Todo o mundo à porta; ninguém à janela.
Passa tanta gente à minha porta. E a solidão cá dentro.

A canção francesa, em tempos universal, está em vias de relocalização. Regressa às caves do Boulevard Saint Germain. Entretanto, uma língua e três ou quatro culturas particulares universalizam-se. O resto relocaliza-se, inventaria-se, resiste ou desiste. Hoje, (re)produz-se à moda dos coelhos: vai ser tão bom, não foi? Com tamanha velocidade não há lugar para a solidão. Não? E, contudo…
Nos resíduos dos quatro cantos, toca o sino de Wall Street. Sempre há quem se pendure nas calças dos gigantes; e os abutres indígenas, omnívoros, atiram-se a qualquer porcaria com molho de cifrão. A solidão acompanha a dança; faça-se de conta que não é connosco.
O tema da solidão é caro à canção francesa. Escute-se, por exemplo, Georges Moustaki e Léo Ferré.
Papel Digital
Em turismo no Brasil, um casal de pombos depara-se com a destruição da floresta. Não revelo mais para não ser spoiler. Pode carregar em HD no canto superior direito do vídeo.
Marca: Digital Insurance. Título: Brazil. Agência: BBR Saatchi & Saatchi, Israel. Direção: Rani Carmeli. Israel, Outubro 2013.

