Arquivo | Festival RSS for this section

Santana

Carlos Santana. Woodstock.

Bom dia, nostalgia. Samba pa ti foi, a seu tempo, uma forma de vida.

Carlos Santana. Samba pa ti. Abraxas. 1970. Ao vivo em Montreux. 2011. Com 64 anos de idade.

Eletrónica alemã

Os Tangerine Dream e o ex-membro Klaus Schulze constituem figuras cimeiras do rock progressivo eletrónico alemão. Os Tangerine Dream remontam a 1967; Klaus Schulze iniciou a carreira a solo em 1971. Ambos permanecem ativos. Merecem-me um gosto reticente mas indelével, num recanto de memória inconfundível. Retenho dois vídeos musicais dos Tangerine Dream. O Klaus Schulze aguarda a sua vez.

Tangerine Dream. Logos. 1982.
Tangerine Dream. Code to Zero. Dream Mixes 5. 2010.

The Silent Box

The Silent Box.

Algo mudou na música pop no que respeita aos protagonistas? Terão as bandas perdido algum protagonismo em relação aos intérpretes individuais? No Billboard de 1968, nos 25 primeiros, constavam 14 bandas e 11 intérpretes individuais (inclui os duo). Cinquenta anos depois, em 2018, nos 25 primeiros, constam 6 bandas e 19 intérpretes individuais. Subsistem, porém, muitas bandas. Os The Silent Box é uma banda de Braga, com repertório original, consistente e promissora. O vocalista é um caso sério. Retenho três músicas. Acabam de publicar Hold On  (2021). Acrescento Aftermath, do EP “I.N.T.R.O” (2019) e a atuação ao vivo no Braga Sounds Better 2018.

Hey ! We are a band from Portugal. The project goal is to create music with a wide spectrum of styles, with the majority of the influences being on the Indie, Alternative and Blues areas of Rock music (The Silent Box).

The Silent Box. Hold On. Vídeo musical. 2021.
The Silent Box. Aftermath. “I.N.T.R.O.”. 2019.
The Silent Box. Ao vivo: Braga Sounds Better. 2018.

GUIMARÃES JAZZ 2020

GUIMARÃES JAZZ 2020

Apesar da pandemia, ocorreu, de 12 a 22 de novembro de 2020, a 29ª Edição do Guimarães Jazz. Os obstáculos requerem engenho e inovação. Recorrendo sobretudo a músicos portugueses e estrangeiros a residir em Portugal, o Festival assumiu

um olhar mais alargado do que o habitual sobre o panorama musical nacional, catalisando novas colaborações e suscitando diferentes aproximações artísticas. Apesar das limitações impostas pelas contingências, o Guimarães Jazz mantém-se fiel à sua identidade, sustentada no ecletismo e numa grande abertura estilística e geracional” (Ivo Martins).

A proximidade de um festival com a qualidade e a originalidade do Guimarães Jazz é uma bênção. Apetece acreditar que a cultura está ao nosso alcance. “Pula e avança como uma bola colorida ” (António Gedeão, Pedra Filosofal).

GUIMARAES JAZZ 2020 | Aftermovie. A Oficina. 2020.

Exaltação coletiva

A Alemanha é país de boa música. Mesmo quando o pop britânico dominava os tops, a Alemanha patenteava músicos e bandas de vulto. Recordo o Klaus Schulze, os Tangerine Dream, os Kraftwerk, os Can, os Nektar ou os Triumvirat. Na atualidade, a música alemã atravessa um bom momento. Algumas bandas inspiram-se na música medieval ou na fantasia. Notável é a interação com o público. Nada de novo, mas sempre surpreendente. Todos juntos, todos mobilizados. Um corpo coletivo uníssono num espetáculo total. Retenho três bandas: os Schandmaul; os Corvus Corax; e os Blind Guardian.

