Tag Archive | Albertino Gonçalves

Filmes do Homem / A cumplicidade dos objetos

Filmes do Homem. Identidade, Memória, Fronteira.. 2018. Catálogo.

Filmes do Homem. Identidade, Memória, Fronteira.. 2018. Catálogo.

De 30 de Julho a 5 de Agosto, ocorre, em Melgaço, o Festival Filmes do Homem, organizado pela Câmara Municipal e pela associação Ao Norte. “Um evento de referência no território nacional e internacional”. Além do cinema, o Festival contempla outras actividades, tais como a fotografia. Articula-se, entre outras entidades, com o Museu do Cinema, o Espaço Memória e Fronteira, a Torre da Menagem, a Casa da Cultura, a Porta de Lamas e o Museu de Castro Laboreiro.

Melgaço, um dos municípios mais envelhecidos do País, insiste em ser dinâmico e ambicioso. Colaboro com os Filmes do Homem desde a origem. Nos últimos anos, foi incluída uma exposição de fotografia. O Álvaro Domingues  e eu próprio temos escrito os textos para os catálogos. No dia 30 de Julho, pelas 19:30, na Casa da Cultura, vão ser lançadas publicações com as fotografias e os textos correspondentes a três exposições.

Para aceder ao pdf do Catálogo dos Filmes do Homem, de 2018, carregar na imagem acima ou no seguinte endereço: file:///C:/Users/Utilizador/Downloads/Cat%C3%A1logo%20Filmes%20do%20Homem.pdf

Para aceder ao pdf do texto “A cumplicidade dos objectos”, carregar na imagem abaixo (uma mulher a preparar a terra) ou no seguinte endereço: Albertino Gonçalves. A cumplicidade dos objectos. Exposição Pedra e Pele, de João Gigante. Filmes do Homem 2018.

A amanhar a terra. Exposição a Pedra e a Pele. João Gigante. Filmes do Homem, 2018.

A amanhar a terra. Exposição A Pedra e a Pele. João Gigante. Filmes do Homem, 2018.

Religiosidade Popular: resistência e adaptação à mudança

“Se o meu sangue não me engana, havemos de ir a Viana” (Pedro Homem de Mello).

Para uma informação mais detalhada, carregar na imagem ou no seguinte endereço: https://bloguedominho.blogs.sapo.pt/centro-de-estudos-regionais-de-viana-do-10001522.

Religiosidade Viana

Adeus à cátedra

Pensador de Cernavoda. Século VI a.C, encontrada em Cernavoda, na Roménia.

Pensador de Cernavoda. Séc. VI a.C. Roménia.

“As coisas a que mais queremos (…) não são com frequência quase nada. São um nada que a nossa imaginação transforma em montanha. Um outro esforço de imaginação faz que o descubramos sem dificuldade” (Blaise Pascal, Pensamentos).

Perdi, há anos, um concurso para uma vaga de professor catedrático na área de Sociologia da Universidade do Minho. Herdei alguns fantasmas. Por exemplo, alguém atribuiu, quase salomonicamente, 101 pontos a um candidato e 100 ao outro; houve quem tenha compensado o desequilíbrio na dimensão “prestação de serviços à comunidade” convocando a atividade sindical… Estes e outros fantasmas dormem no inverno do meu descontentamento: assombram a confiança e corroem a vontade. Imbuído de sentido institucional, prossegui indignado por dentro e plácido por fora.

Está aberto novo concurso para uma vaga de professor catedrático na área de Sociologia da Universidade do Minho. Há tapetes que só se pisam uma vez. É verdade que um homem tem que fazer o que tem que fazer. Persigo, porém, uma figura que pertence ao passado: o intelectual. A um homem compete-lhe ponderar o que deve fazer.

Com a fábula da raposa e das uvas na sombra, confesso que, a caminho da reforma, a cátedra me motiva pouco. Prescindo dos júris para professor associado, professor catedrático e provas de agregação. Inquietam-me os desfechos em tribunal. Dispenso avaliar colegas. Não me seduzem os cargos de topo. Não me atrai o poder. Por acréscimo, a diferença de remuneração é, no meu caso, irrelevante.

Há coisas que só se perdem uma vez. Para o bem e para o mal e com o risco de não agradar nem a gregos, nem a troianos, decidi não concorrer. Adeus à cátedra!

Texto em pdf: Adeus à cátedra pdf

Albertino Gonçalves.

Imagens e Clivagens

Imagens e ClivagensO livro Imagens e Clivagens – Os Residentes face aos Emigrantes foi publicado, pela Afrontamento, em 1996. Há quase vinte anos. Esqueço-me dele, como, aliás, dos outros, mas tenho-lhe profundo respeito. Foi um bico de obra, como mais nenhum. Empenhado em sustentar o seguinte pensamento de Jean-Paul Richter (1763-1825): “O homem não revela melhor o seu próprio carácter do que ao descrever o carácter do outro” (Jean-Paul Richter, 1763-1825).

Disponibilizo estes excertos,sobretudo, para acesso por parte dos alunos. A paginação do capítulo 8 deixa a desejar.

Imagens e clivagens. Índice
Imagens e clivagens. Introdução
Imagens e clivagens. Capítulo 8
Imagens e Clivagens. Quadro LXI

Emigrar

Emigrantes portugueses no alojamento, em França. Espaço Memória e Fronteira. Melgaço.

