Archive by Author | Albertino Gonçalves

Mais vida

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Aquarius. Nos morimos por vivir.

Morremos para viver? A tradução adequada do espanhol “nos morimos por vivir” talvez seja “estamos mortos por viver”. “Nos morimos por vivir” é um anúncio de sensibilização da Coca-Cola Journey España para a marca Aquarius. Incide sobre a doação de órgãos em Espanha, “o primeiro país do mundo em doação de órgãos”. Aposta na vitalidade e na jovialidade coroadas por um gesto que renova a vida: a doação de órgãos, a passagem da chama. Este anúncio, na linha de outros congéneres, suscita uma questão inconveniente mas difícil de contornar: por que motivo a qualidade e a criatividade das campanhas de sensibilização governamentais e de organizações não governamentais (ONG) tendem a ficar aquém das campanhas de sensibilização lançadas por entidades privadas? Por que é que umas conseguem fazer dois em um (sensibilizar e cativar para a marca) quando outras nem um conseguem alcançar (sensibilizar)?

Marca: Aquarius. Título: Nos morimos por vivir. Agência: McCann. Espanha, Janeiro de 2017.

Ternura

ternura

Ternura

Mais longe? Mais perto? A distância certa é aquela em que se abraça mais as virtudes e menos os defeitos. Não deixe que a ternura se afaste do tabuleiro da sua vida. ”Sem a ternura, o amor não seria nada” (Bourvil, Tendresse, 1963) . A ternura não tem tamanho, lugar ou momento fixo. Num simples gesto, num simples olhar, numa simples atitude, num infinitamente nada, cabe uma galáxia de sentimentos.

Hoje é dia de São Valentim, um bispo romano, do século III, que celebrou casamentos contra a lei do Imperador Cláudio II. São Valentim diz-me pouco, mais me diz Inês de Castro.

“Apercebeu-se que havia mais no mundo do que as especulações da Sorbonne e os versos de Homero, que o Homem tinha necessidade de afectos, que a vida sem ternura e sem amor era apenas uma engrenagem seca, estridente e desoladora” (Hugo, Victor, Notre-Dame de Paris, 1831).

O anúncio Eternal Love, da Instrumentarium, e a canção La Tendresse, de Bourvil, são dois postais ilustrados em dia de namorados. Hoje, não é Fevereiro, nem chove no quintal. Hoje, nas margens do rio Coura, caem do céu as sombras das árvores do luar de Agosto.

Marca: Instrumentarium. Título: Eternal Love. Agência: Cassius Helsinki. Direcção: Pete Riski. Finlândia, Fevereiro 2017.

Bourvil. La tendresse. Letra de Noël Roux. Música de Hubert Giraud. 1963.

La Tendresse (Bourvil)

On peut vivre sans richesse
Presque sans le sou
Des seigneurs et des princesses
Y’en a plus beaucoup
Mais vivre sans tendresse
On ne le pourrait pas
Non, non, non, non
On ne le pourrait pas

On peut vivre sans la gloire
Qui ne prouve rien
Etre inconnu dans l’histoire
Et s’en trouver bien
Mais vivre sans tendresse
Il n’en est pas question
Non, non, non, non
Il n’en est pas question

Quelle douce faiblesse
Quel joli sentiment
Ce besoin de tendresse
Qui nous vient en naissant
Vraiment, vraiment, vraiment

Le travail est nécessaire
Mais s’il faut rester
Des semaines sans rien faire
Eh bien… on s’y fait
Mais vivre sans tendresse
Le temps vous paraît long
Long, long, long, long
Le temps vous parait long

Dans le feu de la jeunesse
Naissent les plaisirs
Et l’amour fait des prouesses
Pour nous éblouir
Oui mais sans la tendresse
L’amour ne serait rien
Non, non, non, non
L’amour ne serait rien
Quand la vie impitoyable
Vous tombe dessus
On n’est plus qu’un pauvre diable
Broyé et déçu
Alors sans la tendresse
D’un coeur qui nous soutient
Non, non, non, non
On n’irait pas plus loin
Un enfant vous embrasse
Parce qu’on le rend heureux
Tous nos chagrins s’effacent
On a les larmes aux yeux
Mon Dieu, mon Dieu, mon Dieu…
Dans votre immense sagesse
Immense ferveur
Faites donc pleuvoir sans cesse
Au fond de nos coeurs
Des torrents de tendresse
Pour que règne l’amour
Règne l’amour
Jusqu’à la fin des jours.

 

Noël Roux

Porco-espinho

porco-espinho

Com tanta liquidez de afectos, até apetece abraçar um porco-espinho.

Marca: H2OH. Título: Porco-espinho. Agência: Almap/BBDO São Paulo. Brasil, 2009.

