Blues. Ana Popovic e Cee Cee James


Uma realidade puxa outra, que entra sem pedir licença. A associação espontânea é um dos processos mentais que menos controlamos. Ana Popovic lembrou-me Janis Joplin. Por quê? À partida, não sei. Talvez o blues feminino. Talvez a raiva de cantar. Não sei! Lembrou, e isso é que interessa. Não se trata de uma comparação. É uma centelha na bonança. Um relâmpago de sentido. Tudo me lembra alguma coisa. O luxo do subterrâneo. (O luxo do subterrâneo, 05.10.202)
Mas não é apenas a Ana Popovic que, por momentos, lembra a Janis Joplin. Existem outras vozes, por exemplo, a Cee Cee James, conhecida como o “vulcão vocal”.
À canção “Bues For M”, do artigo Ana Popovic, acrescento duas interpretações ao vivo, ambas de 2010, de Cee Cee James: “House Of The Blues” e “Done Love Wrong”. Termino com a versão de estúdio da canção “Slow Dance” de Ana Popovic.
Envolvimento e ternura
Em Paris

No dia 24 de setembro, o Álvaro Domingues fez a comunicação “Paysages technologique: por une lecture de la transformation du paysage” na Université Paris 1 – Panthéon – Sorbonne.
Creio que ainda não regressou. Proporcionam-se estes dois artigos como guias da cidade.
Imagem: Álvaro Domingues na Sorbone, 24.09.2026
O Rei e o Pássaro

O filme Le Roi et l’Oiseau (1980) constitui um bom exemplo de articulação entre a animação (Paul Grimault), a música (Wojciech Kilar e Joseph Kosma) e o texto (Jacques Prévert). Vale a pena ver este episódio da pintura do retrato do rei de Taquicardia.
Imagem: Cartaz do filme Le Roi et L’Oiseau, 1980
Jovens para sempre

A representação social das “idades da vida” muda substantivamente consoante os períodos históricos. A imagem da velhice conheceu, assim, altos e baixos. Desde há poucas décadas, assiste-se, por vários motivos, à sua “revalorização” e “revitalização, senão “rejuvenescimento”.
Observa-se o fenómeno em vários domínios, nomeadamente a publicidade, por exemplo nos anúncios “Unlimited Youth”, de 2016, no artigo A Juventude não tem idade, e “Years of Magic”, de 2018, no artigo A segunda juventude: os super avós. Em alguns casos, frisa-se a hipérbole, quase o delírio, como no anúncio “Aidez-nous à sauver des vies”, de 2017, no artigo A Super Avó, que lembra, precisamente, a série Super Gran, dos anos oitenta.
Descarneirar

Em agosto de 2013, coloquei um artigo dedicado a Sarah Ferri. A wikipedia apresenta-a apenas em flamengo. Estava então a milhas do sucesso. Creio que assim continua. Mas relevei! Não ser carneiro pode afastar-nos do lobo.
À canção “Were you there”, do artigo Sarah Ferri, acrescento “She’s on fire”, “Displeasure”, “I’m tired of your game” e “God gave us a rainbow”.
Sarah Ferri é uma cantora, pianista e compositora belga… Cresceu numa família ítalo-belga en Ghent. Desde cedo, ficou fascinada pelas cantoras de jazz Ella Fitzgerald e Billie Holiday e pela cantora de soul Nina Simone , o que a levou a começar a compor suas próprias canções. Outras fontes de inspiração foram o jazz cigano e a música folclórica . (…) / Em 2012, lançou seu álbum de estreia, Ferritales , uma mistura de pop , swing e jazz com músicas predominantemente alegres. O segundo álbum de estúdio, Displeasure, foi lançado em meados de setembro de 2016 e, assim como o primeiro, contém doze faixas. O tom é um pouco mais sombrio. (Wikipedia, em flamengo, 07.08.2026).





