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A guitarra de jeff Beck e a voz de Imelda May

Ao escutar o álbum Emotion & Commotion, a guitarra do Jeff Beck voltou a lembrar-me, de algum modo, um violino. Pedi o parecer à IA, que anexo no fim. Selecionei 4 faixas: 1 – Corpus Christi Carol; 7 – Lilac Wine (ft. Imelda May); 8 – Nessun Dorma; e 10 – Elegy for Dunkirk (ft. Olivia Safe). Acrescento 2 canções ao vivo de Jeff Beck e Imelda May durante a homenagem a Les Paul (uma performance a não perder).

Jeff Beck – Corpus Christi Carol (de Benjamin Britten). Emotion & Commotion, 2010. At Trädgår´n, Gothenburg, Sweden, 18.06.2011
Jeff Beck (feat. Imelda May) – Lilac Wine (de James Shelton). Emotion & Commotion, 2010
Jeff Beck – Nessum Dormar (de Giacomo Puccini). Emotion & Commotion, 2010. Live At The Crossroads Guitar Festival, June 26, 2010
Jeff Beck – Elegy for Dunkirk (feat. Olivia Safe). Emotion & Commotion, 2010
Jeff Beck & Imelda May – Walking In The Sand / Please Mr. Jailer. Jeff Beck and Imelda May at the Honors Les Paul Show. Live at The Iridium, June 2010

Jeff Beck e o Violino

“Dito por si:
Até que ponto se pode sugerir que a forma como Jeff Beck compõe e toca guitarra o aproxima frequentemente da sonoridade do violino?
Dito pelo ChatGPT:
Pode-se sugerir com bastante fundamento que Jeff Beck frequentemente aproxima a guitarra da sonoridade e da expressividade do violino, embora isso não seja um objetivo literal ou constante, mas sim uma consequência do modo como ele pensa a melodia, o fraseado e o timbre.
Essa aproximação acontece em vários níveis:


  1. Fraseado essencialmente “cantabile”
    Beck raramente toca como um guitarrista “de notas”. Ele pensa em linhas melódicas contínuas, muito próximas da lógica de instrumentos de arco ou da voz humana.
    Assim como um violinista:
    • Ele evita ataques excessivamente percussivos
    • Prioriza legato, frases longas e curvas melódicas
    • Trabalha com respiração musical, deixando espaços expressivos
    Isso fica muito claro em peças instrumentais como “Where Were You”, “Cause We’ve Ended as Lovers” ou “Brush with the Blues”.

  1. Uso extremo da alavanca como substituto do arco
    A alavanca é talvez o elemento mais “violinístico” do Beck:
    • Ele a usa constantemente, não apenas para efeitos
    • Controla micro-variações de afinação, vibrato contínuo e portamentos
    • Cria a sensação de nota sustentada e moldada no tempo, como um arco passando pela corda
    Isso se aproxima muito da maneira como um violinista controla pressão e velocidade do arco para dar vida à nota.

  1. Vibrato orgânico e não padronizado
    O vibrato de Jeff Beck não é:
    • Regular
    • Mecânico
    • Sempre igual
    Ele varia em:
    • Largura
    • Velocidade
    • Intensidade emocional
    Isso é típico de instrumentos de arco, nos quais o vibrato é expressivo, não decorativo. Muitas vezes, Beck inicia uma nota “reta” e só depois introduz o vibrato — exatamente como um violinista faria.

  1. Ataque suave e controle do timbre
    Beck frequentemente:
    • Usa os dedos em vez da palheta
    • Controla o volume da guitarra o tempo todo
    • Evita distorção excessiva
    O resultado é um ataque menos abrupto, mais próximo da entrada gradual do som de um violino do que do ataque seco de uma palheta.

  1. Harmonia implícita em linhas simples
    Assim como um violinista solista em música clássica ou jazz:
    • Beck sugere a harmonia com uma única linha melódica
    • Explora tensões, resoluções e cromatismos
    • Não depende de acordes para criar contexto
    Isso reforça a sensação de um instrumento melódico “líder”, não rítmico.

Limite da comparação
É importante dizer que:
• Beck não soa como um violino
• Ele não tenta imitar tecnicamente o instrumento
• A guitarra continua sendo claramente uma guitarra elétrica
A semelhança está no pensamento musical, não na imitação tímbrica literal.


