É possível
Recordar apenas uma canção (La Luna) de Angelo Branduardi sabe a pouco. Compositor e intérprete de eleição, tenho publicado muitas canções suas. Por exemplo, Ballo in Fa diesis Minore (Sono Io la Morte) e Nelle Palludi di Venezia (com Teresa Salgueiro), ambas no artigo A passo de caranguejo. Canção da morte (24.04.2015), que recoloco. Acrescento quatro canções: Confessioni di un malandrino (1975); Alla Fiera Dell’Est (1976); La pulce d’acqua (1977); e Si può fare (1992). Um consolo…
Lua, Estrela, Vénus, Gaivotas e Teslas

A lua
La LunaUm dia, ao improviso
Un giorno all’improvisoA lua se cansou
la luna si stancòDe olhar para o mundo, la de cima
di guardare il mondo di lassùEla pegou um cometa,
prese una cometa,Seu rosto, escondeu
il volto si velòE até o fim do céu, caminhou.
e fino in fondo al cielo camminò(Angelo Branduardi, La Luna, 1975)
Um satélite, uma estrela e um planeta, três luzinhas solitárias e quase alinhadas. Falta um cometa, mas esses parecem estar do outro lado do mar. Curiosamente, nas recentes dezenas de vezes que tenho ido à varanda, afigura-se-me ver, nesta praia minhota, poucas gaivotas e muitos Teslas.
Continuo, obstinadamente, a escutar música italiana, hoje, La Luna de Angelo Branduardi
As andorinhas. Lucio Dalla

Mas eu quero conversar,
Ouvir,
continuar agindo como um idiota,
me comportar mal
e depois não fazer isso de novo.
(Lucio Dalla – Felicità)
Lucio Dalla (Bolonia; 4 de marzo de 1943 – Montreux; 1 de marzo de 2012) fue un cantautor italiano. Músico de formación jazzística, está considerado uno de los más grandes cantautores de su país. Inicialmente sólo compositor de música, descubrió en su fase madura que también era autor de sus propias letras, convirtiéndose, con el paso de los años, en uno de los artistas musicales más influyentes e innovadores del siglo XX italiano. A lo largo de su carrera, que duró cincuenta años, siempre tocó el piano, el saxofón y el clarinete. (…) También conocido en el extranjero, algunas de sus canciones han sido traducidas y llevadas al éxito en numerosos idiomas. Entre ellos, «Caruso», ha vendido más de 40 millones de copias, convirtiéndose en una de las canciones italianas más famosas del mundo. (Wikipedia,16.06.2026)
Continuo sintonizado com a música italiana. Seguem cinco canções de Lucio Dalla.
Escrever torto em linhas direitas


