Arquivo | Festival RSS for this section

Caroline Dale, uma violoncelista versátil.

Man Ray. Le Violon d’Ingres. 1924.

Caroline Dale, “a masterly exponent of the cello” (Daily Mail), nascida em 1978, é uma compositora e violoncelista britânica com formação e repertório clássicos. Não desdenha, porém, participar em músicas e concertos rock. Colaborou com os Led Zepplin, os Oasis, Nigel Kennedy, Robert Wyatt, Sinéad O’Connor e os U2. Acrescem David Grey e David Gilmour. Aparece, por exemplo, no concerto ao vivo de David Grey em Dublin em 2011 (ver o primeiro vídeo do artigo David Grey: Alma e Coração). Atuou em vários concertos com David Gilmour (ver vídeo 4); a música Babbie’s Daughter (vídeo 3) foi composta por David Gilmour que a acompanha na guitarra. Seguem três músicas do álbum Such Sweet Thunder, publicado em 2002, e o vídeo de David Gilmour, Shine on Crazy Diamond, ao vivo em 2001.

,

Caroline Dale. Elevazione. Composição de Domenico Zipoli (1688-1726). Such Sweet Thunder. 2002.
Caroline Dale. Vivaldi concerto in G minor for two cellos: Allegro Non Molto. Such Sweet Thunder. 2002.
Caroline Dale. Babbie’s Daughter. Composição de David Gilmour. Such Sweet Thunder. 2002.
David Gilmour. Shine on Crazy Diamond. Ao vivo: Meltdown Concert Royal Festival Hall, Londres, Junho 2001.

Um homem singular

A Single Man. 2009.

O Tendências do Imaginário não inclui nenhuma música da excelente banda sonora do filme A Single Man (2009), composta por Abel Korzeniowski e Shigeru Umebayashi. Escuto o disco com bastante frequência. Por isso mesmo, convenci-me que já o tinha colocado. Mais vale tarde do que nunca. É difícil escolher esta ou aquela faixa. Nenhuma se destaca. Todas possuem respiram qualidade. Das 19 músicas, seguem quatro: três de Korzeniowski (Stilness of the Mind; Daydreams; e Swimming) e uma de Umebayashi (George’s Waltz).

A Single Man. Stilness of the Mind. Compositor: Abel Korzeniowski. 2009. Festiwal Muzyki Filmowej 2017.
A Single Man. Daydreams. Compositor: Abel Korzeniowski. 2009.
A Single Man. Swimming. Compositor: Abel Korzeniowski. 2009. Festiwal Muzyki Filmowej 2017.
A Single Man. George’s Waltz (2). Compositor: Shigeru Umebayashi. 2009.

Oscilações

Existe muita gente que anda a perder o que procura (Albertino Gonçalves).

Há estrelas cadentes. E descendentes. Fugazes como relâmpagos. Sobem, brilham e caem. Como relâmpagos. Na minha cabeça, naturalmente. Há muito não escuto música do Moby. Ando distraído. Seguem três canções, aparentemente, menos circuladas. Todas do álbum Hotel (2005).

Moby. Hey Dream About Me. Hotel. 2005. Live Hotel Tour 2005.
Moby. Slipping Away. Hotel. Hotel. 2005. Live Hotel Tour 2005.
Moby. Love Should. Hotel. 2005..

Santana

Carlos Santana. Woodstock.

Bom dia, nostalgia. Samba pa ti foi, a seu tempo, uma forma de vida.

Carlos Santana. Samba pa ti. Abraxas. 1970. Ao vivo em Montreux. 2011. Com 64 anos de idade.

Eletrónica alemã

Os Tangerine Dream e o ex-membro Klaus Schulze constituem figuras cimeiras do rock progressivo eletrónico alemão. Os Tangerine Dream remontam a 1967; Klaus Schulze iniciou a carreira a solo em 1971. Ambos permanecem ativos. Merecem-me um gosto reticente mas indelével, num recanto de memória inconfundível. Retenho dois vídeos musicais dos Tangerine Dream. O Klaus Schulze aguarda a sua vez.

Tangerine Dream. Logos. 1982.
Tangerine Dream. Code to Zero. Dream Mixes 5. 2010.

The Silent Box

The Silent Box.