À espera de São Valentim

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O anúncio A love song, da The Climate Coalition, é soberbo. Graças à imagem, à música e à palavra. A música é um original dos Elbow e o poema, um original (I’ve Heard Talk) de Anthony Anaxagorou. As primeiras imagens desfilam com o Blade Runner no retrovisor, nomeadamente, a inesquecível sequência final. Um relance à ficha técnica do anúncio suporta o déjà vu. A agência que produziu o anúncio,  uma curta-metragem, é a Ridley Scott Associates Films. Ridley Scott foi o realizador, entre outros, de Alien (1979), 1492 – A Conquista do Paraíso (1992), Gladiador (2000), Prometheus (2012) e, naturalmente, Blade Runner (1982).

Este ano, sugeri aos alunos de Sociologia da Arte um trabalho inovador: escolher, analisar e comparar, seja para aproximar, seja para contrastar, duas obras de géneros distintos, por exemplo pintura e publicidade. Não é difícil, basta estar atento. Neste anúncio temos, pelo menos, duas obras de géneros distintos passíveis de diálogo: a sequência final do filme Blade Runner e a sequência inicial do anúncio A Love Song. Este anúncio, um poema audiovisual, convoca, certamente, outras obras de outros géneros. A intertextualidade é profusa e vadia.

Anunciante: Climate Coalition. Título: A love song. Agência: Ridley Scott Associates Films. Direcção: Stuart Rideout. Reino Unido, Fevereiro 2017.

I’ve Heard Talk – By Anthony Anaxagorou

I’ve heard talk of a quiet violence
waiting at the water’s edge
where children learn the earth by golden shores
and gulls decorate shadows with all their height.

I’ve heard the mountains speak of their agony
a gripping smog hurting their stone –
the sparrow and the wren salvage hope from the wind
casting their song over the ears of morning,

I’ve seen the mountaineer conquer
the obstinacy of rock with the smallest
of hands, breath leaving his mouth
like an eruption of ampersands.

I’ve heard the forest’s thin call
as it’s left to shudder under its heavy load,
I remember a time it would climb
to paint the world with its green

where now will the lovers go to know each other’s palms?
How will kisses announce themselves to lips
if the path we’ve walked for so long
becomes lost to the noise we share?

I’ve seen how the willow holds its perennial lean
while cliffs frail as deceit drop to the sea.
A rainbow bought and sold for its skin
is worn like victory by another skyscraper.

Lakes still embrace shoals of fish
while icebergs melt like snow on lips.
Seasons start to run from each other
while love’s left to shiver on the edge of a leaf.

But there’s still time to rescue the tranquillity
the fragile space between parks, pitches and sea –
the cosmos in all its wonderment and us,
a blink in its starry eye.

I’ve heard of this kind of dying before
slow, white and expansive. I’ve followed
the groan and made my lungs from the trail.

We are building new rain,
We are harbouring less sight
an infant tilts his head skywards
and asks his mother what’s beyond
she takes him by the hand and says

we will shape the brilliant and new
I very much like you have been saved so many times by a view
yesterday the sun whispered into the moon’s ear
and the moon trembled, turning white with fear.

Anthony Anaxagorou

Com a morte no bolso

Insisto na ferida que nos últimos anos mais magoou a minha cidadania. O problema é que a falta de respeito pela dignidade das pessoas é algo que se pega e que se paga.

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“Não há dúvida que na Idade Média se falava mais francamente e mais frequentemente do que hoje da morte e da agonia. A literatura popular da época comprova-o. Os mortos, ou a morte em pessoa, aparecem em numerosos poemas (…) A Vida queixa-se que a Morte espezinha os seus filhos. A Morte gaba-se das suas vitórias. Em comparação com a época contemporânea, a morte dos jovens e dos velhos era nesse tempo menos dissimulada, mais omnipresente e mais familiar (Elias, Norbert, La Solitude des Mourants, Paris, Christian Bourgois Ed, 1988, p. 26).

Norbert Elias engana-se, pelo menos, em parte. Mais de 20% da população actual vive sob permanente ameaça ou assédio de morte. Deve ser um retrocesso do “processo civilizacional” (Norbert Elias).

Todos os dias, José Fumega, o “sobretaxado”, compra o vício no lugar do costume: 4 euros e 20 cêntimos; cerca de três euros destinam-se ao Estado. O imposto sobre o tabaco é um dos mais elevados a nível mundial. Só de imposto sobre o tabaco, José Fumega paga mais do que muitos concidadãos pelo IRS. José Fumega, como a maioria dos fumadores, pertence às classes mais carenciadas. Em termos técnicos, chama-se a isto o princípio constitucional da progressividade da tributação. José Fumega paga e não protesta. Para além dos cigarros, compra o discurso de Estado. É um bónus.

