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Blues. Ana Popovic e Cee Cee James

Uma realidade puxa outra, que entra sem pedir licença. A associação espontânea é um dos processos mentais que menos controlamos. Ana Popovic lembrou-me Janis Joplin. Por quê? À partida, não sei. Talvez o blues feminino. Talvez a raiva de cantar. Não sei! Lembrou, e isso é que interessa. Não se trata de uma comparação. É uma centelha na bonança. Um relâmpago de sentido. Tudo me lembra alguma coisa. O luxo do subterrâneo. (O luxo do subterrâneo, 05.10.202)

Mas não é apenas a Ana Popovic que, por momentos, lembra a Janis Joplin. Existem outras vozes, por exemplo, a Cee Cee James, conhecida como o “vulcão vocal”.

À canção “Bues For M”, do artigo Ana Popovic, acrescento duas interpretações ao vivo, ambas de 2010, de Cee Cee James: “House Of The Blues” e “Done Love Wrong”. Termino com a versão de estúdio da canção “Slow Dance” de Ana Popovic.

Ana Popovic, 04.10.2020
Cee Cee James – Living In The House Of The Blues. Versão. Seriously Raw – Live At Sunbanks, 2010
Cee Cee James – Done Love Wrong. Low Down Where The Snakes Crawl, 2008.
Ana Popovic – Slow Dance (feat. Robben Ford). Like It on Top, 2018

Comboio fantasma na era digital

Pós-modernidade avançada, 03.10.2021

Envolvimento e ternura

Andrea Mantegna – Virgin and Child, 1490. Museo Poldi Pezzoli 2

Quelle douce faiblesse
Quel joli sentiment
Ce besoin de tendresse
Qui nous vient en naissant
Vraiment, vraiment, vraiment

Ternura em tempos de epidemia, 29.09.2020
Homenagem ao professor, 29.09.2021

Letra da canção La Tendresse

Canções de solidão e mal-estar

A companhia da solidão, 28.09.2018
A mãe do soldado e a ilha da liberdade, 28.09.2019
Música triste, 28.09.2021

Em Paris

No dia 24 de setembro, o Álvaro Domingues fez a comunicação “Paysages technologique: por une lecture de la transformation du paysage” na Université Paris 1 – Panthéon – Sorbonne.

Creio que ainda não regressou. Proporcionam-se estes dois artigos como guias da cidade.

Imagem: Álvaro Domingues na Sorbone, 24.09.2026

A nova canção de Paris, 26.09.2016
Paris num zootrópio, 26.09.2015

O Rei e o Pássaro

O filme Le Roi et l’Oiseau (1980) constitui um bom exemplo de articulação entre a animação (Paul Grimault), a música (Wojciech Kilar e Joseph Kosma) e o texto (Jacques Prévert). Vale a pena ver este episódio da pintura do retrato do rei de Taquicardia.

Imagem: Cartaz do filme Le Roi et L’Oiseau, 1980

O reino de Taquicardia. Tendências do Imaginário, 04.09.2011

Sushi e Performance

Wagakki Band

Ao Fernando

Sushi. Tendências do Imaginário, 26.08.2017

Jovens para sempre

A representação social das “idades da vida” muda substantivamente consoante os períodos históricos. A imagem da velhice conheceu, assim, altos e baixos. Desde há poucas décadas, assiste-se, por vários motivos, à sua “revalorização” e “revitalização, senão “rejuvenescimento”.

Observa-se o fenómeno em vários domínios, nomeadamente a publicidade, por exemplo nos anúncios “Unlimited Youth”, de 2016, no artigo A Juventude não tem idade, e “Years of Magic”, de 2018, no artigo A segunda juventude: os super avós. Em alguns casos, frisa-se a hipérbole, quase o delírio, como no anúncio “Aidez-nous à sauver des vies”, de 2017, no artigo A Super Avó, que lembra, precisamente, a série Super Gran, dos anos oitenta.

A juventude não tem idade. Tendências do Imaginário, 19.08.2016
A segunda juventude: os super avós. Tendências do Imaginário, 13.05.2018
A Super Avó. Tendências do Imaginário, 12.06.2017

Descarneirar

Em agosto de 2013, coloquei um artigo dedicado a Sarah Ferri. A wikipedia apresenta-a apenas em flamengo. Estava então a milhas do sucesso. Creio que assim continua. Mas relevei! Não ser carneiro pode afastar-nos do lobo.

À canção “Were you there”, do artigo Sarah Ferri, acrescento “She’s on fire”, “Displeasure”, “I’m tired of your game” e “God gave us a rainbow”.

Sarah Ferri é uma cantora, pianista e compositora belga… Cresceu numa família ítalo-belga en Ghent. Desde cedo, ficou fascinada pelas cantoras de jazz Ella Fitzgerald e Billie Holiday e pela cantora de soul Nina Simone , o que a levou a começar a compor suas próprias canções. Outras fontes de inspiração foram o jazz cigano e a música folclórica . (…) / Em 2012, lançou seu álbum de estreia, Ferritales , uma mistura de pop , swing e jazz com músicas predominantemente alegres. O segundo álbum de estúdio, Displeasure, foi lançado em meados de setembro de 2016 e, assim como o primeiro, contém doze faixas. O tom é um pouco mais sombrio. (Wikipedia, em flamengo, 07.08.2026).

Sarah Ferri – She’s On Fire. Displeasure, 2016
Sarah Ferri – Displeasure. Displeasure, 2016
Sarah Ferri – I’m Tired Of Your Game. Displeasure, 2016
Sarah Ferri – God Gave Us A Rainbow. Displeasure, 2016