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O egomundo e a pavimentação da vida

Figura 1. Lugar da Serra. Prado. Melgaço. Fotografia de Álvaro Domingues.

Este artigo é estúpido. Levanta problemas que não existem.

Acreditei inventar uma nova palavra, por sinal, óbvia: egomundo. Mas em Coimbra, uma empresa tem esse nome. Egomundo é o antípoda do mundo colectivo. Remete para a experiência, a memória e o sentido da vida de cada pessoa. É um cúmulo de subjectividade. Uma perspectiva subjectiva de um ponto de vista subjectivo. Nada de consensos, tribalismos ou projectos sociais. Sem retóricas religiosas, científicas e técnicas, o mundo gira em torno do egocentro.

Tenho-me deslocado com alguma frequência à minha terra. No limiar do tempo e do espaço, deixo os olhos e a memória pastar. Demando os sítios onde costumava jogar ao espeto e ao pião. Alcatrão, cimento ou empedrado. Em centenas de metros em redor, é materialmente impossível jogar ao espeto ou ao pião. Terra, só nos campos. Não sendo terra batida não dá para jogar. O cimento e o alcatrão conquistaram tudo. Mesmo nas povoações, a estrada não tem valetas. Não cresce uma única planta. Na Serra, local de convívio público da freguesia, a maré negra e cinza cobriu tudo, até trepou os degraus do cruzeiro. Estar sentado no passeio proporciona o conforto de uma lagartixa numa eira de basalto. O ar aquece de baixo para cima. Assim o impõem o trânsito e a velocidade. Não admira que as estradas se alarguem até ao último milímetro. Os carros também se alongam: um Volkswagen carocha media 1.54 metros de largura; o Golf mede 1.799. Dois Golf que se cruzam, carecem de mais 1.03 metros de estrada. Na minha freguesia, tudo quanto é estrada, caminho ou largo foi asfaltado ou cimentado. Na minha infância, apenas a estrada nacional era asfaltada.

Figura 2. Terreiro. Prado. Melgaço. Fotografia de Álvaro Domingues. Público, 28/07/2019: “Terreiro”.

O Terreiro era o “campo de futebol” mais à mão. Ficava no caminho da escola e da catequese. Térreo, era um regalo para o jogo da bola. O cruzeiro delimitava uma baliza e uma pedra a par de um pilar das escadas da Igreja, outra. Primeiro, empedraram-no, para mal dos nossos joelhos e cotovelos. Acabaram por o asfaltar e cimentar nas bordas. Porquê tamanha intemperança pavimentar? À velocidade e à circulação, temos que acrescentar um outro cavaleiro do asfalto: o estacionamento. A terceira aresta do triângulo rodoviário: velocidade, circulação e estacionamento. Asfaltou-se todo o terreiro para facilitar o estacionamento, o repouso do motor. O asfalto e o cimento são materiais invasivos. Alastram e grassam. Acontece-lhes engordar. Na minha casa de infância, para entrar na loja convinha subir um degrau; agora, convém descer.

O alcatrão tem muitas virtudes. Quando o sol queimava, fazia esferas com o alcatrão derretido. Não davam, porém, para “jogar aos berlindes”. O pavimento da estrada era perfeito para andar de patins. Com pouca gravilha, areia e cascalho, ficava polido, quase sem atrito. Os dois quilómetros sempre a descer até às termas do Peso eram uma tentação. Dei quedas dignas do cinema mudo.

A minha freguesia, para além de terra, também tem água. Muita água, a condizer com o nome: Prado. Em criança, via-se e ouvia-se cantar a água por todo lado. Agora, nem se vê, nem se ouve; adivinha-se. Dava jeito uma vara de detecção de água subterrânea. Tudo quanto é rego ou poço foi encanado ou tapado, sobretudo, com cimento. A minha casa de infância era contornada por cursos de água em três frentes. A cerca de 70 metros, a levada proveniente do ribeiro dividia-se em três regos: um prosseguia para o lugar da Corredoura; outro passava por debaixo do caminho e, após uma pequena cascata, por baixo da estrada rumo à Serra; o terceiro mergulhava uns quatro metros num “tubo” de granito e reemergia do outro lado da estrada a uma altura de quatro metros noutro “tubo” de granito rumo à Quinta dos Governadores. Tudo foi encanado e tapado, salvo uma dezena de metros destinados a uma espécie de arremedo de lavadouro público. Já não se enxergam nem girinos cabeçudos, nem “alfaiates”. Nestes cursos de água, refresquei os pés no Verão, pilotei barcos, uns de casca de pinheiro, outros de madeira, com mastros de cana e velas de plástico. Fitava, quase hipnotizado, a água corrente à cata de uma truta. Tudo tapado! Até a “arquitectura granítica dos vasos comunicantes” foi cimentada. Para quê? Para alargar a curva. A uns sete metros da entrada da casa, do outro lado da estrada, na base de um muro alto de saibro, uma mina de água, cuja entrada escondia cristais de quartzo ferruginoso. Ali, colocávamos a refrescar as garrafas de bebidas. Munidos com uma lanterna, arriscávamos explorar a mina. Às vezes, éramos obrigados a parar: o tecto da mina tinha desabado. Nestas circunstâncias, subia ao campo que se situava por cima da mina. Lá estava um buraco enorme provocado por um aluimento de terras. Como medida segurança, a entrada da mina foi cimentada.

