Libertar as raízes. Ganavya

Quem esquece as suas raízes nunca alcança o seu destino. (Provérbio filipino)
Recebo poucas sugestões. Mas compensam. É possível que o receio de não acertar no alvo ou de redundância desencorajem as iniciativas. A Ana Paula Alves Pinto costuma acertar. Enviou-me o anúncio de consciencialização “Break Free” [já colocado em outubro de 2020], da Peta, e a interpretação musical na KEXP de Ganavya, artista ímpar, que desconhecia. Uma descoberta que se aproximou de uma epifania. Obrigado!
Ganavya nasceu em Nova Iorque e cresceu na Índia. É cantora, compositora, investigadora e educadora, com formação em teatro, psicologia, performance contemporânea, etnomusicologia e pensamento crítico. (…) O novo álbum, Nilam, é o resultado de uma vida dedicada à escuta, à criação e à interrogação constante do lugar da arte no mundo. Um disco que convida à reflexão, à presença e à experiência sensível da música que ganhará ainda mais camadas ao vivo. (,,,) Nilam significa “terra” em Tamil, e é precisamente esse sentido de enraizamento que atravessa todo o disco — uma meditação sobre pertença, equilíbrio e continuidade. Com composições delicadas e tocantes, ganavya oferece ao ouvinte um espaço de escuta profunda, onde a fragilidade se transforma em força. Este é um trabalho que se distingue pela honestidade e pela beleza, construído a partir de influências múltiplas e de um percurso artístico e académico ímpar. (Uguru. Ganavya: https://www.uguru.net/artista/ganavya/)
