O pormenor e a originalidade

the marmelade

Há anúncios que não brilham pela originalidade. Nem nas partes, nem no todo. Conseguem, não obstante, um efeito próprio, porventura o efeito desejado. Afirmar que um anúncio não é original, nem nas partes, nem no todo, não afasta possibilidades. Um anúncio, como o The Marmelade, da Krueber, contém pormenores originais, singulares, capazes de fazer a diferença, nomeadamente ao nível estético. Atente-se no rosto feminino coberto com café em pó. Se um anúncio parcimonioso em atributos originais pode lograr um efeito próprio, anúncios repletos de originalidades podem, por sua vez, acabar em lugares comuns. O imaginário não é linear nem é redondo. É retorcido e enrugado. Apraz-lhe saltar de paradoxo em paradoxo. Parafraseando Blaise Pascal, demasiada originalidade banaliza. Por outro lado, retomando Omar Calabrese, o pormenor oferece-se como a parte que pode dizer o todo.

Marca: Krueger Espresto. Título: The Marmelade. Agência: Brand Lounge. Direcção: Torsten Eichten. Alemanha, 2014.

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Sociólogo.

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