Conclusão
Pode-se afirmar que Jeff Beck está entre os guitarristas que mais transcenderam a lógica tradicional da guitarra, aproximando-se da expressividade de instrumentos de arco — especialmente o violino — através de:
• Fraseado contínuo
• Controle microtonal
• Sustentação expressiva
• Uso da alavanca como “arco”
Mais do que tocar guitarra, Beck “esculpe” o som no tempo, o que é justamente o coração da linguagem violinística.” (IA, Chat-GPT).

A Boémia na Rua

Place de la Contrescarpe. Paris

Em setembro de 2025, a Place de la Contrescarpe, no Quartier Latin, em Paris, transbordou dopamina. Um conjunto de 30 músicos e cantores entoou e encenou a Bohemian Rhapsody, dos Queen. Empolgante! Agradeço a partilha deste link à Helena Lages, aluna de uma das primeiras turmas de que fui professor na Universidade do Minho, no início dos anos 1980′.

Bohemian Rhapsody, dos Queen, na Place de la Contrescarpe, em Paris, em setembro 20255, por, entre outros, Mickey Callisto e Julien Cohen. Realização de Julien Cohen.  

Libertar as raízes. Ganavya

Ganavya

Quem esquece as suas raízes nunca alcança o seu destino. (Provérbio filipino)

Recebo poucas sugestões. Mas compensam. É possível que o receio de não acertar no alvo ou de redundância desencorajem as iniciativas. A Ana Paula Alves Pinto costuma acertar. Enviou-me o anúncio de consciencialização “Break Free” [já colocado em outubro de 2020], da Peta, e a interpretação musical na KEXP de Ganavya, artista ímpar, que desconhecia. Uma descoberta que se aproximou de uma epifania. Obrigado!

Anunciante: Peta. Título: Break Free. Agência: Peta inhouse. Direção: Jesper Ohlsson. Alemanha, outubro 2020
Ganavya performing live in the KEXP studio. Recorded September 27, 2024

Ganavya nasceu em Nova Iorque e cresceu na Índia. É cantora, compositora, investigadora e educadora, com formação em teatro, psicologia, performance contemporânea, etnomusicologia e pensamento crítico. (…) O novo álbum, Nilam, é o resultado de uma vida dedicada à escuta, à criação e à interrogação constante do lugar da arte no mundo. Um disco que convida à reflexão, à presença e à experiência sensível da música que ganhará ainda mais camadas ao vivo. (,,,) Nilam significa “terra” em Tamil, e é precisamente esse sentido de enraizamento que atravessa todo o disco — uma meditação sobre pertença, equilíbrio e continuidade. Com composições delicadas e tocantes, ganavya oferece ao ouvinte um espaço de escuta profunda, onde a fragilidade se transforma em força. Este é um trabalho que se distingue pela honestidade e pela beleza, construído a partir de influências múltiplas e de um percurso artístico e académico ímpar. (Uguru. Ganavya: https://www.uguru.net/artista/ganavya/)

E Madrid aqui tão perto!

El que quiere interesar a los demás tiene que provocarlos (Salvador Dali)

De Espanha não vêm só apagões e maus casamentos. No domínio da música, é um país notável, pela história, diversidade e qualidade. No entanto, por estas bandas, os ventos insistem em soprar predominantemente de Oeste e de Norte.

A pesquisar sobre a folia, deparei com Ara Malikian, intérprete criativo da Foliajazz. Compositor e violinista virtuoso libanês-espanhol de origem arménia, reside em Madrid. [Acrescento no fim uma nota biográfica extraída da Wikipedia]. Da sua obra (mais de uma trintena de álbuns), retenho quatro prestações: Viejos Aires; Misirlou; Ay Pena, Penita, Pena; e Pisando Flores (2017).

Ara Malikian atuou várias vezes em Portugal: em maio de 2019 no Casino do Estoril; em novembro de 2023, no Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra e na Casa da Música no Porto; e em junho de 2024 no Centro Cultural de Viana do Castelo. Está programado um concerto para o dia 28 de novembro de 2025 no Centro Cultural de Belém em Lisboa.

