Quando era jovem

Para ver o que não se vê, é preciso ser um pouco cego; para o mostrar a quem não quer, um solitário obtusamente solidário; para não se ofuscar, semicerrar os olhos e para comunicar, congeminar interlocutores.
Quem recuperaria o Neil Diamond ainda jovem? Pois, ei-lo a interpretar ao vivo “Holy Holly”, no The Ed Sullivan Show, da CBS, em 1969, e “I Am… I Said” e “Solitary Man”, na BBC, em 1971.
Felicidades. Condições e Momentos
A pretexto do Dia Internacional da Felicidade, 20 de março, a turma de Sociologia da Arte e do Imaginário, da Academia Sénior do Município de Braga, produziu o vídeo Felicidades: Condições e Momentos, uma compilação de textos, fotografias, curtas metragens, videoclips e anúncios produzidos ou escolhidos pelos alunos. Ao integrar a generalidade das propostas, resulta uma obra heterogénea. Não é de ninguém em particular, antes uma soma de iniciativas. Coube-me a coordenação e a montagem. Com a participação a ultrapassar as expetativas, o vídeo dura 1 hora e 4 minutos. É um gosto partilhá-lo.
Para visualizar o vídeo no YouTube, carregar na imagem seguinte ou aceder ao endereço https://www.youtube.com/watch?v=AVNGu2bk-ns

Virar páginas

Virar páginas costuma compensar, mas também pode comportar algum desgaste.
Segue a canção “Turn the Page”, interpretada por Johnny Cash, uma versão do original de Bob Seger (1973), que recorno no fim do artigo.
Acrescento, sem desprimor para os Simon & Garfunkel (1965), um outro cover de Johnny Cash: “The sound of Silence”.
Diversidade e Beleza
Sexta, dia 6, foi a conferência “Christine de Pizan: O Valor da Mulher”, na Academia Sénior de Braga; agora, a montagem do vídeo sobre a felicidade; dentro de semanas, dia 28, a conferência na Fundação Martins Sarmento, em Guimarães.

Ando bastante ocupado, mas, absorto num egomundo não globalizado, pouco preocupado. Dedico-me ao que gosto, sem ansiedades e com pausas prazerosas. Atraído pela diversidade com salpicos de beleza, vario a música que namoro. Hoje, convoco alternativas da adolescência, tais como o “The Godfaher”, do compositor italiano Nino Rota.
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Fotografias da conferência “Christine de Pizan: O Valor da Mulher”






Carregar baterias

Hoje, um post rápido. Estou a ultimar a conferência de amanhã, às 15:00, na Academia Sénior de Braga, sobre a Christine de Pizan; não são músicas disfóricas como “Mad World, do Gary Jules, ou “A Song For Europe”, dos Roxy Music, que me vão ajudar a carregar as baterias. Prefiro algo mais animador: a música da introdução do videojogo canadiano Sang-Froid: Tales of Werewolves (2013) ou a canção “The Great Song Of Indifference”, do Bob Geldof (1990).
Passado sem Presente
Recordo
Todos aqueles momentos
Perdidos no encantamento
Que jamais
Reencontraremos
Não existe hoje para nós
Nada mais
A partilhar
A não ser o passado
(Roxy Music. Tradução livre)

Há dias, escrevi que os testemunhos dos tempos áureos da cultura europeia acabam por proporcionar um sabor agridoce. Estou longe de ser o único, e ainda menos o primeiro, a incubar semelhante sentimento. Por exemplo, “A Song For Europe”, dos Roxy Music, aponta claramente no mesmo sentido. Há mais de meio século.
Mundos malucos

Estou a alinhavar uma conferência sobre Christine de Pisan, uma figura medieval extraordinária. Nascida em Itália em 1463, viveu desde criança em França, onde faleceu em 1530. Considerada a primeira mulher escritora profissional no Ocidente, é autora de uma das primeiras utopias, a Cidade das Damas (1405), um século antes da Utopia, de Thomas More, e pioneira da defesa das mulheres. Ocorrerá na próxima sexta, na biblioteca da Academia Sénior de Braga.
Enquanto me entrego a esta tarefa, tenho estado a ouvir música clássica, designadamente interpretada ao violoncelo por Julian Lloyd Webber, irmão de Andrew Lloyd Webber. Mas apetece-me mudar. Até porque a maior parte das músicas interpretadas remete para os tempos áureos da cultura europeia, o que acaba por ter um sabor agridoce.
Procurei nos meus arquivos um cd porventura mais ligeiro e menos saudoso. Escolhi o Trading Snakeoil for Wolftickets, do norte-americano Gary Jules. Da América não vêm só bombas, também boa música rock, folk e alternativa.

Já coloquei, no artigo O mundo maluco e algo mais (31.05.2023), três canções do Gary Jules: “Mad World”, “Broken Window” e “Something Else”. Relevo, especialmente, a primeira. Não é só o mundo que está a ficar maluco; todos os mundos estão a ficar malucos. Não há ilha ou recanto que se aproveite, que sirva de refúgio. Parece não subsistir escapatória.
Mais ou menos a propósito, uma dúvida ou mero exercício de retórica: segundo o direito, internacional ou não, Khameini foi acidentado, executado ou assassinado? E quem o matou ou mandou matar: herói, justiceiro ou criminoso? Estar-se-á a assumir como normal raptar e matar chefes de estado? Uma nova forma de fazer política, entre a paz e a guerra? Não interessa, pois não? Em mundos malucos, vale tudo! Para maior confusão e insegurança…

Lembrei-me do filme “O Mundo Maluco” (It’s a mad, mad, mad, mad world, 1963). Vagamente, porque o vi faz mais de meio século. Creio, porém, que, esse sim, levezinho, dá mesmo vontade de rir.
Segue o vídeo oficial, realizado por Michel Gondry, da canção “Mad World”, interpretada por Gary Jules, uma versão do original dos Tears For Fears (1982).
Cover & Recover
Habituei-me a ouvir a canção “A Change Is Gonna Come” pela voz do Billy Preston (The Way I Am, 1981), embora o original fosse de Sam Cooke (Ain’t That Good News, 1964). Em contrapartida, foi pela voz do Joe Cocker que conheci “You Are So Beautiful” (I Can Stand a Little Rain, 1974), original do Billy Preston (The Kids & Me, 1974). Seguem ambas, por Billy Preston.


