Publicidade de Salvação



Durante os jogos olímpicos, o mundial de futebol ou o superbowl, a humanidade entra em efervescência coletiva. A publicidade encarece e exorbita, com hipérboles, alegorias e molho identitário.
O anúncio “Sports unites all”, para os jogos olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, oferece-se como exemplo. No início, era Ronaldinho Gaúcho, o génio da bola não identificado [No início era o verbo, o deus absconditus (deus oculto)]. No fim, o golo, a revelação, a salvação e a comunhão.
Perante anúncios extraordinários, dignos de criteriosa análise, acontece-me desconversar. Um defeito, mas a desconversar, vou-me entendendo.