Figura 3. Casa de infância. Serra. Prado. Melgaço. Fotografia de Gonçalo Dias. Público 28/07/2019: Micro-retrato de um país “corrente de ar” pela vida de duas freguesias.

A terra e a água, esta terra e esta água, fazem parte da nossa memória e identidade. Por que motivo se enterra a água e tapa a terra? Não é, decerto, para evitar acidentes, a exemplo do sacristão que, durante o compasso, caiu com a cruz num curso de água que atravessava o caminho ou da mulher que se afogou num rego. É verdade que se ganham centímetros nas estradas e, porventura, eficácia na distribuição da água.

A expansão do asfalto aumentou a velocidade e reforçou a segurança dos automóveis. E a insegurança dos peões. Sem passeios, existem bermas onde ninguém ousa andar. Na curva da Serra, uma motorizada partiu uma perna a uma pessoa e um idoso foi atropelado mortalmente por um automóvel. Ambos caminhavam pela berma. Um motão entrou pela loja dentro!

Acessibilidade, velocidade, expansão, segurança e eficácia são trunfos do baralho da modernidade materialista (o presente inclinado para o futuro). Mas há mais. Desviando o olhar do espaço público para o espaço privado, constata-se que, junto às moradias, quase todo o solo está pavimentado. Com pedra, mármore, mosaicos, cimento e outros pavimentos. Nada de lama, poças, erva ou bicharada. Tudo asseado e de fácil manutenção. Alguém imagina quanto custa cuidar de um relvado ou de um canteiro de flores? Dar vida à vida dá trabalho. Acrescentam-se, assim, mais duas vantagens a favor da pavimentação: a higiene e a facilidade de manutenção.

A pavimentação da terra e a canalização da água conheceram um franco crescimento nas últimas décadas nos espaços públicos e privados. Autoestradas, caminhos, praças, recintos, nada escapou. Há quem diga que é uma das conquistas de Abril! Seria interessante ter acesso a fotografias de satélite com a evolução da pavimentação em Portugal.

Figura 4. Árvores crescem na pedra. Moledo do Minho. Fotografia de Fernando Gonçalves.

Pavimenta-se quase tudo. Cobre-se a terra, a pedra e a água. Por enquanto, não se colocam tectos no céu, apenas fios de electricidade onde se enredam os papagaios de papel (ver figura 2). Esta pavimentação do mundo impede a vida, apesar da ilusão do crescimento de árvores na pedra, no cimento ou do alcatrão (ver figura 4).

Esta é a nossa ecologia. Embalsamadores da natureza envolvente, que autoridade nos resta para protestar contra deflorestação da Amazónia, o aquecimento global ou a plastificação do oceano Pacífico?

A pretexto do Terreiro, em Prado, Álvaro Domingues escreve:

“Contrariamente à lentidão do tempo longo no passado pré-moderno, os localismos só sobrevivem na velocidade rápida exigida pela sua franca exposição a tudo o que vindo de onde vier, mexe e circula” (Terreiro, Público, 28 de Julho de 2019: https://www.publico.pt/2019/07/28/opiniao/ensaio/terreiro-1881329).

Prado está inclinado para a frente. É um cata-vento de oportunidades que cavalga na crista dos limites.

E o meu egomundo, cúmulo de subjectividade, como anda? Introspectivo, nostálgico e birrento. Como o Angelus Novus (1920), de Paul Klee, avança às arrecuas com os olhos postos nas ruínas. Anda com vontade de não chegar. “Y al volver la vista atrás / se ve la senda que nunca / se há de volver a pisar (…) Todo passa y todo queda, pero lo nuestro es passar, passar haciendo caminos, / caminos sobre la mar” (Antonio Machado, Proverbios y cantares, XXIX / XLIV, Campos de Castilla, 1912).