Algo mudou na música pop no que respeita aos protagonistas? Terão as bandas perdido algum protagonismo em relação aos intérpretes individuais? No Billboard de 1968, nos 25 primeiros, constavam 14 bandas e 11 intérpretes individuais (inclui os duo). Cinquenta anos depois, em 2018, nos 25 primeiros, constam 6 bandas e 19 intérpretes individuais. Subsistem, porém, muitas bandas. Os The Silent Box é uma banda de Braga, com repertório original, consistente e promissora. O vocalista é um caso sério. Retenho três músicas. Acabam de publicar Hold On  (2021). Acrescento Aftermath, do EP “I.N.T.R.O” (2019) e a atuação ao vivo no Braga Sounds Better 2018.

Hey ! We are a band from Portugal. The project goal is to create music with a wide spectrum of styles, with the majority of the influences being on the Indie, Alternative and Blues areas of Rock music (The Silent Box).

The Silent Box. Hold On. Vídeo musical. 2021.
The Silent Box. Aftermath. “I.N.T.R.O.”. 2019.
The Silent Box. Ao vivo: Braga Sounds Better. 2018.

GUIMARÃES JAZZ 2020

GUIMARÃES JAZZ 2020

Apesar da pandemia, ocorreu, de 12 a 22 de novembro de 2020, a 29ª Edição do Guimarães Jazz. Os obstáculos requerem engenho e inovação. Recorrendo sobretudo a músicos portugueses e estrangeiros a residir em Portugal, o Festival assumiu

um olhar mais alargado do que o habitual sobre o panorama musical nacional, catalisando novas colaborações e suscitando diferentes aproximações artísticas. Apesar das limitações impostas pelas contingências, o Guimarães Jazz mantém-se fiel à sua identidade, sustentada no ecletismo e numa grande abertura estilística e geracional” (Ivo Martins).

A proximidade de um festival com a qualidade e a originalidade do Guimarães Jazz é uma bênção. Apetece acreditar que a cultura está ao nosso alcance. “Pula e avança como uma bola colorida ” (António Gedeão, Pedra Filosofal).

GUIMARAES JAZZ 2020 | Aftermovie. A Oficina. 2020.

Exaltação coletiva

A Alemanha é país de boa música. Mesmo quando o pop britânico dominava os tops, a Alemanha patenteava músicos e bandas de vulto. Recordo o Klaus Schulze, os Tangerine Dream, os Kraftwerk, os Can, os Nektar ou os Triumvirat. Na atualidade, a música alemã atravessa um bom momento. Algumas bandas inspiram-se na música medieval ou na fantasia. Notável é a interação com o público. Nada de novo, mas sempre surpreendente. Todos juntos, todos mobilizados. Um corpo coletivo uníssono num espetáculo total. Retenho três bandas: os Schandmaul; os Corvus Corax; e os Blind Guardian.

Schandmaul. Dein Anblick. Narrenkönig. 2002. Live aus der Kölner Lanxess Arena, 2018.
Corvus Corax. Platerspiel. Tritonus. 1995. Live in Berlin 2008.
Blind Guardian. Mirror, Mirror. Nightfall in Middle-Earth. 1998. Official Live Video.

Não sei que fazer de mim

The White Stripes

Vamos mudar de disco. Para uma banda norte-americana composta por duas pessoas: a baterista, Meg White, e o resto, Jack White. São os The White Stripes. Segue a canção, ao vivo, I Just Dont Know What To Do With Myself.

The White Stripes. I Just Don’t Know What To Do With Myself. Elephant. 2003. Ao vivo no Reading Festival, em 2004.

O luxo do subterrâneo

Janis Joplin.

Uma realidade puxa outra, que entra sem pedir licença. A associação espontânea é um dos processos mentais que menos controlamos. Ana Popovic lembrou-me Janis Joplin. Por quê? À partida, não sei. Talvez o blues feminino. Talvez a raiva de cantar. Não sei! Lembrou, e isso é que interessa. Não se trata de uma comparação. É uma centelha na bonança. Um relâmpago de sentido. Tudo me lembra alguma coisa. O luxo do subterrâneo.

Janis Joplin. Ball and Chain. Cheap Thrills. 1968. Ao vivo em Monterey (1968).