Superação

“O indivíduo estigmatizado pode, também, tentar corrigir a sua condição de maneira indireta, dedicando um grande esforço individual ao domínio de áreas de atividade consideradas, geralmente, como fechadas, por motivos físicos e circunstanciais, a pessoas com o seu defeito. Isso é ilustrado pelo aleijado que aprende ou reaprende a nadar, montar, jogar tênis ou pilotar aviões, ou pelo cego que se torna perito em esquiar ou em escalar montanhas.” (Erving Goffman, Estigma, 1963)
A perder também se aprende

Os pais vivem mais através dos filhos do que os filhos através dos pais.
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Oremos! Religião, Desporto e Jornalismo

O artigo A Cruz (17.08.2016) ilustra o caldo que a publicidade consegue cozinhar com a religião, o desporto e o jornalismo. Uma vez que convoca a oração, e Marcel Mauss, acrescento o artigo Resistência e impotência (28.11.2018).
Acontece o Tendências do Imaginário, uma espécie de diário, entreabrir frestas por onde se insinuam estados de alma (e de corpo). Afigura-se-me ser o caso do artigo Resistência e impotência, escrito num período de crise pessoal. Importa recordar o passado, principalmente quando não passou.
Publicidade de Salvação



Durante os jogos olímpicos, o mundial de futebol ou o superbowl, a humanidade entra em efervescência coletiva. A publicidade encarece e exorbita, com hipérboles, alegorias e molho identitário.
O anúncio “Sports unites all”, para os jogos olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, oferece-se como exemplo. No início, era Ronaldinho Gaúcho, o génio da bola não identificado [No início era o verbo, o deus absconditus (deus oculto)]. No fim, o golo, a revelação, a salvação e a comunhão.
Perante anúncios extraordinários, dignos de criteriosa análise, acontece-me desconversar. Um defeito, mas a desconversar, vou-me entendendo.
Pró criativo. Futebol e natalidade

Ao basculhar o passado do blogue, constato, pela presença do tema do futebol, que julho costuma ser o mês do mundial. Não tenho relevado os artigos correspondentes, mas Futebol e natalidade merece distinção. Pela ponta de humor prazenteiro com que aflora um dos principais problemas do mundo ocidental: a baixa natalidade.
Etapas do método científico
A investigação é uma espiral sequencial sem fim, para quem tem o espírito muito arrumado.
Alterações climáticas. Hipocrisia
Eis um anúncio da Greenpeace deveras oportuno. Em diversos tempos e escalas. Por cá e alhures.
A Eni, uma das maiores empresas de petróleo e gás do mundo, está a utilizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno para maquilhar a sua destruição provocada pelos combustíveis fósseis.
Não se pode proteger os desportos de Inverno enquanto um dos maiores patrocinadores dos Jogos estiver a alimentar a crise climática.
Os poluidores não devem subir ao pódio nos Jogos. É tempo de o Comité Olímpico Internacional abandonar o patrocínio do petróleo e do gás.
Desporto e natalidade: os bebés das vitórias

O desporto influencia a natalidade? Após as grandes vitórias, a procriação aumenta ao ponto de gerar, a devido tempo, picos de nascimentos?
O anúncio francês, com uma ponta de humor belga, “Le sport c’est la vie”, do Canal +, encena uma reportagem conduzida por uma jornalista. Consultada, uma socióloga é taxativa: “A teoria dos bebés das vitórias é sedutora, mas totalmente [estatisticamente] infundada”. Acontece que os demais testemunhos, ilustrados a preceito, defendem o contrário.
O anúncio culmina com a dita socióloga, fã assumida de Moto GP, a evidenciar uma gravidez avançada. Por coincidência, no dia 11 de maio, o francês Johann Zarco conquistou uma vitória lendária no Grande Prémio da França de MotoGP de 2025, disputado em Le Mans. Largou em 17.º e venceu com 20 segundos de vantagem em relação ao segundo. Tornou-se o primeiro piloto francês a vencer o GP de França em casa desde 1954, encerrando um jejum de 71 anos. Para bom entendedor, meia imagem basta!
Um anúncio genial, contanto em francês. Pelos vistos, Portugal, com uma média, em 2023, de 1.44 filhos por mulher dos 15 aos 49 anos, talvez ganhe em ponderar investir mais no desporto