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Quando José Fumega era pequeno e se portava bem, o senhor abade dava-lhe santinhos. Agora, o Estado dá-lhe imagens sinistras de um futuro sinistro, uma catequese de bolso. É sempre bom saber, e ver, como vamos morrer! Aqueles corpos nos maços de cigarros são mais explícitos do que as fotografias postmortem da era vitoriana. José Fumega pensou em coleccionar embalagens. Ficaria com um catálogo da miséria e da morte anunciadas. Mas desistiu: ao contrário da revista La Redoute, não dá para escolher. Só para embrulhar.

José Fumega retira o maço do bolso, pisca o olho à fotografia e acende um cigarro. “Fumar provoca ataques cardíacos”. Tenta recordar-se: como era a mensagem anterior? “O tabaco pode provocar uma morte lenta e dolorosa”? Deve ser isso. E a imagem? Outro cadáver… Duas passas. Fixa o olhar na ponta incandescente: cinzas, só cinzas. Até o fumo, “com mais de 70 substâncias causadoras de cancro”, tem um sabor macabro.

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Mais duas passas. No meio da fumarada, José Fumega sonha, sonha com um funeral: o corpo jazente, dizimado por um rosário de doenças e mortes sucessivas, avança numa carruagem puxada por burros ajaezados a ouro. E sente-se justiçado. Pagou para isso! José Fumega sacode a nuvem de fumo. Por mais impostos e mortes que acumule, nunca terá direito a honrarias de Estado. Nome de rua é apanágio de quem governa vidas e impostos alheios.

Anúncio anti-tabaco. Smoking kills slowly

Anúncio anti-tabaco. Smoking kills slowly

José Fumega apaga o cigarro. Ele, que não gosta de beatas, sente-se uma beata num cinzeiro político. São muitos milhões os seres humanos abençoados a passear uma dança macabra até ao fim do vício. São os segredos da conversão. José Fumega guarda os cigarros e diz para com os seus botões: é um privilégio andar com um arroto do Estado no bolso. Erasmo falava em “ventosidade” (Erasmo de Rotterdam, De la urbanidad de las maneras de los niños (De civilitate morum puerilium, Ministerio de Educación y Ciencia, 2006, p. 33).

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Enquanto caminha, José Fumega não consegue afastar uma dúvida: a ventosidade do Estado pode configurar uma atentado à dignidade humana? E a Constituição da República Portuguesa para que serve? Não estipula o artigo 1º que “Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária”. E, segundo o artigo 26º, “A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade, à capacidade civil, à cidadania, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra, à reserva da intimidade da vida privada e familiar e à protecção legal contra quaisquer formas de discriminação”. Quem são “todos”? E José Fumega afasta-se por entre os transeuntes soletrando uma máxima que o avô lhe ensinou: se não defender a tua liberdade, arrisco a minha.

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Anúncio anti-tabaco

José Fumega recorda-se de um comentário: “as campanhas anti-tabaco visam dar a liberdade aos fumadores”. José Fumega rumina lentamente. Só pode dar liberdade quem a tem. Não, não é bem assim! José Fumega retoma a ruminação. A liberdade não se recebe, respira-se. Com ou sem mortalha. Acontece a liberdade parecer um albergue espanhol, a folle du logis, à semelhança da “imaginação” de Malebranche. Qual Zé Povinho, ao José Fumega apetece-lhe meter a mão no bolso, mas no bolso das calças repousa o cronómetro da morte, junto ao sexo condenado à impotência.

Rafael Bordalo Pinheiro. Zé povinho

Rafael Bordalo Pinheiro. Zé povinho

José Fumega acabrunha-se. Tosse um disparate estúpido. Durante a Segunda Guerra Mundial, do lado dos aliados, Franklin D. Roosevelt fumava; Winston Churchill fumava; Charles de Gaulle fumava; e Joseph Stalin fumava. Do lado do Eixo e dos neutros, Adolfo Hitler não fumava; Benito Mussolini não fumava; Francisco Franco não fumava; e António de Oliveira Salazar não fumava. Isto não quer dizer absolutamente nada. Como acudiu ao José Fumega tamanha falácia! De tanta pedrada, até aqueles que vivem para a morte aprendem a atirar pedras.

Outrora, para salvar a alma, prometiam o inferno. Agora, para salvar o corpo, prometem a morte.

José Fumega volta a lembrar-se do Zé Povinho. Tira o caixão do bolso e coloca uma bala nos beiços. Expira umas tantas caveiras. E enfia as mãos nas calças para não cruzar os braços.

