Santa Luzia dos meus amores

O culto a Santa Luzia (ou Lúcia) é antigo. Existem indícios de remontar ao século IV em cujo início terá sido martirizada (por volta de 304).
Foi condenada pelo cônsul romano Pascásio a ser conduzida a um bordel para que fosse estuprada por libertinos. Mas o Espírito Santo intervém, tornando o corpo de Luzia totalmente imóvel e impossível de transportar. Nem mesmo com uma equipa de inúmeros homens e bois é possível movê-la. Enfurecido, Pascásio ordena que se despeje sobre ela piche, resina e óleo ferventes e, em seguida, manda cercá-la com uma pira que é incendiada. Contudo, as chamas não lhe causam dano algum, e ela continua a cantar louvores a Cristo no meio ao fogo. Então, uma espada é cravada em sua garganta, mas ela não morre imediatamente. Um sacerdote vem ministrar-lhe a Comunhão; só então expira.

Outras fontes [datadas do século XIV) especificam que seus olhos foram arrancados. (Ou, alternativamente, que, quando seu noivo lhe disse que a amava tanto por causa de seus olhos, ela mesma os arrancou e os levou até ele em uma bandeja, tateando o caminho.) Diz-se que, depois disso, a Virgem lhe trouxe olhos ainda mais belos. É por isso que ela é frequentemente invocada para curar doenças oculares e retratada por pintores carregando seus olhos em uma bandeja ou em uma taça. Outros recorrem a ela em busca de alívio para dores de garganta. (Wikipedia, em francês, 14.08.2008).