Acabei um artigo de circunstância. Intitulei-o “A Torto e a Direito”. Andava-me há bastante tempo atravessado na vontade. Tropeçava nele todos os dias sem avançar uma única linha. Motiva-me pouco escrever sem ser por iniciativa própria. Textos telegráficos. Apetece aliviar com música, que admiro e não oiço há décadas. O último intérprete que coloquei, no dia 4 de junho, era italiano: Maria Carta. Continuo na Península, juntando duas figuras icónicas: o compositor e cantor Fabrizio de André e os PFM (Premiata Forneria Marconi), uma das bandas mais célebres do rock progressivo dos anos setenta. Este blogue parece cada vez mais um programa da rádio. Sem mainstream, patrocínios, limites e audiência. Esta emissão dura perto de 42 minutos. No Dia das Comunidades, talvez devesse colocar música portuguesa. Fica para o próximo ano. Se Deus quiser…
Fabrizio Cristiano De André (Génova, 18 de Fevereiro de 1940 – Milão, 11 de Janeiro de 1999) foi um cantor e compositor italiano entre os mais conhecidos e importantes da história. Anarquista, libertário e pacifista, em sua obra, cantou sobretudo histórias de revolucionários. Muitas de suas letras são inclusivamente estudadas como expressão importante da poesia do século XX na Itália. (Wikipedia, 10.06.2026)
Premiata Forneria Marconi, conhecido também como PFM, é um grupo musical de rock progressivo italiano, muito popular desde os anos 1970, dentro e fora da Itália, notadamente no Reino Unido, Estados Unidos, Japão e Brasil, entre outros países (…) Musicalmente, PFM é aparentado com grupos como Genesis, com a linha progressiva do Pink Floyd e com os primeiros trabalhos do King Crimson. Mas a banda soube desenvolver um estilo próprio, ao longo de décadas, graças aos notáveis dotes técnicos e artísticos dos seus componentes. (Wikipedia, 10.06.2026)
De Maria em Maria
Da Virgem Maria, com o filho no colo, à Maria Carta, com a Sardenha na voz, insinua-se um pequeno atalho irresistível.
Maria Carta (Sardenha, 1934; Roma, 1994), foi uma cantora, atriz e poetisa italiana que explorou as múltiplas facetas da música tradicional da Sardenha, em especial o cantu a chiterra (um tipo de canção folclórica). Soube atualizar a tradição, acrescentando um toque pessoal.
Seu belo rosto, o orgulho e a graça de sua postura, mais do que um símbolo, são a personificação da Sardenha intangível e selvagem que sempre amei. Quando a sua voz calorosa e poderosa se eleva e preenche o espaço, horizontes infinitos se abrem, mergulhando na história. Tendo conhecido Maria Carta, afirmo mais uma vez que os únicos grandes homens da Sardenha foram mulheres” (Giuseppe Dessi, Apresentação do LP Delirio, 1974).
Diversidade e Beleza
Sexta, dia 6, foi a conferência “Christine de Pizan: O Valor da Mulher”, na Academia Sénior de Braga; agora, a montagem do vídeo sobre a felicidade; dentro de semanas, dia 28, a conferência na Fundação Martins Sarmento, em Guimarães.

Ando bastante ocupado, mas, absorto num egomundo não globalizado, pouco preocupado. Dedico-me ao que gosto, sem ansiedades e com pausas prazerosas. Atraído pela diversidade com salpicos de beleza, vario a música que namoro. Hoje, convoco alternativas da adolescência, tais como o “The Godfaher”, do compositor italiano Nino Rota.
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Fotografias da conferência “Christine de Pizan: O Valor da Mulher”






Alterações climáticas. Hipocrisia
Eis um anúncio da Greenpeace deveras oportuno. Em diversos tempos e escalas. Por cá e alhures.
A Eni, uma das maiores empresas de petróleo e gás do mundo, está a utilizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno para maquilhar a sua destruição provocada pelos combustíveis fósseis.
Não se pode proteger os desportos de Inverno enquanto um dos maiores patrocinadores dos Jogos estiver a alimentar a crise climática.
Os poluidores não devem subir ao pódio nos Jogos. É tempo de o Comité Olímpico Internacional abandonar o patrocínio do petróleo e do gás.
A Bela e a Música. Monica Bellucci
A Bela e a Música ou a Música e a Bela? Monica Bellucci é um caso à parte: sedutora, consegue despertar todo o sistema neuronal.
Monica Anna Maria Bellucci (Città di Castello, 30 de setembro de 1964) é uma atriz e modelo italiana, conhecida internacionalmente por seus filmes na Europa e em Hollywood, e também pela sua carreira iniciada como modelo de grandes desfiles de moda europeus e grifes sofisticadas como Dior e Dolce e Gabbana, nos anos 1980 e 90. É considerada pela revista norte-americana Variety como “o último mito erótico” e a herdeira de divas italianas do cinema como Sofia Loren, Gina Lollobrigida, Claudia Cardinale e Silvana Mangano. (…) Fluente em italiano, inglês e francês, com bom conhecimento do espanhol e razoável português (…), em 2016 comprou um apartamento no histórico bairro do Castelo, em Lisboa (Wikipedia, 03.02.2026).
Para variar, seguem quatro vídeos com a Monica Belluci.
Música para o Paraíso

Os anjos tocam e cantam no Paraíso. Nos momentos felizes, ouvem-se na Terra. Nos momentos abençoados, a voz e a música humanas também poderão alcançar o Céu.



