O défice da política


Passei toda a santa tarde a elaborar, com a ajuda do ChatGPT, as legendas de um documentário para a disciplina de Estéticas Contemporâneas e Sociologia, da Academia Sénior Municipal de Braga: Goya: Crazy Like a Genius (2002), pelo historiador de arte Robert Hughes. Trata-se de um dos melhores documentários a que acedi sobre a vida e a obra de Goya. Se fosse para a Academia Sénior de Melgaço, dispensava o trabalho. Possuo o documentário dobrado em espanhol, língua familiar por essas bandas. Mas em Braga…
Em suma, uma trabalheira que nem os alunos nem a Academia suspeitam. A produto acabado não se olha ao cabo. Não importa! Por eles, não para mim. Um destes dias, terei o ensejo de colocar o documentário. legendado em português, no Tendências do Imaginário.

Na deriva pelos “artigos do dia”, deparei com “O défice político (crónica no ComUM online)”, de 4 de novembro de 2012. Por essa altura, escrevia crónicas no boletim ComUM online, da Universidade do Minho. À semelhança de outros não consegui aceder: entretanto, o documento esfumou-se. Na verdade, até apreciava comparar o pensamento da juventude tardia com o da fase mais amadurecida, senão caduca.

Desta vez, dei-me à canseira (há dias assim) de procurar nos meus arquivos. E encontrei! Escrito há 14 anos, em pleno período da troika, com o compromisso de Portugal foi atingir um défice de 5,9% em 2011 (contra os 4,6% anteriores), 4,5% em 2012 e 3% em 2013, quando a meta anterior era de 2%.
Habitualmente, estranho letras passadas, mas neste caso subscreveria muitas passagens. Surpreendem pela atualidade. E, pelos vistos, sou de escassa evolução.