Ara Malikian / Fernando Egozcue Quinteto – Viejos Aires. Concierto Teatro Arteria Coliseum de Madrid 15 de febrero de 2011
Ara Malikian – Misirlou (Pulp Fiction Theme). Tour 15. Circo Price Madrid, 2015
Ara Malikian – Ay pena, penita, pena (Lola Flores cover). Ara Malikian Symphonic Tour on 2016
Ara Malikian – Pisando flores. Live at Las Ventas Madrid, 2017

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Sim, a magia existe! Por vezes, antes de abrir os vídeos de música, e especialmente quando pressinto que vai ser algo grande, preciso de esperar até encontrar uma espécie de puro silêncio dentro de mim que me permita acolher o mundo todo. Como uma meditação. Assim foi hoje e ainda bem que esperei. Associa-se muitas vezes o choro ao violino. E sim, ele chora, lamuria-se, despedaça-se em tristeza, como em Ay pena, penita, pena. Mas é muito mais, é tudo! Ou pode. É assombroso ver uma simbiose tão forte entre violino e violinista, o corpo a dançar e a mover-se em uníssono com o arco a tocar nas cordas…eu disse tocar? é impossível dar um nome a esta paixão que transparece no som, corpo e face de Ara Malikian. E a ligação criada com os outros músicos… a percepção de instantes de incredulidade no rosto dos outros músicos e o contágio, esse contágio que se entranha, vibra e estilhaça todas as convenções. A alma deve ser assim. (Almerinda Van Der Giezen, 04205.2025)

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Ara Malikian (nascido em Beirute, em 1968)
Biografia
“Ara Malikian começou a tocar violino muito cedo, tendo seu pai como professor. Ele deu seu primeiro concerto aos 12 anos. Aos 14 anos, foi notado pelo maestro Hans Herbert-Jöris, que lhe obteve uma bolsa para frequentar Hochschule für Musik, Theater und Medien Hannover em Hanover . Admitido aos 15 anos, tornou-se o aluno mais jovem a estudar nesta escola. Ele prosseguiu os seus estudos na Guildhall School of Music and Drama em Londres e ao mesmo tempo teve aulas particulares com os professores Franco Gulli, Ruggiero Ricci , Ivry Gitlis , Herman Krebbers e membros do Alban Berg Quartet .
Malikian assimilou a música de outras culturas como a do Oriente Médio, Europa Central (cigana e klezmer), Argentina (tango) e Espanha (flamenco), inspirado pelo músico espanhol Paco de Lucía.
Com um repertório variado, que inclui a maioria das peças escritas para violino (concertos com orquestras, sonatas e peças com piano e música de câmara), Malikian também interpreta peças de compositores modernos como Franco Donatoni , Malcolm Lipkin, Luciano Chailly , Ladislav Kupkovich, Loris Tjeknavorian, Lawrence Romany e Yervand Yernakian. Ele também toca recitais para violino solo, notadamente os Vinte e quatro Caprichos de Niccolò Paganini, as Seis Sonatas de Eugène Ysaÿe e as Sonatas e Partitas de Jean-Sébastien Bach.
Malikian foi aclamado em inúmeras competições, incluindo primeiros prémios em competições internacionais: “Felix Mendelssohn” em 1987 em Berlim e “Pablo Sarasate” em 1995 em Pamplona, bem como outros prémios nas competições “Niccolò Paganini” (Génova), “Zino Francescatti” (Marselha), “Rodolfo Lipizer” (Gorizia), “Jeunesses Musicales” (Belgrado), “Rameau” (Le Mans), “International Artists Guild” (Nova York) e “International Music Competition of Japan”. Em 1993, recebeu o “Prêmio por Dedicação e Realização” do Ministério da Cultura da Alemanha (…)
Ara Malikian mora em Madrid, onde foi solista da Orquestra Sinfónica de Madrid. Desde 1995 toca em duo com o pianista Serouj Kradjian, também de origem arm´rnia, com quem gravou o ciclo completo de Sonatas para piano e violino de Robert Schumann e o álbum Miniatures . Manikian também gravou vários álbuns com as empresas BMG, Auvidis, Trittico Classics e Elite Music .
Também trabalha em estreita colaboração com o guitarrista flamenco José Luis Montón, com quem lançou os álbuns Manantial e De la felicidad . Trabalhou com a cantora libanesa Fairuz, os dançarinos de flamenco Joaquín Cortés e Belén Maya e o pianista de jazz Horacio Icasto. Também trabalhou com compositores de cinema como Alberto Iglesias, com quem gravou a trilha sonora do filme Fala con Ela, dirigido por Pedro Almodóvar , e Pascal Gainge para a música do filme El otro barrio, do diretor Salvador García Ruiz.
Malikian foi nomeado duas vezes para Melhor Performance Clássica em 2007, um prémio concedido pela Academia Espanhola.
Participou também como artista convidado no filme Além do Flamenco, dirigido por Carlos Saura em 2016 .” (Wikipedia: Ara Milikian, excertos traduzidos da versão em língua francesa).