O anúncio Release Me, da Saab, também é um poema: de vitalidade e liberdade. Podia tê-lo colocado no início do artigo.

Anunciante: Saab. Título: Release Me. Agência: Lowe Brindfors, Sweden. Suécia, Junho 2007.

Antonio Machado. Proverbios y cantares.
XXIX
Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.
XLIV
Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre la mar

Variações

António Variações (1944-1984)

No anúncio Llegá, da empresa petrolífera YPF, as pessoas vão chegando animadas por emoções tranquilas. Trata-se de um anúncio de Pucho Mentasti, um dos melhores realizadores da América Latina.

Anunciante: YPF. Título: Llegá. Agência: Ogilvy Argentina. Direcção: Pucho Mentasti. Argentina, Jul 2011

Em Never Stop, da Universidade de Auckland, as pessoas avançam aceleradas rumo ao topo. O registo desta fábrica de sucessos é futurista. No anúncio Llegá, as pessoas chegam ao lugar desejado, um cais de sentidos e sentimentos. O tempo abranda. O registo é romântico.

Na canção Estou Além, do António Variações, nem se parte, nem se chega. Uma travessia sem ancoragem. O registo é, agora, trágico: “Vou continuar a procurar / A minha forma / O meu lugar / Porque até aqui eu só: / Estou bem onde eu não estou / Porque eu só quero ir / Aonde eu não vou” (António Variações, Estou Além”).

António Variações. Estou além. Anjo da Guarda. 1983.

António Variações. Estou além (letra)

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar
Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou.

Velocidade pedagógica: o novo futurismo

Carlo Carrá. Il cavalieri rosso. 1913.

“Nós estamos no promontório extremo dos séculos!… Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Nós já estamos vivendo no absoluto, pois já criamos a eterna velocidade onipresente” (Filippo Tommaso Marinetti, Manifesto Futurista, 1909).

A sensação que se desprende do anúncio Never Stop, da Universidade de Aukland, é velocidade, vertigem e futurismo.

O ensino é admirável. Um mundo novo, na era das learning machines. Antes do tempo, sem parar e sempre a subir, até ao pináculo. Educação acelerada, numa sociedade sem fios. Aguarda-se a aprendizagem instantânea: o implante de um chip, com actualizações automáticas, reciclável e sem plástico.

Marca: University of Auckland. Título: Never Stop. Nova Zelândia, Junho 2017.

Acrescento, mais por vício do que por virtude, um hino hard rock à velocidade:a música Highway Star, dos Deep Purple (álbum Machined Head, de 1972, que inclui o consagrado Smoke on the water). Canta Ian Gillan que “ninguém lhe rouba a vida porque a guarda no inferno”.

Deep Purple. Highway Star. Machine Head. 1972.

Pressa

The Charge of the Lancers (1915), by Umberto Boccioni

The Charge of the Lancers (1915), by Umberto Boccioni.

A nossa sociedade não tem grandes narrativas, mas tem grandes nomes. Por exemplo, sociedade da slow food, da slow fashion e do slow thinking. E tem o reverso: sociedade do zapping, da velocidade e da aceleração. Tudo devidamente globalizado. Até o Oriente, dado à meditação e à paz do corpo, cede às virtudes da pressa.

Marca: K Bank. Título: Long. Agência: Ogilvy & Mather Thailand. Direcção: Thanonchai  Sornsriwichai. Tailândia, 2010.

Marca: Srisawad Transport Loan. Título: Truck. Agência de produção: Phenomena Bangkok. Direcção: Thanonchai  Sornsriwichai. Tailândia, 2011.

O sonho da modernidade

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Simplesmente fantástico este anúncio proveniente do Bahrain. Uma pérola adormecida na areia da memória. Vale a pena revisitar o sonho da modernidade.

Anunciante: Batelco. Título: Infinity. Agência: FP7, Bahrain. Directores: Steffen Hacker; Alexander Kiesl. Bahrain, Nov. 2010.

Levantar uma tempestade

Estava com saudades de uma boa imagem congelada. A técnica, frozen, esteve em moda mas tornou-se rara. Este anúncio indiano é uma ilustração de um movimento humano típico: acelerar, parar, retroceder e recomeçar, para ver devagar.

Um motorista atravessa a multidão festiva a uma velocidade extrema. Com que discernimento as imagens com comportamentos potencialmente perigosos são para as altas autoridades ora um risco ora uma vacina?

Carregar na imagem para aceder ao anúncio.

pulsar-rs200-raise-a-storm-600-94975Marca: Pulsar RS200. Título: Raise a storm. Agência: Ogilvy & Mather Mumbai. Direcção: Vijay Sawant. Índia, Janeiro 2016.

