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Negro escuro. Goya

Acontece-me, embora raramente, produzir um ou outro artigo mais sério e encorpado. Afundo-me. É o caso de A cor do abismo, colocado em 20 de julho de 2017, e Um silêncio de morte: Goya, ambos dedicados a Francisco de Goya, artista que muito aprecio. Convém digeri-los sentado, de preferência, com bom audiovisual. Não forçosamente hoje, mas quando se proporcionar.

Imagem: Cartaz de Os fantasmas de Goya. De Miloš Forman, 2006

Velas

Os artigos A ingenuidade e a sátira (20.07.2015) e Velas 820.07.2016) são distintos. O primeiro contém cartoons, o segundo, um vídeo. Só têm em comum a palavra “vela”, no título ou no nome do artista (David Vela). Mas merecem ambos que os acendam.

Solidão em francês

Salvador Dali – Jeune fille à la fenêtre, 1925

Dois pequenos cupidos ou vinte dedos pueris

Os anúncios “Ten Little Fingers” (Nas mãos de uma criança, 17.07.2013) e “Is Mankind?” (Revolução Digital, 17.07.2015) conseguem uma combinação rara de singeleza e encanto. Com dedos de bebés. Das mãos e dos pés. Quando penso em mãos, acodem-me Miguel Ângelo, Albrecht Dürer, Auguste Rodin e, agora, Bruno Aveillan. Quanto aos pezinhos, do anúncio da Airbnb, cito o comentário da iSpot:

No anúncio da nova campanha global da Airbnb, vemos um bebé a dar os seus adoráveis passinhos com as pernas arqueadas pelo corredor da sua casa, até à porta da frente. À medida que ele percorre esse caminho, ouvimos a voz off a fazer-nos perguntas reveladoras, como se o ser humano é bondoso e se nós somos boas pessoas. À medida que o bebé se aproxima da porta com janela e é envolvido por uma luz mais intensa, somos encorajados a sair para o mundo e a descobrir as respostas por nós próprios. Somos convidados a ir, ver e descobrir até que ponto a humanidade pode ser amável” (https://www.ispot.tv/ad/7vs6/airbnb-is-mankind. Consultado em 17.07.2026).

Chamar a música

Sara Tavares – Chamar a Música. Festival da Canção 1994

A par da imagem e do pensamento, a música constitui, desde o início, uma das apostas do blogue Tendências do Imaginário. Embora crucial, o principal critério de seleção não é nem o meu gosto nem o dos seguidores. O intuito decisivo consiste em mostrar a imensa diversidade de músicas notáveis (não necessariamente notórias) independentemente do género ou da proveniência. Espelha a insatisfação com as paradas, os intérpretes e os críticos que nos são servidos pela comunicação social predominante.

As músicas dos artigos The earth is my grave (de 17 de julho de 2014) e Vozes (de 17 de julho de 2019) são bastante diferentes. Identifico-me com o cantor norte-americano Don McLean e aprecio o compositor belga Nicholas Lens.

Males do Mundo

Supertramp – Crisis? What Crisis? 1975

No Tendências do Imaginário, existem, na década de 2010, nove artigos de 16 de julho com interesse: Apelo (2012); Idolatria (2012); Chove na natalidade (2014); Sisifite (2015); Havemos de ir a Viana (2016); Sociedade de choque (2017); Umbilicados, narcisistas e egoístas (2018); e Simplesmente só (2019).

Pensei publicar hoje dois “pacotes”: 1) Miopia umbilical, com os artigos Umbilicados, narcisistas e egoistas(2018), a que acrescentava Avatar Narcisista (10.12.2017) e Nota de rodapé (26.11.2016); 2) Solidões, com os artigos Simplesmente só (2019), a que acrescentava A solidão como companheira (19.11.2016) e Aspirar a solidão (21.02.2021).