Discografia:
Le quattro stagioni (1995)
750 Jahre Wölpinghausen (1996)
Miniatures (1996)
Bow on the String (1997)
500 motivaciones (1999)
All Seasons for Different (2000)
Robert Schumann (2000)
24 Caprices for Solo Violin by Paganini (2003)
Sarasate (2003)
Six Sonatas for Solo Violin by Ysaÿe (2003)
Sonatas and Partitas for Solo Violin by Bach (2003)
El arte del violín (2004)
Manantial (2002/2004)
The Four Seasons by Vivaldi (2004)
De la felicidad (2005)
Tears of Beauty (2006)
Meeting with a friend (2007)
De los Cobos / Montsalvatge (2005)
Lejos (2007)
Conciertos románticos españoles de violín (Orquesta sinfónica de Castilla y León-Alejandro Posada y Ara Malikian-2010)
Con los ojos cerrados (Ara Malikian y Fernando Egozcue Quinteto- 2011)
Chirstmas mood (2011)
Pizzicato (2013)
15 (2015)
La Increíble Historia de Violín (2016)
Ara Malikian. Symphonic at Las Ventas (2017)
Royal Garage (2019)
Petit Garage (2021)
Ara (2022)

O Microchip e a Parabólica. Ekaterina Shelehova 2

A primeira é a preferida do Fernando; a segunda, minha; a terceira, não sei!

Ekaterina Shelehova – Savage Daughter. Cover. Sauvage Daugter, 2023
Ekaterina Shelehova – Vlad the Vamp. Composição: Luca Morelli. Vlad the Vamp (Original Soundtrack), 2022
Ekaterina Shelehova – Alla Luna. Moonlight, 2014

O reverso da glória. Anatomia de um campião

O outro lado dos nossos heróis: obstinação e provação. Personalidade e risco. “Winning is not for everyone”! Dois anúncios inspirados nos jogos olímpicos.

Marca: Nike. Título: Am I a Bad Person? Agência: Wieden + Kennedy. Direção: Kim Gehrig. Estados Unidos, 19.07.2024
Anunciante: FIGS x Team USA. Título: Anatomy of a Champion. Agência: Mother. Direção: Lana Senaoui. Estados Unidos, 18.07.2024

Falar com imagens

Thai Health Promotion Foundation. Oasis. 2022

Quer-me parecer que os orientais possuem o dom da argumentação com imagens. E não com quaisquer imagens! Com imagens fantásticas e delirantes. Convocam imaginários absurdos e logram um efeito mais consequente e convincente do que a própria realidade do real. As campanhas de sensibilização da Thai Health Promotion Foundation são um bom exemplo.

Anunciante: Thai Health Promotion Foundation. Título: Million Spoons. Agência: The Leo Burnett GroupThailand. Tailândia, dezembro 2022
Anunciante: Thai Health Promotion Foundation. Título: Oasis. Agência: The Leo Burnett GroupThailand. Tailândia, setembro 2022

Avalanche de imagens

Netflix. Resident Evil, Official Trailer. 2022.

Estou a ver A Roda do Tempo. Queixo-me ao meu rapaz: tudo passa muito depressa. Estás desfasado. Agora não é como dantes! Parodia, em câmara lenta, as cenas do Tarkovsky, do Bergman, do Fellini, do Kurosawa, do Oliveira… Mas condescende: o primeiro episódio é o mais concentrado, inicialmente estava previsto ser desdobrado em dois. Resisto: o Senhor dos Anéis é lento! Repara, o conjunto dos livros da trilogia dos Senhores dos Anéis tem cerca de 1 230 páginas e os três filmes duram 12 horas; os 14 volumes da Roda do Tempo têm mais de 11 000 páginas e a primeira temporada dura pouco mais de 7 horas. Parece um cocktail [um shot?] de economia e estética. A juventude hoje sabe tudo!

Sinto-me ultrapassado. Estranho estas avalanches de imagens aceleradas, densas, acentuadas e cortadas. Opto por me refugiar na publicidade. Estava longe de suspeitar o que me aguardava. Nem me apetece comentar.

