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Todos envelhecemos

Peter Paul Rubens, Head of an Old Woman (1612)

Todos envelhecemos, mas nem por sombras deixamos de viver.

O eclipse da velhice, 24.10.2017
Filhos da madrugada, 07.11.2017

Três de uma vez

Gustav Vigeland – Man and woman, 1905. National Gallery Osl

Seguem três artigos: os primeiros pelas imagens e o último pelas músicas.

O último beijo, 19.10.2018
Na mão de Deus, 20.10.2018
A dança da consciência

Canções de perda e mágoa

Pablo Picasso – O Enterro de Casagemas (detalhe), 1901, 1881-1973. Paris, Musée National d’Art Moderne
Mais do mesmo: canções de perda e mágoa, 17.10.2018

Mantos de dor

Gian Lorenzo Bernini – Beata Ludovica Albertoni, 1671-74
Dobras de sofrimento, 15.10.2018

Entre a Vida e a Morte. O Galo

O Galo e a morte. A arte de morrer, 13.10.2017

Oração às avessas. Vida de esqueleto II

Em 2017, sentia a morte rondar-me. Os três anos seguintes foram de aproximação paulatina, mas iniludível. Em vez de a esconjurar, optei por me familiarizar com ela. Vida de esqueleto II. O espelho, como muitos outros textos que escrevi nesse período, nasceu desse exercício. Volvidos nove anos, leio-o hoje como uma espécie de oração às avessas.

Imagem: William Cheselden. Esqueleto rezando. 1733

Vida de esqueleto II. O espelho, 30.09.2017

Pesadelos acordados

A próxima edição dos Serões dos Medos em Melgaço está programada para a noite de 23 de outubro. Entretanto, convém exercitar os neurónios. Assistindo, antes de deitar, a imagens de pesadelo, com música a condizer. Recomendo as pinturas grotescas, corrosivas e perturbadoras dos expressionistas alemães Otto Dix e Georg Grosz.

Imagem: Georg Grosz – Battalion of the Hole, 1948

A Falha Humana, 30.09.2012

Uma vida por viver

Angel. Brompton Cemetery, London, England, UK

No final da Idade Média, acreditava-se que, na hora da morte, os moribundos reviviam os momentos mais marcantes de suas vidas. Esta crença não desapareceu. O anúncio Una vida por ver, da Movistar, operadora de telemóveis ibero-americana, é distinto. Não se trata de uma “revisão do passado” mas de uma “visão do futuro”, da vida que a morte amputou. Não é um rewind nem um forward, mas um retrocesso do futuro para o presente. (A família, um valor tradicional, 27.09.2018)

A família, um valor tradicional, 27.09.2018

Felicidade felina

Iluminura. The Bodley Bestiary (England, 1226–1250)

Os gatos são como a felicidade. Sabe-se quando se afastam, não se sabe quando voltam (Albertino Gonçalves, 2019)

Os gatos são como a felicidade, 27.09.2019

morvida

Para os antepassados, a morte e a vida são contrários. Mas contrários muito próximos. Tão próximos que se entrelaçam. Ao extremo de a vida ter morte e a morte ter vida. Esta sabedoria exprime-se em esculturas, pinturas, gravuras e rosários. Por exemplo, nos quadros e nos pingentes em que metade do ser humano é pele e carne e a outra metade, esqueleto.

Imagem: Giuseppe Arcimboldo, Alegoria da Vanitas. 1580

Vida de esqueleto I: A carne e o osso, 26.09.2017