do anúncio da Pinterest [por quem Deus nos manda avisar] que se ganha em recordar todas as manhãs. Sou, por sinal, utilizador desta rede social que recomendo.
Humor rápido
As melhores piadas costumam ser as mais curtas.
Feliz Páscoa!
Quando era jovem

Para ver o que não se vê, é preciso ser um pouco cego; para o mostrar a quem não quer, um solitário obtusamente solidário; para não se ofuscar, semicerrar os olhos e para comunicar, congeminar interlocutores.
Quem recuperaria o Neil Diamond ainda jovem? Pois, ei-lo a interpretar ao vivo “Holy Holly”, no The Ed Sullivan Show, da CBS, em 1969, e “I Am… I Said” e “Solitary Man”, na BBC, em 1971.
Passado sem Presente
Recordo
Todos aqueles momentos
Perdidos no encantamento
Que jamais
Reencontraremos
Não existe hoje para nós
Nada mais
A partilhar
A não ser o passado
(Roxy Music. Tradução livre)

Há dias, escrevi que os testemunhos dos tempos áureos da cultura europeia acabam por proporcionar um sabor agridoce. Estou longe de ser o único, e ainda menos o primeiro, a incubar semelhante sentimento. Por exemplo, “A Song For Europe”, dos Roxy Music, aponta claramente no mesmo sentido. Há mais de meio século.
Alterações climáticas. Hipocrisia
Eis um anúncio da Greenpeace deveras oportuno. Em diversos tempos e escalas. Por cá e alhures.
A Eni, uma das maiores empresas de petróleo e gás do mundo, está a utilizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno para maquilhar a sua destruição provocada pelos combustíveis fósseis.
Não se pode proteger os desportos de Inverno enquanto um dos maiores patrocinadores dos Jogos estiver a alimentar a crise climática.
Os poluidores não devem subir ao pódio nos Jogos. É tempo de o Comité Olímpico Internacional abandonar o patrocínio do petróleo e do gás.
A beleza masculina na publicidade
A beleza física não é apenas um atributo do gineceu, mas também do androceu, bem como do andrógeno. A publicidade que o diga! Entre muitos outros, o anúncio “Novo Malbec Black Legend | Uma lenda sempre reconhece a outra”, da marca O Boticário, revela-se um excelente exemplo.

Beleza masculina para um produto destinado a homens?! Não é de estranhar. Ocorre o mesmo com os outros géneros. Por exemplo, belezas femininas para produtos destinados a mulheres. Homossexualidade? Nem por isso… Provavelmente, está em jogo um desígnio de projeção e, se possível, de imersão ou envolvimento Quer-se o eu a reconhecer-se, senão sentir-se, no outro.
Subsiste, porém, uma leitura alternativa, não incompatível. Algures, não sei onde, nem quando, mas há quase duas décadas, escrevi o seguinte:
Vários estudos sustentam que a maior parte das compras não se destinam ao próprio, mas a outros. Acresce que quando uma pessoa decide uma compra convoca, frequentemente, o olhar, o gosto e o interesse, de outrem. O ato de comprar encerra, assim, uma componente sacrificial. Quando alguém compra, entrega-se. A compra é uma dádiva de si, que se agudiza nos picos convencionais de generosidade como o Natal. Os anúncios prestam-se a dar uma mão!” (Compra sacrificial).
Comprador e consumidor nem sempre coincidem. Aliás, mesmo quando se compra para si pode ocorrer influência alheia, o dito espelho dos “outros significativos”. O público alvo dos anúncios pode resultar menos quem usa e mais quem interfere na escolha. Se for, por exemplo, a companheira, um toque atraente de masculinidade pode fazer a diferença.
Em termos de género, a publicidade a cosméticos e produtos de beleza tende a ser, não unívoca nem unissexo, mas multidirecional ou ambivalente.
AlmapBBDO, São Paulo. Brasil, janeiro 2026
Este anúncio é sedução pura. Com imagens surpreendentes, a imersão é fatal, inevitável. Confesso que não sabia quem ele era [o ex-jogador de futebol brasileiro Kaká], mas não importou. Mas para o homem que gosta de desporto, importa! É uma mescla de 007 com o homem comum, e ainda assim, extraordinário!
Um anúncio fantástico!
E se restar qualquer dúvida, eu fiquei seduzida. Sim, compraria para alguém.
(Almerinda Van Der Giezen, 15.02.2026)
A Bela e a Música. Monica Bellucci
A Bela e a Música ou a Música e a Bela? Monica Bellucci é um caso à parte: sedutora, consegue despertar todo o sistema neuronal.
Monica Anna Maria Bellucci (Città di Castello, 30 de setembro de 1964) é uma atriz e modelo italiana, conhecida internacionalmente por seus filmes na Europa e em Hollywood, e também pela sua carreira iniciada como modelo de grandes desfiles de moda europeus e grifes sofisticadas como Dior e Dolce e Gabbana, nos anos 1980 e 90. É considerada pela revista norte-americana Variety como “o último mito erótico” e a herdeira de divas italianas do cinema como Sofia Loren, Gina Lollobrigida, Claudia Cardinale e Silvana Mangano. (…) Fluente em italiano, inglês e francês, com bom conhecimento do espanhol e razoável português (…), em 2016 comprou um apartamento no histórico bairro do Castelo, em Lisboa (Wikipedia, 03.02.2026).
Para variar, seguem quatro vídeos com a Monica Belluci.
Sem limite de idade

Escrevi pelo menos sete artigos dedicados à estratégia publicitária da Dove (para aceder aos artigos, carregar no título):
- A beleza que toca o coração
- A mulher real
- Beleza real
- A beleza da coragem
- Estética de género
- A beleza como obrigação
- Publicidade simpática
Confunde-se muitas vezes envelhecimento com desvitalização. Mas a vida não tem idade — apenas a morte traça um fim. Parece ser este o mote do anúncio “Beauty has no age limit”, da Dove. O que vale para as pessoas vale para as comunidades: uma comunidade envelhecida não é uma comunidade sem vida.
Adaptação

O anúncio indiano “Har Koi Peera Lahori Zeera 2.0”, da Lahori Zeera, aproxima-se mais da teoria da evolução de Lamarck do que da de Darwin: os seres humanos adaptam-se em vida aos novos requisitos ambientais, inclusivamente decorrentes das suas próprias inovações, tais como a bebida direta pela garrafa em todas as circunstâncias.