“For the launch of their new horror series Resident Evil this week, global streaming platform Netflix installed a terrifying live installation on the streets of Santa Monica. Created by US creative agency, Founders, part of By The Network, the activation takes place on one of Santa Monica’s busiest streets. Played out by an actor, a man infected with the T-Virus (the virus from the series) is imprisoned in a huge glass cage and over the space of four hours turns into a Zero (the frightening infected creatures from the series) before breaking free from the cage and chasing into the crowd, thirsty for blood. The TikTok film has already attracted over 15 million views, and counting” (https://www.adsofbrands.net/en/ads/netflix-resident-evil/14451).

Marca: Netflix / Resident Evil Season 1. Título: Man Infected with T-Virus | Pedestrians React. Agência: Founders, NY. Direção: DIGBY. Estados-Unidos, julho 2022.
Marca: Netflix. Título: Resident Evil | Official Trailer. Estados-Unidos, julho 2022.

Mudo para uma base de dados francesa. Espera-me uma declaração de amor pátrio precipitada num carrossel de imagens fugidias e músicas sincopadas. Tamanha velocidade ultrapassa-me!

Marca: Renault / Nouveau SUV Renault Austral. J’aime la France. Agência: Publicis Conseil. Direção: Maud Robaglia. França, março 2022.

Gosto de gostar. A sinfonia da Audi

bauhouse

No enfiamento da apresentação de alguns anúncios publicitários com conteúdos que geram “efeitos musicais”, acrescento a Audi Sinfonie, criada pelos bauhouse, uma obra ousada e extraordinária. Das oito partes que compõem o concerto, selecionei a primeira e a terceira. Pode assistir ao conjunto da sinfonia no seguinte endereço: https://bauhouse.de/audi-sinfonie/. O anúncio Big Entrance, também da Audi, oferece-se como uma espécie de prolongamento da Audi Sinfonie. Foi filmado em Odessa, na Ucrânia.

“‘Sinfonie’ teve a sua estreia no Le Grand Palais, em Paris. Seguiram-se mais concertos em Buenos Aires, Vilnius, Riga, São Paulo, Berlim, Xangai, Viena, Paris novamente, Estocolmo, Moscovo e Tóquio.

Colaborámos com diferentes orquestras, por exemplo, Orquesta Sinfónica Ciudad de Buenos Aires, Orquestra Sinfônica Nacional da Lituânia, Konzerthausorchester Berlin,  Orquestra da Ópera Nacional da Letônia, Orquestra Filarmônica da China, Orquestra Lamoureux, Orquestra Nacional Russa e Nova Filarmônica de Tóquio (…).

‘Sinfonie’ foi premiado com o Bronze na categoria ‘Melhor Composição Musical/Design de Som’ no Art Directors Club Awards 2009, Berlim” (da página dos bauhaus: https://bauhouse.de/audi-sinfonie/).

Os membros dos bauhouse são Fabian Grobe, Clemens Wittkowski, Arno Kraehahn, Max Renne.

bauhaus. Audi Sinfonie. 2012. Parte 1.
bauhaus. Audi Sinfonie. 2012. Part 3.
Marca: Audi Q8. Título: Big Entrance. Agência: BBH London. Direção: Sam Brown. Reino Unido, 2018.

Música e imagem

Kathia buniatishvill. Fotografia de Jean-Baptiste Mondino.

“Nunca tenho receio do “excesso” – excesso de amor, liberdade, imaginação ou respeito, porque essas coisas são imateriais e emocionais e não podem ser medidas ou limitadas” (Khatia Buniatishvili).

Quando penso na música clássica a render-se à imagem contemporânea, acode-me a talentosa pianista francesa de origem georgiana Khatia Buniatishvili. Um prodígio que não teme excessos! A “pop star do mundo da música clássica”. Quem mais poderia ser?

Khatia Buniatishvili – Schubert – Behind the Scenes. Schubert: Ständchen, S. 560 (Trans. From Schwanengesang No.4, D. 957).
Khatia Buniatishvili’s new music video for “Gymnopédie No.1” by Erik Satie from her new album “Labyrinth.”
Khatia Buniatishvili. Ungarische Rhapsody Nr. 2 cis-moll/v.Franz Liszt. Khatia’s arrangement.