When a blind man cries
Hoje, é Dia Mundial da Música. A Música resiste ao tempo. As imagens, também. Sem esquecer a estupidez. A música toca-nos. Ora mais, ora menos. Recordo um slow dos Deep Purple algo inhabitual: When a blind man cries (1972), Não integrou nenhum álbum, apenas a face B de um single. Ritchie Blackmore embirrou com a canção. Nem sequer ao vivo a tocavam! Sem Ricthie Blackmore, substituído, primeiro, por Joe Sartriani e, em seguida, por Steve Morse, a banda recuperou a canção. Uma das melhores interpretações ocorreu durante a Celebração de Jon Lord (falecido em 2012) no The Royal Albert Hall, em 2014 (https://www.youtube.com/watch?v=yItNkVyJ2Vg&list=RDyItNkVyJ2Vg#t=451). Vou colocar a versão original. Não há versão como a primeira! E para bem temperar, acrescento o concerto de piano nº2 de Shostakovich.
Deep Purple. When a blind man cries. 1972.
Dmitri Shostakovich .Piano Concerto No. 2 in F major, Op. 102: II. Andante.
Hell to Pay
Não é por esta que saímos das franjas do inferno. Os Deep Purple acabam de lançar um novo álbum: Now What. Sem Jon Lord, falecido, e sem Ritchie Blackmore, líder de uma “banda de folk rock de estilo renascentista” (Blackmore’s Night). Esta música, Hell to Pay, faz lembrar as origens. Por vezes, demais. Mas sobra um trago a lima. Nem limão, nem laranja. Não é uma questão de idade, mas de tempo. Até porque as “pessoas maiores”, como dizem os castelhanos, sabem fazer melhor coisas melhores do que aquelas que fizeram na juventude.
Massa in Rock
A publicidade argentina é prodigiosa. Estreado esta noite, este anúncio empenha-se em mostrar que a massa vai bem com tudo, até com a música dos Deep Purple.
Marca: Matarazzo. Título: Rock the Pasta. Agência: Madre. Direção: Andres Salmoyraghi. Argentina, Agosto 2012.