Emigrantes portugueses no alojamento, em França. Espaço Memória e Fronteira. Melgaço.

Não evoluo, vindimo os anos. Pasmo, como o rei Filipe II de Portugal, na sátira de Gonzalo Torrente Ballester. Basta comparar dois pequenos textos sobre a emigração, um publicado em 1991 (“Uma vida entre parênteses. Tempos e ritmos dos emigrantes portugueses em Paris”, Cadernos do Noroeste, vol. 4 (6-7), 1991, pp. 147-158) e o outro publicado este verão (“A viagem do silêncio: o salto” in Filmes do Homem 2015. Festival Internacional de Documentários de Melgaço, Ao Norte/Câmara Municipal de Melgaço, 2015, pp. 14-17). Qual rasga a realidade e qual a enrola? Segue a ligação em pdf:

A. Gonçalves. Uma vida entre Parênteses.
A. Gonçalves. A Viagem do Silêncio.

O assunto que realmente motiva este artigo é a canção Manolo Mio, da Brigada Victor Jara, grupo fundado em Coimbra, no ano de 1975. Também versa sobre a emigração. A cantar também se aprende. Lembro-me de comprar o álbum (Eito Fora, 1977) numa cooperativa (creio eu) junto à Fonte dos Leões, no Porto. Vamos ouvir!

Brigada Victor Jara. Manolo Mio. Eito Fora. 1977.

Teimoso e despistado

Em 1567 artigos do Tendências do Imaginário, pouco falei de mim. A quem interessa? Sabe-se que sou sociólogo, professor universitário, fumador e pouco mais. O meu rapaz mais novo, o Fernando, descobriu, há dois ou três dias, uma página que me é dedicada e que, no meu alheamento crónico, desconhecia. Trata-se de um trabalho realizado por Filipa Magalhães e Ricardo Grilo, ambos licenciados em ciências da comunicação. Os textos e os vídeos incidem sobre o meu tempo de estudante em Braga e em Paris. O período mais turbulento e mais suculento da minha vida. Salpicos biográficos. A Filipa e o Ricardo desencantaram, ainda, o meu rapaz mais velho, o João, bem como o Álvaro Domingues, amigo de infância, e a Ana Moreira, minha aluna. Gosto do resultado. A não ser mais, constata-se que, no meu caso, a escrita é muito mais fresca do que o autor.

Para aceder à página carregue na imagem ou no seguinte endereço: http://ensinopij1314.weebly.com/vocaccedilatildeo.html.

Teimoso e despistado

Elas ficam e partem. O papel das mulheres na emigração

As palavras deviam ser como os cigarros
Fumar uma de cada vez

Passadoras de Homens e Outras Aventureiras é uma reportagem de Ana Cristina Pereira (Texto), Adriano Miranda (Fotografia) e Mariana Correia Pinto (Vídeo) sobre o papel das mulheres na emigração dos anos sessenta, editada no Público de 13 de Abril de 2014. Para aceder carregar na imagem ou no seguinte endereço http://www.publico.pt/portugal/noticia/passadoras-de-homens-e-outras-aventureiras-1631504.

Rio Minho, em Melgaço.Parque Nacional da Peneda-Gerês

O Delírio da Disformidade. O Corpo no Imaginário Grotesco

Na disciplina de Sociologia da Arte, estamos a estudar Hieronymus Bosch, nomeadamente o tríptico O Jardim das Delícias (1503-1504). Este texto, publicado em 2002, na revista Comunicação e Sociedade, pode ser útil como complemento.

O Delírio da Disformidade. O corpo no imaginário grotesco.pdf

Galeria de imagens:

Dionísio na Universidade

Luttrell Psalter, England ca. 1325-1340.

Luttrell Psalter, England ca. 1325-1340.

A Ana Rita, do Brasil, pede o texto “Dionísio na Universidade: a praxe como rito de passagem”. É um texto curto, antigo, talhado para um editorial da publicação oficial da Universidade do Minho (UM boletim, nº 45, 7 Abr. 1997, pp. 1-2). Se um dia calhar ser eremita, longe de tudo e sem termo, e tiver que escolher cinco escritos para me acompanhar, este não será uma tentação.

Dionísio na Universidade. Boletim da UM

O Sentido de Comunidade num Mundo às Avessas

Grotesque flutist. French_illuminated_manuscript. illustration 1408 MS Douce.144 f 28v.

Grotesque flutist. French illuminated manuscript. illustration 1408 MS Douce. 144 f 28v. Séc. XV?

Há uns dez anos, escrevi um artigo sobre a praxe. Ainda o assunto não fervia. Não é um texto pensado por um pensador pensativo. Intentava apenas compreender. Mas compreender para quê quando, hoje, se sabe tudo e quase só importa avaliar?  Apesar de me ter sido encomendado, o texto ostenta a marca do diletantismo. Naquele tempo, os praxantes já trajavam de negro, mas a praxe ainda não. Junto um pdf sem as imagens e com gralhas. A referência é: “O sentido de comunidade num mundo às avessas: o realismo grotesco nas tradições académicas de Braga”, FORUM, nº30, Jul./Dez., 2001, pp. 75-89. Este artigo nunca esteve disponível online. Esta é a vez primeira.

O sentido de comunidade num mundo às avessas