Emigrar
Não evoluo, vindimo os anos. Pasmo, como o rei Filipe II de Portugal, na sátira de Gonzalo Torrente Ballester. Basta comparar dois pequenos textos sobre a emigração, um publicado em 1991 (“Uma vida entre parênteses. Tempos e ritmos dos emigrantes portugueses em Paris”, Cadernos do Noroeste, vol. 4 (6-7), 1991, pp. 147-158) e o outro publicado este verão (“A viagem do silêncio: o salto” in Filmes do Homem 2015. Festival Internacional de Documentários de Melgaço, Ao Norte/Câmara Municipal de Melgaço, 2015, pp. 14-17). Qual rasga a realidade e qual a enrola? Segue a ligação em pdf:
A. Gonçalves. Uma vida entre Parênteses.
A. Gonçalves. A Viagem do Silêncio.
O assunto que realmente motiva este artigo é a canção Manolo Mio, da Brigada Victor Jara, grupo fundado em Coimbra, no ano de 1975. Também versa sobre a emigração. A cantar também se aprende. Lembro-me de comprar o álbum (Eito Fora, 1977) numa cooperativa (creio eu) junto à Fonte dos Leões, no Porto. Vamos ouvir!
Brigada Victor Jara. Manolo Mio. Eito Fora. 1977.


“Eras tão linda… eu já te não quero” vindimo a vida, quem a semeia?