Archive | Escultura RSS for this section

Três de uma vez

Gustav Vigeland – Man and woman, 1905. National Gallery Osl

Seguem três artigos: os primeiros pelas imagens e o último pelas músicas.

O último beijo, 19.10.2018
Na mão de Deus, 20.10.2018
A dança da consciência

Mantos de dor

Gian Lorenzo Bernini – Beata Ludovica Albertoni, 1671-74
Dobras de sofrimento, 15.10.2018

A Bela e o Sábio

Jean-Michel Basquiat. Sem título, 1981
Morte, erotismo e política (revisto), 11.10.2017

O híbrido e o triunfo sobre a morte

DVEIN. El 3D que respira, 2016
O triunfo sobre a morte: San Martin de Artaíz, 05.10.2017

O corpo como banco de símbolos

Claude Michel Clodion- La Gimblette (terracotta), sem data
A cabeça entre as orelhas. Paródia de uma semiótica do corpo, 05.10.2011

morvida

Para os antepassados, a morte e a vida são contrários. Mas contrários muito próximos. Tão próximos que se entrelaçam. Ao extremo de a vida ter morte e a morte ter vida. Esta sabedoria exprime-se em esculturas, pinturas, gravuras e rosários. Por exemplo, nos quadros e nos pingentes em que metade do ser humano é pele e carne e a outra metade, esqueleto.

Imagem: Giuseppe Arcimboldo, Alegoria da Vanitas. 1580

Vida de esqueleto I: A carne e o osso, 26.09.2017

Libertação da lei da morte

Ao ritmo a que são publicados, os artigos do Tendências do Imaginário são flashes de palavras e imagens, fruto aparente de geração espontânea. Mas acontece um ou outro estar na forja durante dias, senão semanas. Continuam a ser palpites, mas um pouco menos. Nestes casos, gosto de falar em imaginação criativa de médio alcance. O artigo Até que a morte nos separe?, colocado pela primeira vez no dia 22 de setembro de 2018, representa um exemplo.

Até que a morte nos separe? Original: 22.09.2018

Entre mundos. Mortos interativos

Maria Magdalen Langhans faleceu durante o parto. O seu filho recém-nascido faleceu alguns dias depois. Obra do escultor Johann August Nahl, 1775. Igreja paroquial de Hindelbank, perto de Berna

A cabeça na almofada e o corpo na jangada. A cama é um rio. Água, duas águas, águas turvas, águas mil. O mesmo, o outro, os outros a nadar no mesmo. Metecos (…) Todos somos metecos. Vogamos, dentro e fora, em águas incertas. (Entre duas águas , 20.09.2020)

Mortos interativos

A velha grávida e o riso da morte

O artigo O riso da velha grávida (revisto), colocado em 29 de janeiro de 2023, não surgiu por geração espontânea. Uma primeira versão homónima remonta ao do dia 13 de março de 2016. um intervalo de reincubação de quase sete anos. E ainda não está fechado. Hoje, volvidos três anos, introduzir-lhe-ia bastantes alterações. Mas assinei-o, e continuo a identificar-me com ele.

Imagem: Terracota com Baubo sentada num porco. British Museum.

O riso da velha grávida evidencia alguns defeitos e virtudes de uma forma de pensamento e de um estilo de escrita. Não são uniformes, nem lineares: adotam o desvio e a fragmentação como roteiro e arquitetura. Atardam-se nos detalhes e nas margens para aceder ao todo e ao núcleo. Como os vitrais, convocam uma variedade de pedaços não transparentes que aspriram a configurar-se juntos proporcionando uma nova luz. Pelo meio, esquecem a arte de ir direito ao assunto, de procurar sem se perder e de argumentar sem complicar. Empenham-se em seduzir o interlocutor, mas não ao ponto de lhe facilitar a recepção, um risco de preguiça mental e anestesia criativa.

Ontem, 31 de agosto, os artigos incidiram sobre a música e a publicidade. Hoje, será questão de imagens e pensamentos.

O riso da mulher grávida (revisto). 29.01.2023
A princela noiva e a velha grávida. 01.09.2022

Filis a cavalo de Aristóteles

Hans Burgkmair (1473–1531) - Aristotle and Phyllis. The Metropolitan Museum of Art

“Na lenda de Fílis e Aristóteles, o amor e o erotismo vencem o político e o sábio. A imagem de Fílis a montar Aristóteles, com trejeitos de sadomasoquismo, tornou-se célebre, em particular, na Idade Média e, sobretudo, no chamado Renascimento do Norte.”

Imagem: Hans Burgkmair (1473–1531) – Aristotle and Phyllis. The MET

O imaginário medieval é fantástico!

Morte, erotismo e política. Tendências do Imaginário, 21.08.2016