Desisto do pacote Solidões. Fica para o ano. Substituo-o por outro pacote, Males do mundo, com os artigos Apelo (16.07.2012) e Sociedade de choque (16.07.2017). Não só porque condiz mais com a “miopia umbilical”. mas, sobretudo, porque ao procurar uma versão com melhor resolução da sequência de abertura, com direção da NoBrain, do filme Huit, só o encontrei na minha própria página do YouTube. Precise-se que o filme Huit teve a participação de oito realizadores, entre os quais Jane Campion, Gus Van Sant e Wim Wenders. Nestas circunstâncias, descarreguei a referida sequência de abertura, salvaguardando-a em triplicado: no disco duro, na página do YouTube e no Tendências.

Segue o pacote Males do Mundo com dois artigos, Apelo (2012) e Sociedade de Choque, com dois vídeos veras impressionantes: “Huit (2009) e “Article 13 – L’horreur ne prend jamais de vacances” (2017).

À Descoberta da China. Daiqing Tana

Montanhas Huangshan. Província de Anhui. República Popular da China

O verdadeiro viajante não sabe para onde vai.
Um idiota que caminha chegará sempre mais longe do que dois intelectuais sentados.
(Provérbios chineses)

Adio o ritual do resgate de “anúncios do dia” para logo à noite. Apetece-me criar um artigo novo.

No ranking das visualizações do Tendências do Imaginário, a China ocupa o quarto lugar. Também deve aparecer no blogue. Prezo a reciprocidade.

Encaro os outros menos como cais de chegada e mais como pontos de partida. Cada um constitui um emaranhado de pontes que conduzem a outros outros. Deste modo, cada descoberta dá acesso a uma autêntica galáxia, distinta de nossa. O mundo resulta, assim, desmedido, praticamente sem fim.

Já conhecia a cantora e compositora Daiqing Tana (ver Música da Mongólia). Regressei pela mão da Nina Hagen, reputada pelas afinidades com o Oriente. Chinesa, de etnia mongol, nascida em Qingha, em 1983, Daiqing Tana é a vocalista principal da banda Haya, a que se juntou em 2006.

Segue uma cascata com cinco canções [as duas últimas são recolocadas]. Para provar. Se gostar, para continuar a escutar; e, eventualmente, explorar mais. Para apreciar este tipo de música, convém abrir o espírito, fechar os olhos e deixar a imaginação sonhar.

Haya – Dancer in the darkness (LIVE 2009). Daiqing Tana & Haya, Silent Sky, 2011
Daiqing Tana & HAYA – Snow Mountain (2009). Daiqing Tana & Haya, Silent Sky, 2011
Dai Qing Tana & HAYA – Qinghai Lake. Silent Sky, 2011
Daiqing Tana – Silent Sky (LIVE 2009). Daiqing Tana & Haya, Silent Sky, 2011
Daiqing Tana – Ongmanibamai. Daiqing Tana & Haya, Silent Sky, 2011

Diagonalização do Poder

Padrãodo Descobrimentos com identificação das figuras. Lado Leste. Por Walrasiad

Le rire est une bouée de sauvetage / O riso é uma bóia de salvação (Michel Serrault)
Le rire libère l’homme de la peur / O riso liberta o homem do medo (Dario Fo)

O artigo Hierarquias na horizontal, colocado no Tendências do Imaginário no dia 14 de julho de 2018 inspira-se no maneirismo seiscentista. Como diriam os medievais francófonos, é uma drôlerie (gracejo), um sintoma, talvez, de quem tem muito tempo no presente e pouco pela frente.

Padrão dos Descobrimentos com identificação das figuras. Lado Oeste

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Michel Sardou – Le France. Michel Sardou, 1976

Camuflagens, Potência e Triunfo do Amor

[DisfarçARte] Fotografia por Liu Bolin

Há dias assim! Neste 14 de julho, mesmo sendo exigente na seleção, persistem bastantes artigos de qualidade e com vídeos em falta. Cada um merecia uma recolocação própria comentada. Segue, porém, um pacote mudo de 3 artigos, de 2012, 2014 e 2017, com, no conjunto, 4 anúncios, 2 canções e 1 galeria de imagens, todos admiráveis.