Archive | Julho 2026

À Descoberta da China. Daiqing Tana

Montanhas Huangshan. Província de Anhui. República Popular da China

O verdadeiro viajante não sabe para onde vai.
Um idiota que caminha chegará sempre mais longe do que dois intelectuais sentados.
(Provérbios chineses)

Adio o ritual do resgate de “anúncios do dia” para logo à noite. Apetece-me criar um artigo novo.

No ranking das visualizações do Tendências do Imaginário, a China ocupa o quarto lugar. Também deve aparecer no blogue. Prezo a reciprocidade.

Encaro os outros menos como cais de chegada e mais como pontos de partida. Cada um constitui um emaranhado de pontes que conduzem a outros outros. Deste modo, cada descoberta dá acesso a uma autêntica galáxia, distinta de nossa. O mundo resulta, assim, desmedido, praticamente sem fim.

Já conhecia a cantora e compositora Daiqing Tana (ver Música da Mongólia). Regressei pela mão da Nina Hagen, reputada pelas afinidades com o Oriente. Chinesa, de etnia mongol, nascida em Qingha, em 1983, Daiqing Tana é a vocalista principal da banda Haya, a que se juntou em 2006.

Segue uma cascata com cinco canções [as duas últimas são recolocadas]. Para provar. Se gostar, para continuar a escutar; e, eventualmente, explorar mais. Para apreciar este tipo de música, convém abrir o espírito, fechar os olhos e deixar a imaginação sonhar.

Haya – Dancer in the darkness (LIVE 2009). Daiqing Tana & Haya, Silent Sky, 2011
Daiqing Tana & HAYA – Snow Mountain (2009). Daiqing Tana & Haya, Silent Sky, 2011
Dai Qing Tana & HAYA – Qinghai Lake. Silent Sky, 2011
Daiqing Tana – Silent Sky (LIVE 2009). Daiqing Tana & Haya, Silent Sky, 2011
Daiqing Tana – Ongmanibamai. Daiqing Tana & Haya, Silent Sky, 2011

Diagonalização do Poder

Padrãodo Descobrimentos com identificação das figuras. Lado Leste. Por Walrasiad

Le rire est une bouée de sauvetage / O riso é uma bóia de salvação (Michel Serrault)
Le rire libère l’homme de la peur / O riso liberta o homem do medo (Dario Fo)

O artigo Hierarquias na horizontal, colocado no Tendências do Imaginário no dia 14 de julho de 2018 inspira-se no maneirismo seiscentista. Como diriam os medievais francófonos, é uma drôlerie (gracejo), um sintoma, talvez, de quem tem muito tempo no presente e pouco pela frente.

Padrão dos Descobrimentos com identificação das figuras. Lado Oeste

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Michel Sardou – Le France. Michel Sardou, 1976

Camuflagens, Potência e Triunfo do Amor

[DisfarçARte] Fotografia por Liu Bolin

Há dias assim! Neste 14 de julho, mesmo sendo exigente na seleção, persistem bastantes artigos de qualidade e com vídeos em falta. Cada um merecia uma recolocação própria comentada. Segue, porém, um pacote mudo de 3 artigos, de 2012, 2014 e 2017, com, no conjunto, 4 anúncios, 2 canções e 1 galeria de imagens, todos admiráveis.

O Cabelo e o Violino. Pantene e Pachelbel

“Crysalis” é um belíssimo anúncio, ao nível áudio e vídeo, da Pantene, de 2009, com uma história à tailandesa, que culmina com o cânone de Pachelbel. Colocado no Tendências do Imaginário no longínquo dia 14 de julho de 2012, oferece uma boa oportunidade para começar o dia com uma pequena centelha no coração.

Imagem: Johann Pachelbel (1653-1706)

O Personal Jesus de Nina Hagen

São Paulo, no Brasil, é uma das cidades onde o Tendências tem mais visualizações. Lá, perto da nossa meia noite, ainda não são 20 horas. Não é, portanto, demasiado tarde para acrescentar outro “artigo do dia 13 de julho”: Pare, escute e sente-se, publicado em 2020. Não dá para ignorar: inclui uma canção da Nina Hagen. Pois, não há 1 sem mais 4, para fazer 5.

Nina Hagen – Personal Jesus. Personal Jesus, 2010. Cover dos Depeche Mode. Recorded live on NDR Talk Show in Germany, 16/07/2010
Nina Hagen – I Am Born To Preach The Gospel. Personal Jesus, 2010. Cover de Washington Phillips. Personal Jesus 15th Anniversary Colored Vinyl (16.07.2025)
Nina Hagen – I’m Gonna Live The Life. Revolution Ballroom, 1993. From the RTL late show “Nachtshow”, 1993
Nina Hagen Band – “Naturträne”. Nina Hagen Band, 1978. Live on Rockpalast (TV Show) in Dortmund Germany, December 9th 1978

Sonho envenenado

No artigo Ama-te a ti mesmo como nunca te amaste, de 13 de julho de 2017, continuo a escrever com língua bífida, como a das serpentes.

Para o ler, convém usar luvas e óculos de proteção como os dos serralheiros e metalúrgicos; para perceber, aventurar-se nas entrelinhas; para apreciar, dispensar encostos.

Imagem:
Hieronymus Bosch ou discípulo – Cristo carregando a cruz. Detalhe. Entre 1510 e 1535. Museu de Belas Artes de Gante

Macacos me mordam! Surpresas e sustos

Ao Daniel N.

São amoras, senhor/a, amoras! Maduras e negras, prontas a ser devoradas, com picadas e nódoas nos dedos. Não paro de recuperar e gravar vídeos. Fabulosos, por sinal! Por esta altura, em julho de 2013, andava, provavelmente, virado do avesso. Torrado em Braga à espera de Moledo, a escrita resultava retorcida e afiada, carregada de cinismo e ironias sarcásticas.

Imagem: Frida Kahlo – Autorretrato con Changuito,Frida, 1945. MuseoDolores Olmedo,

Mas, senhor/a, se o texto é silvestre, os vídeos contemplados nos artigos seguintes são uma maravilha: um amor de amoras. A pedir por mais. Se emagrecer… e Anomalia foram colocados no mesmo dia, 13 de julho de 2013; Apanhados, esquecido, no dia 11 de julho de 2015.

Boa noite, amor

Boa noite, amor
Vou voltar a ver-te nos meus sonhos
Boa noite
Boa noite para ti, que estás longe

“Buona notte amore
Ti rivedrò nei miei sogni
Buona notte
Buona notte a te che sei lontano”
(Nini Rosso – Il Silenzio)

Imagem:
Sandro Botticelli, Vénus. Detalhe, ca. 1484 -1490. Galleria Sabauda. Turin

Farsa trágico-marítima

Se o dia 11 de julho foi fértil em artigos memoráveis, o 12 mostra-se avaro. É preciso recuar mais de uma década. Inicio com Caravelas do século XXI, de 2013. Ácido, discorre sobre a conjunção “se” como alavanca ou muleta do pensamento. Conjetura ainda se não somos exímios na arte de urdir teias para enredar as nossas próprias caravelas. Naquele dia, devo ter tomado fel ao pequeno almoço. Valem os Pink Floyd.

Transcendência do humano

Felix Nussbaum – Prisioneiro, 1940

Convém não esquecer.