Recupero o artigo Castrati, de 2019. O vídeo primitivo, legendado “Farinelli il Castrato, de Gérard Corbiau. 1994. Excerto: Opera Orgasm”, “foi removido após uma solicitação de direitos de autor”. Substituo-o pela montagem “Cenas e música do filme Farinelli”, colocada por Marcos Vieira em 04.04.2021. Acrescento o excerto com a ária “Ombra fedele anch’io”, que penso corresponder ao vídeo removido.
Imagem: Bartolomeo Nazari – Portrait of Farinelli. 1734
Film ‘Farinelli’ – Ombra fedele anch’io (Aria of Dario from opera ‘Idaspe’ by Riccardo Broschi). Colocado no YouTube por George Eross, em 17.06.2016 [“Recuperado” em 24.07.2026]
O lobo estende o tapete vermelho. Aquilo que resta do Capuchinho Vermelho (Charles de Leusse, Respire, 2004).
“É proibido proibir” era uma das palavras de ordem de Maio de 1968. Hoje, sobram poucas dúvidas, porventura, apenas de grau: “É permitido proibir” ou “proibido permitir”? Apontam nesse sentido os artigos Capuchinho vermelho na era digital (21.07.2012) e É proibido proibir (21.07.2015).
Não vem a propósito, mas entre a floresta musgosa da imagem anterior e o labirinto viscoso dos artigos seguintes, aproveito para introduzir os 10 CC no Tendências do Imaginário.
10 CC – I’m Not In Love. Single / The Original Soundtrack, 1975
Se o dia 11 de julho foi fértil em artigos memoráveis, o 12 mostra-se avaro. É preciso recuar mais de uma década. Inicio com Caravelas do século XXI, de 2013. Ácido, discorre sobre a conjunção “se” como alavanca ou muleta do pensamento. Conjetura ainda se não somos exímios na arte de urdir teias para enredar as nossas próprias caravelas. Naquele dia, devo ter tomado fel ao pequeno almoço. Valem os Pink Floyd.
Vincent Van Gogh . Caveira com cigarro aceso, 1885-86. Van Gogh Musseum. Amsterdam
Fumar é atividade que ganha cada vez mais em ser relegada para a intimidade. Em público, acenam com a morte. O cigarro tornou-se o memento mori do século XXI: “mais um prego no caixão”; “fumar mata!”. Trata-se de uma sentença ritual bem-intencionada. Aliás, penso que se acredita que com boas intenções não se enche o inferno, mas se sobe a escada de Jacob. Apetece pedir também com amizade: “Já que vou morrer, deixem o prazer”. Mas contenho-me e agradeço com um sorriso penitente. Não me tenta incomodar os outros.
St. Vincent – Smoking Section. Masseduction, 2017
St. Vincent – Broken Man. All Born Screaming, 2024
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Número e proporção de óbitos por algumas causas de morte, Portugal, 2023 e 2024 (Fonte INE)
A Minda enviou-me a curta metragem de animação “Tragic story with happy ending” (França, 2005), da autoria da portuguesa Regina Pessoa.
Regina Maria Póvoa Pessoa Martins (Coimbra, 16 de Dezembro de 1969) é uma realizadora de animação portuguesa. É membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood e vencedora de diversos prémios de animação internacionais como o Annie Awards e o Anima Mundi.
O seu filme Kali, o Pequeno Vampiro foi considerado Património Mundial pela UNESCO (…) A sua curta-metragem História Trágica com Final Feliz é o filme português mais premiado de sempre, tendo obtido mais de 35 prémios (…) O seu nome encontra-se em terceiro lugar, na lista dos 50 melhores filmes de animação dos últimos 25 anos, compilada pelo Animac – Festival Internacional de Cinema de Animação da Catalunha em 2021. (Wikipedia, 27.02.2026).
Andar às voltas com a felicidade propicia recompensas como esta.
Regina Pessoa – Tragic story with Happy ending. França, 2005.
“O teatro tece o quotidiano”. O anúncio “Adultério”, da Câmara Municipal da Maia”, é uma raridade ousada e preciosa. Mostra como superar uma crise dando a volta por fora. “Dar a volta por cima” e “dar a volta por fora” constituem duas virtualidades da “força dos fracos”. Carregue na imagem para aceder ao vídeo.
Anunciante: Câmara Municipal da Maia. Título: Adultério. McCann Erickson. Portugal, 2002