Schandmaul. Dein Anblick. Narrenkönig. 2002. Live aus der Kölner Lanxess Arena, 2018.
Corvus Corax. Platerspiel. Tritonus. 1995. Live in Berlin 2008.
Blind Guardian. Mirror, Mirror. Nightfall in Middle-Earth. 1998. Official Live Video.

Não sei que fazer de mim

The White Stripes

Vamos mudar de disco. Para uma banda norte-americana composta por duas pessoas: a baterista, Meg White, e o resto, Jack White. São os The White Stripes. Segue a canção, ao vivo, I Just Dont Know What To Do With Myself.

The White Stripes. I Just Don’t Know What To Do With Myself. Elephant. 2003. Ao vivo no Reading Festival, em 2004.

O luxo do subterrâneo

Janis Joplin.

Uma realidade puxa outra, que entra sem pedir licença. A associação espontânea é um dos processos mentais que menos controlamos. Ana Popovic lembrou-me Janis Joplin. Por quê? À partida, não sei. Talvez o blues feminino. Talvez a raiva de cantar. Não sei! Lembrou, e isso é que interessa. Não se trata de uma comparação. É uma centelha na bonança. Um relâmpago de sentido. Tudo me lembra alguma coisa. O luxo do subterrâneo.

Janis Joplin. Ball and Chain. Cheap Thrills. 1968. Ao vivo em Monterey (1968).

Cancelado

E se celebrássemos as iniciativas canceladas por causa da Covid-19? Por exemplo, a Escola de Primavera, a exposição de fotografias de Álvaro Domingues ou o MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço. Todos prontos. Tudo reduzido a nada. Apetece traçar uma diagonal a preto nos respetivos cartazes. Acabaram antes de começar. Como diz uma publicidade antitabaco, “mataram-nos antes de nascer”. A celebração dos eventos cancelados é uma proposta do anúncio Unforgettable Denim, da Diesel: colocar nos bolsos das calças o nome de eventos que não se realizaram. Os italianos têm uma queda para a farsa e a ironia.

Marca: Diesel. Título: Unforgettable Denim. Agência: Publicis Italy. Itália, Setembro 2020.

Entre duas águas

Paco de Lucia.

A cabeça na almofada e o corpo na jangada. A cama é um rio. Água, duas águas, águas turvas, águas mil. O mesmo, o outro, os outros a nadar no mesmo. Metecos ( méta significa, em grego, “no meio de, entre, com”). Todos somos metecos. Vogamos, dentro e fora, em águas incertas.

Luzia é uma música, um monumento musical, que Paco de Lucia dedica à mãe, Luzia Gomes, portuguesa de Castro Marim. Entre dos aguas é o título de um dos grandes e mais antigos sucessos de Paco de Lucia. Estava a faltar música flamenga no Tendências do Imaginário.

Paco de Lucia (e Banda). Luzia. Luzia. 1998. Ao vivo no Festival Leverkusener Jazztage, em Leverkusen, Novembro 2013.
Paco de Lucia. Entre dos aguas. Fuente Y Caudal. 1973. Extraído do documentário La Búsqueda (2014).

Frágil

Jorge Palma.

Põe-me o braço no ombro / Eu preciso de alguém / Dou-me com toda a gente / Não me dou a ninguém / Frágil / Sinto-me frágil (Jorge Palma, Frágil, Bairro do Amor, 1989).

A vida é como um cigarro, apaga-se devagar. Revejo-me em Jorge Palma. “Vemos sempre a preto e branco o programa / Que afinal é a cores” (Jorge Palma, À espera do fim, Só, 1991). Seguem três canções do Jorge Palma, todas do álbum Só (1991).

Jorge Palma. Só. Só. 1991. Ao vivo no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém a 29 de Novembro de 2016.
Jorge Palma. O meu amor existe. Só. 1991. Ao vivo. Coliseu de Lisboa. Outubro 2017.
Jorge Palma. A gente vai continuar. Só. 1991. Ao vivo: Quinta de Valbom, Évora, EA LIVE Évora, 25 de Agosto 2018.