Prazer

“O homem nasceu para o prazer: sente-o, dispensa mais provas. Segue assim a razão ao entregar-se ao prazer. Mas sente amiúde a paixão no seu coração sem saber como começou.

Um prazer verdadeiro ou falso pode igualmente satisfazer o espírito. Que importa que esse prazer seja falso, desde que estejamos persuadidos que é verdadeiro?
À força de falar de amor, ficamos apaixonados. Nada mais fácil. É a paixão mais natural no homem.
O amor não tem idade; está sempre a nascer”
(Blaise Pascal, Discours sur les Passions Amoureuses, 1ª ed. 1652-1653).

Pascal escreve sobre o prazer e o amor. A tapeçaria do Museu de Cluny exibe um breviário de prazeres: o banho, a nudez, a música, as jóias, as iguarias…  A iluminura do Codex Manesse versa sobre o prazer que Pascal mais enaltece: o amor. Jacques Brel canta um paradoxo: “Quando só nos restar o amor, teremos o mundo inteiro nas mãos”.
Gosto de Pascal, da arte medieval e de Jacques Brel. E tu?

Tapeçaria. Finais do séc. XV. Museu Nacional da Idade Média. Cluny, Paris.

Tapeçaria. Finais do séc. XV. Museu Nacional da Idade Média. Cluny, Paris.

Codex Manesse, Herr Conrad von Altstetten, c1340, Zurich.

Codex Manesse, Herr Conrad von Altstetten, c1340, Zurich.

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Jacques BrelJacques Brel. Quand on a que l’amour. Jacques Brel 2 (estreia em 1957).

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One response to “Prazer”

  1. Beatriz Martins says :

    O Amor é na sua essência um paradoxo, dos maiores e mais saudáveis!

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