O Animal Político

A democracia é, por(des)ventura, o único regime político que se suicida. Os demais morrem contra a sua própria vontade.
Porcos, Famintos e Promíscuos. Memórias de Vilar de Mouros 1971

Proporciona-se juntar os artigos A decomposição da realidade e a recomposição da ilusão, de 24.09.2015, e Porcos, Famintos e Promíscuos, de 25.09.2013. Em agosto de 1971, estreou o álbum Who’s next, dos The Who, e realizou-se o Festival de Vilar de Mouros.
Dia após dia, durante mais de 15 anos, o Tendências do Imaginário foi compondo um arquivo que contribui, ao seu jeito, para a memória coletiva. Porcos, Famintos e Promíscuo consta entre os artigos que considero relevantes.
Trata-se de um arquivo que importa preservar. Seria lamentável perdê-lo na sequência de um sempre possível “acidente digital”. Dediquei os últimos quatro meses à sua restauração. Penso continuar. Mas é uma tarefa que consome demasiado tempo e que colide com outras atividades, porventura mais empolgantes.
O mensageiro da nova morte

Convém não esquecer. São tantas os episódios que importa não esquecer. A pandemia da Covid-19, destaca-se. O artigo Sem salvação, de 23 de setembro de 2020, constitui uma memória. Dediquei, então, à pandemia os textos “Nem a morte nos reúne” e “A morte infeciosa”, compilados no ensaio “Covid-19: o mensageiro da nova morte”. Embora não muito mal escritos, abusam do sociologuês, seguindo o meu ritmo de pensamento sem cuidar do leitor. Na verdade, já tinha perdido o treino do diálogo muito antes da pandemia. Anexo o texto.
Superação

“O indivíduo estigmatizado pode, também, tentar corrigir a sua condição de maneira indireta, dedicando um grande esforço individual ao domínio de áreas de atividade consideradas, geralmente, como fechadas, por motivos físicos e circunstanciais, a pessoas com o seu defeito. Isso é ilustrado pelo aleijado que aprende ou reaprende a nadar, montar, jogar tênis ou pilotar aviões, ou pelo cego que se torna perito em esquiar ou em escalar montanhas.” (Erving Goffman, Estigma, 1963)
A perder também se aprende

Os pais vivem mais através dos filhos do que os filhos através dos pais.
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