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Memória, para que te quero?

Salvador Dali – The Disintegration of the Persistence of Memory, 1954

“Não fosse a Dra. Aida Mata convidar-me para uma comunicação sobre a memória num encontro no Mosteiro de Tibães, este texto nunca teria sido escrito. Pouco se perdia!”. Quando nos convidam para falar sobre um determinado tema, convém partilhar algo diferente, com marca própria, mas, de preferência, despretensioso. Não é nada fácil. A inspiração na experiência pessoal, quando existe, pode proporcionar uma chave… para uma ilusão de sabedoria.

O nariz de Cleópatra: o presente no passado. Tendências do Imaginário, 06.09.2018

Com a desigualdade na lapela

William Hogarth – Captain Lord George Graham in his Cabin, ca. 1745

Um artigo para pensar um pouco no muito que já se sabe.

Riqueza vaidosa. Tendências do Imaginário, 29.08.2020

Nazismo e antitabagismo

German anti-smoking campaign poster, ca. 1940
Antitabagismos. Uma nota histórica parcelar. Tendências do Imaginário, 26.08.2026

Filis a cavalo de Aristóteles

Hans Burgkmair (1473–1531) - Aristotle and Phyllis. The Metropolitan Museum of Art

“Na lenda de Fílis e Aristóteles, o amor e o erotismo vencem o político e o sábio. A imagem de Fílis a montar Aristóteles, com trejeitos de sadomasoquismo, tornou-se célebre, em particular, na Idade Média e, sobretudo, no chamado Renascimento do Norte.”

Imagem: Hans Burgkmair (1473–1531) – Aristotle and Phyllis. The MET

O imaginário medieval é fantástico!

Morte, erotismo e política. Tendências do Imaginário, 21.08.2016

Pedidos de casamento

Isla de Aruba. Destino de lua de mel
Inversão de papéis. Tendências do Imaginário, 20.08.2018

Por uma Sociologia da Beleza

William Blake – A Noite da Alegria de Enitharmon, 1795. Tate Britain, London

Por que motivo não existe uma sociologia da beleza? A sociologia engloba tantas especialidades: o corpo, a moda, o lazer, o desporto, o quotidiano, a família, o género, a educação, a arte, a cultura, o poder, as desigualdades, o envelhecimento, a comunicação, as minorias… E não sobra um lugar para uma sociologia da beleza.
Sinto a falta de uma sociologia da beleza. Ajudaria a perceber, por exemplo, o anúncio “Encontro”, da empresa brasileira Marisa (…) Tanta beleza! Só beleza. Com preguiça mental, deduzo que aquela roupa exibida pelos modelos se destina a mulheres igualmente belas. Será que a beleza das modelos influencia a escolha das pessoas? Por toque de beleza? Um “não-sei-quê” que faz a diferença? Por magia? A beleza é dúctil como o ouro.

Um toque de beleza. Tendências do Imaginário, 16.08.2019

O Rei dos Parvos

Nunca subestimem o poder da estupidez humana (Robert Heilein).
São inúmeros os nomes atribuídos à sociedade contemporânea. Sociedade parva também cabe na lista. Somos uma SARL: Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada. O anúncio brasileiro Be an asshole, da Sociedade dos amigos da Amazónia, é uma boa introdução à estupidez, à inércia e à dissipação humanas. (Estúpidos, 21.08.2017).

imagem: George Grosz – The Grey Man Dances, 1949

Estupidez global. Tendências do Imaginário, 14.08.2019
Georges Brassens – Le Roi (des Cons). Fernande, 1972

A Mãe, o Sol e a Lua

A Virgem Maria costuma ser associada ao sol, à lua e às estrelas, nomeadamente nas imagens como Virgem do Apocalipse e Virgem da Lua Crescente. Na imagem da Virgem da Humildade de Fra Paolo Serafini da Modena, o redondo no canto inferior esquerdo parece representar um eclipse.

Há dias, no 9 de agosto, foi o dia dos pais no Brasil. “Só não são todos dias da mãe porque alguém se lembrou de decretar um dia especial. A relação com a mãe desdobra-se numa tensão entre união e separação, em que vibram as cordas tangíveis do coração: sensação, sentimento e emoção. Com a emigração e com a guerra colonial, exacerbou-se esta tensão. Multiplicaram-se os poemas e as canções. Poemas e canções que faziam chorar, perto e longe. Há pessoas que ainda agora se comovem ao ouvir estas músicas.”

A Mãe e a Guerra. Tendências do Imaginário, 12.08.2018

Humor britânico com vinho do porto e cigarro

Cockburn’s. Quinta dos Canais. Rio Douro

Vícios e tentações que não nos largam… E os muros que resistem!

Brincar com coisas sérias

Andy Cap. Em Portugal, Zé do Boné. Figura criada pelo inglês Reggie Smyth nos anos 1950

Aqui jaz o Zé Fumega. Uma morte, milhentas causas! Um desperdício de pregos para um único caixão. Cruzes, canhoto!