Mondar barreiras, jardinar laços

La liberté c’est pouvoir choisir ses chaînes / A liberdade é poder escolher as suas correntes (AG)
Ultrapassar barreiras é um dos atributos do espírito do Natal, desígnio cada vez mais difícil de alcançar. No anúncio “The Cell”, a Lidl imaginou uma ceia partilhada pelo carcereiro e pelo prisioneiro.
Os alunos da Academia Sénior deram-me uma aula extraordinária: contos, crenças, lembranças, testemunhos, cânticos, poemas e ensaios sobre rituais coletivos homólogos do Natal (de comunhão, iluminação e esperança) através dos tempos e das religiões.
Chegado a esta idade, faltava-me uma experiência: participar num grupo, cuja motivação principal, senão única, consiste em aprender, estar e fazer em conjunto. Uma novidade e um gosto.
A união faz a resistência

Perante inclemências tão intempestivas e adversas, estar juntos protege-nos! Um anúncio extraordinário como este só vindo de longe, do Japão. Obrigado Almerinda Van Der Giezen, pela inesperada viagem no espaço e no tempo.
Heróis anónimos do rock progressivo

O concerto dos Camel, “heróis [quase] anónimos do rock progressivo”, um dos meus grupos prediletos dos anos setenta, no Royal Albert Hall, no dia 17 de setembro de 2018, impressiona a vários títulos. Não tanto pela idade de alguns membros: Andrew Latimer, a figura principal, ronda os 70 anos de idade. Habituámo-nos a ver cantores e membros de bandas clássicos dos anos sessenta e setenta a continuar ativos com rugas e cabelos brancos (ver Entrar na idade). Não consigo esquecer o Leonard Cohen (ver Coro Salgado).
O concerto dos Camel no Royal Albert Hall é notável pela prestação e pelo ambiente. Por um lado, a fidelidade em relação à gravação em estúdio e a concentração dos intérpretes. Nenhum improviso, nenhuma agitação corporal. A exemplo de grupos como os Moody Blues ou os Pink Floyd e não os Rolling Stones. Por outro, o público permanece sentado, silencioso, sem grandes efusões e gesticulações rituais. Não fosse o tipo de música e lembraria o mais clássico dos concertos clássicos.
Segue uma sequência de três canções: da quarta à sexta do DVD com o concerto: “Spirit of the Water”, “Another Night” e “Air Born”, por sinal, ainda não colocadas no Tendências do Imaginário.
O radar com brinco de ouro
Existem músicas com mais de cinquenta anos que o nosso corpo ainda se recorda. É o caso de “Radar Love” (1973), dos neerlandeses Golden Earring, ativos entre 1961 e 2021.
Às voltas. O Ouroboros

A propósito da folia, música e dança de origem portuguesa (ver A folia portuguesa), comentou-se que continuava a inspirar novas versões, aludindo a Rita Ribeiro a um grupo célebre, sem, contudo, se lembrar do nome. Tão pouco consigo adivinhar.
Posteriormente, acudiu-me que a Rita talvez estivesse a pensar nos britânicos Penguin Cafe Orchestra. Por acaso, dias antes, ao escutar o álbum Ummagumma (1969), dos Pink Floyd ,tinha-me ocorrido que a música “The Narrow Way, Part I” prenunciava um pouco o estilo dos Penguin, cujo primeiro álbum, Music from the Penguin Cafe, foi lançado em 1976.
Às voltas com a noção de circularidade na teoria do imaginário do Gilbert Durand, a música Perpetuum Mobile, dos Penguin, acabou, também, por ressoar nos meus ouvidos.
Enfim, penso ilustrar, numa próxima comunicação, a referida noção de circularidade com a gravura do M. C. Escher “Um Encontro” (1944), que, por sinal, é capa do livro da Rita As lições dos aprendizes (2001)…

Tantas voltas que a serpente, o Ouroboros, dá! Até acaba por morder a própria cauda, renovando o ciclo.
O feitiço das castanhas
O feitiço das castanhas
Projetava colocar hoje uma música do Mozart, mas fui a um magusto no Mosteiro de Tibães. Encontrei velhos amigos e até antigos alunos. Regresso jovial e prazenteiro, inebriado pela positividade simbólica das castanhas. Tenho vindo a colocar artigos que, por qualquer motivo, convocam a Alemanha. Pois lembrei-me dos Scorpions, o grupo rock alemão com maior reputação internacional no século passado, cujas baladas se prestam a uma dança com uma parceira imaginária.
Cantoria animal na publicidade 3
No anúncio “Rock Me Gently”, a Jeep (Liberty) arrisca uma composição coral dramatizada em crescendo com vozes de uma grande diversidade de animais que se introduzem progressivamente no palco, palco que é o próprio interior da viatura.
Cantoria animal na publicidade 1
É raro mas acontece as grandes marcas investirem em anúncios com coros bestiais. Encontrei uma boa mão-cheia. Segue o primeiro com um “cover” dos Queen em que a Honda Ridgeline apostou no Super Bowl 2016.
Banda filarmónica em hotel do Peso

Ao Valter Alves
Hoje, domingo, deu-me para arrumar um disco duro. Abri uma pasta cujo nome não me permitia adivinhar o conteúdo. Surpreenderam-me várias imagens das Termas do Peso, provenientes do Arquivo Municipal de Paredes de Coura, cujo conhecimento me foi proporcionado, há bastante tempo, por uma amiga, a Fátima Cabodeira. Retenho, em particular, duas fotografias antigas com uma banda filarmónica, durante a monarquia, a julgar pelas bandeiras, num dos hotéis, creio que o Novo Hotel Quinta do Pezo (Figueiroa), da autoria do fotógrafo Adolfo Gonzalez, de Entrimo. Talvez o Válter Alves queira acrescentar mais informação.



