Obsolescência programada e criação destrutiva

Da General Motors dos anos 1920 à atual Microsoft, suspeita-se de um encurtamento propositado da duração dos produtos (a obsolescência programada). Pois na era do hiperconsumismo e do upgrade, raros são os bens que completam o seu ciclo de vida. São ultrapassados, ainda em uso, por outros mais recentes. Estamos perante um “massacre” de objetos motivado pela inovação e pela atualização. Não se trata de obsolescência programada mas de morte precoce. Os anúncios da Etsalat e da Virgin Mobile ilustram esta “criação destrutiva”. Publicados em Agosto, quase em simultâneo, parecem gêmeos. O primeiro, egípcio, elenca uma série de artes de executar um telemóvel, o segundo, norte-americano, uma série de “acidentes felizes” com o mesmo resultado: o apocalipse dos objetos démodés. Ambos anunciam, profeticamente, novos produtos e novos tempos.

Anunciante: Etisalat. Título: Mobile Massacre. Agência: Strategies, Cairo. Direção: Omar Hilal. Egipto, Agosto 2012.

Anunciante: Virgin Mobile. Título: Happy Accidents. Agência: Mother New York. Direção: Guy Shelmerdine. EUA, Agosto 2012.

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