A beleza da velocidade

Luigi Russolo. Dinamysm of a car. 1912-13.

Luigi Russolo. Dinamysm of a car. 1912-13.

“Afirmamos que a magnificência do mundo enriqueceu-se de uma beleza nova: a beleza da velocidade”.
Filippo Tommaso Marinetti, Manifeste du futurisme, 1909.

A velocidade descola. Como o voo e a levitação, mas sem morcegos nem bolas de sabão. Chegar antes de partir! Estar em todo e em nenhum lugar! Fazer zapping no universo! Imóvel, com a alta velocidade da fibra óptica. Até os pixels se aceleram! O comando dispara mais rápido do que o Lucky Luke e a Internet é vertiginosa. “Todos nós sempre tivemos uma paixão pela velocidade. Ser mais rápido. Ser melhor”. A velocidade é um dos valores mais marcantes do homem moderno. O tema e a estética deste anúncio lembram, precisamente, os primeiros adoradores confessos da velocidade: os futuristas.

Marca: BT. Título: Infinity Olympics 2012. Agência: AMV. Direcção: Thomas Napper. Reino Unido, 2011.

Futurismos

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Nos anos setenta, a turma da disciplina de Sociologia da Arte, da Sorbonne, foi visitar a exposição dedicada ao futurismo no Centro de Arte e de Cultura Georges Pompidou (Beaubourg, Paris). Fui contrariado uma vez que existiam algumas ligações entre o futurismo e o fascismo, ambos de origem italiana. Marinetti, poeta fundador do movimento futurista (Manifesto Futurista, 1909) foi também uma das 119 pessoas presentes, em 1919, na fundação dos Fasci italiani di combattimento, o primeiro partido fascista europeu.

Umberto Boccioni. Unique Forms of Continuity in Space. 1913.

Umberto Boccioni. Unique Forms of Continuity in Space. 1913.

A exposição era impressionante. Aprendi a não confundir arte e ideologia. O futurismo mobilizou todas as artes e a sua herança permanece viva. Centra-se no presente e no futuro, privilegiando o movimento, a velocidade, a inovação e a máquina.

“La littérature ayant jusqu’ici magnifié l’immobilité pensive, l’extase et le sommeil, nous voulons exalter le mouvement agressif, l’insomnie fiévreuse, le pas gymnastique, le saut périlleux, la gifle et le coup de poing.

Nous déclarons que la splendeur du monde s’est enrichie d’une beauté nouvelle: la beauté de la vitesse. Une automobile de course avec son coffre orné de gros tuyaux tels des serpents à l’haleine explosive… une automobile rugissante, qui a l’air de courir sur de la mitraille, est plus belle que la Victoire de Samothrace” (F.T. Marinetti, Manifeste du Futuriste, Le Figaro, 20 de Fevereiro de 1909).

Os anúncios seguintes lembram o futurismo: cores contrastadas, decomposição e recomposição das imagens, exaltação dos movimentos, fascínio pela técnica… Repare-se na semelhança entre a personagem que foge no primeiro anúncio e a escultura de Umberto Boccioni (1913).

Marca: BGH. Título: Persecución. Agência: Del Campo Nazca Saatchi & Saatchi. Direcção: Jonathan Gurvit. Argentina, Julho 2015.

Marca: AZ Produções e Publicidade. Título: AZ o marketing futurista aqui. Agência: AZ Produções e Publicidade. Brasil, Fevereiro 2015.

O Coelho

Este post vai ser mais rápido do que um coelho. Coelho! Alguém disse coelho?

Marca: Mini Cooper. Título: The Rabbit. Direção: Tom Schlagkamp. 2013.

Voo pesado

MeteorO voo e a leveza parecem estar de asas dadas. Mas isso nem sempre acontece. Uma borboleta e um balão são leves. Um míssil e um avião, nem por isso. Para além da aerodinâmica, precisam de motores. No artigo anterior, duas empresas de telecomunicações recorrem a balões para propiciar uma sensação de leveza.  A Meteor, uma empresa de telecomunicações irlandesa, convoca a figura de Pégaso para sugerir, em vez da leveza, a ideia de velocidade, associada à potência. De metamorfose em metamorfoses, acabamos por nos deparar com um Pégaso biomecanóide, propulsão nas patas e asas nos flancos.

Marca: Meteor. Título: Meteor Danger Zone. Agência: Rothco, Dublin. Direção: Chris Balmond. Irlanda, Outubro 2013.