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A cegonha e o perfume

Tenho andado ocupado. Seguem dois artigos que me parecem algo interessantes.

Fecundidade, 07.10.2015
Perfume e erotismo, 08.10.2016

Mente depravada e coro fetal

Segredos da mente, 18.09.2014
Coro dos anjos, 19.09.2014

Acompanhamentos libidinosos

Luigi Russolo. A revolta. 1911

O mal não reside em desencantar estímulos eróticos na mostarda ou na maionese; o problema coloca-se quando, como noutros acompanhamentos, só restam essas fontes de prazer. Desconversa à parte, os anúncios “Sensualité et légumes” e “Tentation”, no artigo O molho e o sexo, publicado no dia 7 de agosto de 2013, talvez comportem alguma inspiração, embora bastante rebatida.

inDISCIPLINA ERÓTICA. Sexo explícito no século XVI

O Tendências do Imaginário é um poço sem fundo. Convém descer agarrado a uma corda presa na superfície.

Seguem os artigos Profilaxia daLuxúria (Para maiores de 18 anos) e Jogo à portuguesa, ambos colocados no dia 1 de agosto de 2014.

Ilusionismo e controlo

Ilustração: Joelle L., in The Camera Panopticon (https://ar.al/notes/the-camera-panopticon/, acedido em 25.07.2026)

Os artigos Jogo viciado e Pós-modernidade vitoriana abordam temas recorrentes no Tendências do Imaginário: o ilusionismo social e a vigilância disciplinar.

O primeiro, algo extenso e denso, incide sobre a eufemização da dominação e das desigualdades sociais. O segundo, mais leve e breve, ilustra a censura pública. Viral, conhecido ou ignorado, o anúncio “Alexandria Morgan run strapless”, da Tom Tom, foi proibido de aparecer na TV. Por uma qualquer conveniência. Não interessa aqui qual. Todas as censuras se justificam para quem as promove e visam poupar danos aos vulneáveis, que nem sequer se dão conta de semelhante zelo. Não recordo, na história da humanidade, de tamanha abrangência, concentração e eficiência de meios de controlo e censura. Tão pouco, tanta exposição e acomodação por parte dos visados. Talvez nos tempos de maior obsessão com o diabo e suas extensões.

Mangueira

Aguardei pelas 22 horas para recolocar o artigo Sugestão (21.07.2018). Não perguntem o motivo que a resposta pode ser delicada. Configura um exemplo de “fetichismo alegórico” (ver O robot emocionado). À primeira vista, o anúncio Aquarium “não tem ponta por onde se peque”.

O busílis está na sugestão: a mangueira, “nó de sentido”, presta-se a interpretações dúbias. No fim, insinua-se a palavra “sex”, que nãos costuma ser invocada em vão. Pelo sim, pelo não, o anúncio ressurge fora de horas, embora para sempre. Lobo bem vestido parece um cordeiro.

Com sombra de pecado. Sexo angelical (20.03.2016)

Confesso a Deus todo poderoso
E a vós irmãos e irmãs
Que pequei muitas vezes por pensamentos
Palavras, atos e omissões…

Andrea del Verocchio – Tobias e o Anjo, ca. 1470 a 1475. National Gallery

Os anúncios “Little angel” e “The Nuns”, no artigo Sexo angelical (20.03. 2016), são uma delícia: duas maçãzinhas, senhor, [da porta] do paraíso.

Anúncio português vintage 9. Rave

Onde amassar? No meu carro, no teu ou no dele? Carregar na imagem para aceder ao vídeo.

Marca: Nissan. Título: Rave. Agência: BBDO. Portugal, 2003

Anúncio português vintage 8. Adultério

“O teatro tece o quotidiano”. O anúncio “Adultério”, da Câmara Municipal da Maia”, é uma raridade ousada e preciosa. Mostra como superar uma crise dando a volta por fora. “Dar a volta por cima” e “dar a volta por fora” constituem duas virtualidades da “força dos fracos”. Carregue na imagem para aceder ao vídeo.

Anunciante: Câmara Municipal da Maia. Título: Adultério. McCann Erickson. Portugal, 2002

Anúncio português vintage 3. Abençoado preservativo

Em 1995, o contágio pelo vírus da sida entra no seu auge e o preservativo impõe-se como um imperativo prioritário. Ter relações sexuais com uso de preservativo é encarado como um “pecado” que não merece punição. Assim (a)parece no anúncio “Padre”, da campanha Anti sida. [Carregar na imagem para aceder ao vídeo]

Anunciante: Anti sida. Título: Padre. Agência: TBWA / EPG (Lisboa). Direção: Jorge Castro. Portugal, 1995