Igualismo autocentrado

Um aluno do mestrado em Comunicação, Arte e Cultura enviou-me este anúncio, recente, legendado em português (ver: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=n9Fl_6C4zDs#!). Trata-se, como é habitual na publicidade, de uma paródia, designadamente, de filmes. Trata-se também, o que é menos habitual, de uma reciclagem de anúncios anteriores, nomeadamente do Battle do jornal Mail on Sunday (ver vídeo 2). Em ambos os casos, estamos perante uma “guerra dos sexos” que culmina numa trégua, num saboroso momento de “igualismo”. Como tem sido recebido este anúncio? “Do ponto de vista do público argentino, em geral estão acontecendo duas maneiras de recepção para esta campanha:  A primeira gosta do comercial, gosta da ideia da sacada/brincadeira de usar uma guerra literalmente para opor homens e mulheres. A segunda é de que as mulheres pensam que o comercial é extremamente machista e se apoiam em uma fala de uma moça que diz que aceita lavar a roupa do seu par e, dessa maneira, estimulando publicamente o conformismo da mulher para que aceite suas tarefas domésticas” (Artur Fernando Ziguratt: http://psvsite.com/?p=2687). Duas achas suplementares: o anúncio ostenta uma capa demasiado épica para lograr um efeito de realidade, o que é normal na publicidade. Por outro lado, o igualismo encenado é um igualismo inclinado. Os discursos centram-se principalmente nos homens. Se é verdade que dialogam homens e mulheres, todos falam, essencialmente, do mesmo, os homens. Os homens é que são o pomo da discórdia. Fica “o sabor do encontro”.

Marca: Quilmes: Título: Igualismo. A guerra dos sexos. Agência: Young & Rubicam. Argentina, Janeiro 2012.

Marca: Mail on Sunday. Título: Battle. Agência: Bartle bogle Hegarty. Direção: Traktor. Reino Unido, Maio de 2007.

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