Visto de cima
A publicidade excede-se. Não há nicho ou alvo que escape. O anúncio indiano ao filme Baahubali (figura 2) mede 4 794 m2 e é recordista do Guinness. O anúncio da BMW, junto ao aeroporto de Frankfürt, mede 30 075 m2, sem homologação pelo Guinness (Figura 3).
Importa atender aos olhares das alturas, como no caso dos geoglifos do deserto de Nazca, no Perú (ver galeria de imagens no fim do artigo). Os publicitários louvam o consumidor, outros, o sagrado. Se calhar, como anda tudo baralhado, a diferença não é muita.
Vem a propósito a canção Eye in the sky (1982) dos Alan Parsons Project, inserindo-a no enfiamento do artigo dedicado aos Pink Floyd (http://tendimag.com/2015/09/22/caes-porcos-e-carneiros/). Ambos convocam George Orwell: os Pink Floyd, Animal Farm, Alan Parsons Project, 1984. Acresce que Alan Parsons foi engenheiro de som dos Pink Floyd em The Dark Side of the Moon. A canção Eye in the Sky está um pouco datada. Como eu.
Alan Parsons Project. Sirius/Eye in the sky. Eye in the sky. 1982.
Mas não é apenas com pedras, terra e placas que se constroem figuras gigantescas. Também se desenham e animam imagens compostas por pessoas para condor ver. Por exemplo, na abertura dos jogos olímpicos ou dos campeonatos mundiais de futebol.
Os ditadores têm particular apetência por estas “coreografias” (Figura 4). Muitos anúncios publicitários entregam-se a estas configurações com humanos. Um dos mais célebres, por sinal em movimento, é a Big Ad, da Carlton Draugh (http://tendimag.com/2012/09/08/o-grande-bebedor/).
Galeria de imagens: Geoglifos. Nazca. Perú.
- O astronauta. Nazca. Perú.
- Ave. Nazca. Perú.
- Colibri. Nazca. Perú.
- Aranha. Nazca. Perú.
- Macaco. Nazca. Perú
- Cão. Nazca. Perú.











De cima tudo se torna mais explícito!