Imagens babélicas

É cada vez mais frequente as imagens não se alinharem harmoniosamente em função de uma história. Há vídeos em que as imagens se acotovelam e se atropelam sem prosseguir um destino. Parecem mosaicos que se desfragmentam à medida que o tempo passa. Não têm princípio, nem trama, nem desenlace. Quando muito, retorno. Descuidam a razão e o raciocínio. Agarram-se ao corpo, às sensações, aos sentimentos, às emoções e ao imaginário. Aceleradas e babélicas, as imagens atordoam e excitam os sentidos. Abraçadas à música, multiplicam os efeitos. Geram ambientes e disposições. Absorvem. Perturbadoras, remetem para a potência, para o sonho e para o mito. Dispensam a lógica e a palavra (artigo Chuva de Imagens, Tendências do Imaginário, 18.09.2011).
Segue “Life Wasted” (2006), dos Pearl Jam, vídeo musical eventualmente chocante. Para aceder, acarregar na imagem seguinte.

Gato Preto
Pode cair o céu, pouco importa, desde que haja conserto.
Músicas de penar e bom crescer

Uma amiga enviou-me duas músicas não contempladas no Tendências: “Extreme Ways”, do Moby, e “Pendulum”, dos Pearl Jam. Acrescento a versão estúdio de “Black”, dos Pearl Jam. Há algum tempo que o Tendências não dá música. Aproveito a oportunidade para recolocar a Fiona Apple.
O Rei e o Pássaro

O filme Le Roi et l’Oiseau (1980) constitui um bom exemplo de articulação entre a animação (Paul Grimault), a música (Wojciech Kilar e Joseph Kosma) e o texto (Jacques Prévert). Vale a pena ver este episódio da pintura do retrato do rei de Taquicardia.
Imagem: Cartaz do filme Le Roi et L’Oiseau, 1980
Multidão Solitária e Morte Social


Nos artigos que seguem, nem a morte ri, nem a velhice pressagia. A massa e a indiferença conduzem a um abismo sem fundo. Lúgubres e insustentáveis, engolem sem regurgitar. Relevo as fotografias de Misha Gordin no vídeo musical de La Solitudine, do Leo Ferré, colocado por TiresiaXX, em setembro de 2013.





