Sociologia sem palavras

Faz 12 anos, em 20 de setembro de 2014, iniciei uma série intitulada Sociologia sem palavras. Ao todo, foram publicados 26 artigos até 13 de janeiro de 2018.
Segue o primeiro, com um excerto do filme Luzes da Cidade (1931), de Charles Chaplin.
Inicio, com este artigo, uma nova série de vídeos intitulada “Sociologia sem Palavras”. Pergunta-se, com frequência, o que estuda a Sociologia e o que faz o sociólogo. Eis uma pergunta clara de resposta ingrata.
As margens dos livros da Idade Média contêm pequenas gravuras excêntricas que funcionavam, segundo os especialistas, como marcadores simbólicos úteis nos sermões e nas trocas de argumentos. Na senda destas artimanhas medievais, a série “Sociologia sem Palavras” faculta, na era das imagens em movimento, cábulas electrónicas.
O objectivo desta série é contribuir para a divulgação da Sociologia. Com humor e desenvoltura. Está criado um conceito. Pequeno, mas original. Seguir esquemas não é o meu forte, criá-los é o meu fraco. (20.09.2014)
Aniversário com corda partida

A uma ex-aluna de doutoramento
Hoje, acordei incompleto.
Uma das suas músicas:
Sociologia sem palavras 5: Brincadeira
Brincadeiras, quem as não teve? O lúdico sobressai como uma componente matricial das sociedades (Johan Huizinga, Homo Ludens, 1938; Alberto Nídio Silva, Jogos, Brinquedos e Brincadeiras, dissertação de doutoramento, Universidade do Minho, 2010). Basta mencionar os jogos e as brincadeiras da infância para um sorriso se plasmar no rosto. Momentos de inocência? Crianças pueris? Estes angelismos são fábulas de adulto. Na realidade, as brincadeiras e os jogos de crianças encerram dimensões perversas.
Jacques Tati capricha em dar tempo ao humor. Um riso sem elipses nem pressas. O sentido do detalhe nos filmes de Jacques Tati lembra os romances de Marcel Proust. Jacques Tati não é ingénuo. Ri dos nossos gestos mais naturais. No filme Mon Oncle, as brincadeiras e os jogos de crianças são claramente endiabrados.
A brincadeira é o tópico principal do quinto episódio da série Sociologia sem palavras.
Jacques Tati. Mon Oncle. 1958. Versão italiana
Sociologia sem palavras 1
Inicio, com este artigo, uma nova série de vídeos intitulada “Sociologia sem Palavras”. Pergunta-se, com frequência, o que estuda a Sociologia e o que faz o sociólogo. Eis uma pergunta clara de resposta ingrata.
As margens dos livros da Idade Média contêm pequenas gravuras excêntricas que funcionavam, segundo os especialistas, como marcadores simbólicos úteis nos sermões e nas trocas de argumentos. Na senda destas artimanhas medievais, a série “Sociologia sem Palavras” faculta, na era das imagens em movimento, cábulas electrónicas.
O objectivo desta série é contribuir para a divulgação da Sociologia. Com humor e desenvoltura. Está criado um conceito. Pequeno, mas original. Seguir esquemas não é o meu forte, criá-los é o meu fraco.
Sociologia sem Palavras. Episódio 1. Charles Chaplin. City Lights. Excerto.