Apodrecimento

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O anúncio da 84 Lumber, em que mãe e filha mexicanas tentam entrar nos Estados Unidos, foi censurado pelo canal Fox durante o Super Bowl. Apenas uma parte foi transmitida.  O poder é como a fruta. Quando uma peça começa a apodrecer, apodrece toda a fruta em redor.

Marca: 84 Lumber. Título: The Journey. Agência: Brunner. Direcção: Cole Webley. Estados Unidos, Fevereiro 2017.

Com um burro às costas. Música com humor.

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Francisco Goya. Tu que no puedes. Los caprichos 42. 1799.

Estive sete dias sem Internet. O apoio técnico por parte da operadora, a única entidade que o pode prestar, só chegou hoje. Uma simples troca de modem. Podia ter recorrido a outros acessos à Internet, mas estas conversas são pessoais e têm um nicho, a minha casa. Sou fetichista.

Há quem acredite que a técnica nos conduzirá à eternidade. Quanto a mim, a técnica, parente da obsolescência, é aceleradora da morte. Atropelam-se os funerais de técnicas de ponta, computadores incluídos. Deus não fez, neste mundo, obra perfeita. O que fez desfaz-se. Não faltam porém divindades de barro em busca da perfeição. São os piores inimigos da humanidade.

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Pássaro alimenta uma cria proveniente do ovo de um cuco.

Neste País de mil leis, uma operadora não tem prazo para acudir a uma participação de avaria! E nem sequer é possível denunciar o contrato. Por causa da fidelização. Quando o poder político e o poder económico se sentam no mesmo banco, o melhor é o consumidor não se pôr a jeito. Para a próxima, pense duas vezes antes de avariar, não vá carregar dois burros às costas.

Esta abstinência digital lembrou-me quatro músicas dedicadas a animais. Na primeira, os burros zurram; na segunda, as galinhas esgaravatam; na terceira, os cucos parasitam; e na quarta, os zangões zumbem.

La Fête de l’Ane. Excerto. Música medieval. Clemencic Consort.

Jean-Philippe Rameau. La Poule. 1728. Sir Neville Merrimer.

Louis-Claude Daquin. Le Coucou. 1735. Trevor Pinnok.

Nikolai Rimsky-Korsakov. Flight of the Bumblebee. 1899-1900. David Garrett.

Antes que seja tarde

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Yemen. Foto Unicef.

Hoje é o dia do Senhor. E não fui à missa. Mas não sou má pessoa. Não sei como reparar? Talvez um artigo integralmente lusófono, com um anúncio da Unicef Brasil, uma canção dos Titãs e um poema de Miguel Torga. Hoje não é o dia do Senhor; hoje é o dia do Menino.

Anunciante: Unicef Brasil. Título: Antes que seja tarde. Agência: Isobar. Brasil, Janeiro 2017.

Titãs. Epitáfio. Álbum: A melhor banda de todos os tempos da última semana. 2001.

AVISO

Um Deus que me queira, um dia,
Depois desta penitência
De viver,
Se me não der a inocência
Que perdi,
Terá o desgosto de ver
Que de novo lhe fugi.

Quero voltar a criança,
À meninice dos ninhos.
Quero andar pelos caminhos
Com olhos de confiança,
A quebrar a minha lança
Nos moinhos…

Miguel Torga, Diário VI, 1952.

Azul, rosa e âmbar. Paleta simbólica.

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Significado das cores.

O mundo veste azul e rosa. Às vezes, azul sobre rosa, como a menina com o smartphone. Uma pincelada dissonante na geometria das cores. A Cinderela do smartphone é uma mulher vestida de azul. Personalidade? Segunda pincelada dissonante. Azul costuma ser associado por psicólogos e decoradores à serenidade, à harmonia e à maturidade: e, pelo comum dos mortais, ao sexo masculino. O rosa respira desejo, ternura e ingenuidade. Corresponde ao sexo feminino. Azul mais rosa dá roxo, todo espiritualidade, magia e mistério. A mistura das três cores não basta para produzir o branco, cor da paz, da harmonia e da pureza. Quando uma pessoa não tem que dizer, escreve com o cérebro em velocidade de cruzeiro. Devia limitar-se a ver o anúncio brasileiro Azul, da Samsung (vídeo 1). Mas caso insista na incontinência colorida, o melhor é mudar de tom, para um azul aveludado, e, sobretudo, de cor, de rosa para âmbar (vídeo 2).

Marca: Samsung S7 Edge. Título: Azul. Agência: Leo Burnett Tailor Made. Direcção: Carol Markowicz. Brasil, Janeiro 2007.

Mysteries of Love. Música por Angelo Badalamenti. Com Kid Moxie. Blue Velvet (1986), por David Lynch.

Nem a morte nos separa

“Nem a morte nos separa” é um dos meus artigos favoritos do Tendências do Imaginário. Vale a pena relembrar.